segunda-feira, 6 de abril de 2026

E lá vamos nós para mais uma semana… que venha com paz, saúde, alegria, amor e bênçãos sem fim… 🫶🏻

 


“A vida é uma coleção de acontecimentos, mas a gente só precisa guardar aquilo  que nos acrescenta e faz bem. Fé, gratidão, coragem, disposição, gentileza, são coisas que valem a pena ter sempre à mão, não pesam e deixam os dias mais agradáveis.”

Rosi Coelho

domingo, 5 de abril de 2026

Uma feliz e abençoada Páscoa para você e sua família!

 


“Que os dias sejam de renovação, de novos ares, de boas energias, de muita inspiração e criatividade para tocarmos as lutas diárias. Que eu saiba recomeçar e agradecer todas as manhãs, com alma limpa e atitudes do bem.”

Rita Maidana


Que nesta Páscoa haja muitos doces em sua vida e principalmente, o doce sorriso daqueles que te amam. Que você tenha um reencontro consigo mesmo e que as portas que Ele já abriu, conduzam realmente a um caminho de muita luz, paz e renovação! 

Bom dia meus amores, continuo aqui no litoral Norte de SP, vou embora só amanhã! Então, desejo um lindo domingo para todos! Fiquem com Deus e uma feliz Páscoa! ❤️

sábado, 4 de abril de 2026

“O segredo não é correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.” (Mario Quintana)


Meus meninos! ❤️

Feliz aniversário, my love! 

Hoje celebro não só o seu dia, mas a sorte que é ter você na minha vida. Você é meu companheiro, meu melhor amigo e o homem que faz tudo valer a pena. Ao seu lado, aprendi que o amor de verdade é feito de cuidado, parceria, presença e tantos momentos simples que se tornam inesquecíveis.

Que o seu novo ano seja repleto de alegrias, saúde, bênçãos, paz e sonhos realizados. E que nunca falte esse seu jeito especial que ilumina meus dias e aquece o meu coração.

Obrigada por ser quem você é e por fazer da nossa vida juntos algo tão bonito. 

Que você abrace este novo ciclo com a alma leve, lembrando as palavras de Pablo Neruda: não deixe que a vida passe em branco 
viva, descubra, sinta, reinvente-se. Porque crescer é isso: é se perder às vezes, e ainda assim se encontrar mais forte depois.

Como diria Carlos Drummond de Andradesempre é possível recomeçar, e hoje é o teu recomeço.

Que teu coração nunca perca a capacidade de amar,
pois, nas palavras de Antoine de Saint-Exupéry, é nos laços que criamos que a vida ganha sentido.

E que você siga leve, feliz, sabendo,  como disse Fernando Pessoa, que dentro de você ainda cabem todos os sonhos do mundo.

Feliz aniversário meu amor!
Que a vida te surpreenda, te desafie e, acima de tudo, te encante todos os dias de sua existência. 

Nunca encontrei um trevo de quatro folhas, mas encontrei você, numa noite de Natal, quando nos conhecemos, e conversamos pela primeira vez, então, suponho que a sorte chega de várias maneiras, em nossas vidas. Você foi o meu presente mais precioso!   Gratidão, pela família linda que nós temos e por encher de alegria, de amor, de paz e de presença as nossas vidas! ❤️ Te amo! Que Deus te abençoe e te proteja hoje e sempre! 🥰😘

📍Ubatuba, litoral Norte, SP

quarta-feira, 1 de abril de 2026

No fim das contas, o que importa é o quanto amadurecemos e o quanto crescemos depois das quedas… 😉

“Você merece… Merece os sorrisos mais puros, os beijos na testa antes de sair de casa para conquistar o Universo e cafuné antes de dormir. Você merece encontrar pessoas que te enxerguem de verdade, que entendam que você passa longe da perfeição, que está sempre tentando acertar, mas que ainda erra bastante… Você merece a cura, o aprendizado, o autoconhecimento. Merece a festa e a calmaria. Merece o profundo… Você merece tudo de bom que tem plantado…

Victor Fernandes, do livro: Pra você que sente demais 📖

Bom dia meus amores! Preparados para o feriado prolongado? Nossa gente, ontem eu estava tão cansada que quando deu 21h40 eu fui dormir. 💤 Mas hoje já acordei no 220 novamente, às 5h já estava tomando o meu cafezinho. ☕️ Bom dia, bom dia, bom dia! Já fiz minha caminhada. Fui à feira, comprar um pastel de carne e uma garapa, porque ninguém é de ferro! rsrs Vou preparar a minha mala, porque estou indo viajar! Bjs, meus amores! Fiquem com Deus! ❤️

Um lindo mês de Abril para nós… que venha com bênçãos, saúde e paz! Que Deus nos abençoe e proteja! 

terça-feira, 31 de março de 2026

“É o amor-próprio que diz a hora de partir…”

“Por amor a gente luta, por amor-próprio, às vezes, a gente desiste. Por amor, a gente cede, por amor-próprio, às vezes a gente tem que se colocar em primeiro lugar. Por amor a gente faz planos, por amor-próprio, às vezes, a gente tem que mudar de direção. Por amor a gente tenta ficar junto, por amor-próprio, às vezes, a gente tem que ficar sozinho. As mudanças e atitudes mais doloridas, aquelas que exigem um nível altíssimo de coragem, são as que a gente faz por amor-próprio. Quando a gente precisa se priorizar, abraçar a si mesmo e mudar de rumo, de companhias, de ambiente. Quando a gente percebe que está no lugar errado, recebendo a energia errada, os sentimentos errados. Quando sente falta do que deveria ser básico e habitual. É preciso ouvir o que o amor-próprio tem a dizer. Amor bom é quando amor-próprio e amor pelo outro dançam juntos, um não machuca o outro, não aperta, não sufoca. É quando o coração sabe que nenhuma parte do nosso ser está sendo violada, suprimida, desprezada. Amores que respeitam o amor-próprio sempre duram e fazem bem, caso contrário, o amor-próprio tem o dever de preparar as nossas malas…

Confio naquele ditado antigo: há males que vem para o bem… Quando falo de romances que vivi, mesmo os mais frustrados, sinto paz. Dentro de mim, há a plena certeza que fiz o que estava ao meu alcance, fiz tudo o que meus sentimentos permitiram, dei o melhor que tinha. Sei, que infelizmente, algumas vezes isso tudo não foi suficiente, mas sei também, que esse tipo de coisa, não deve me trazer nenhuma espécie de culpa: não vivo para corresponder ao estereótipo que alguém quer de mim. Olhando para trás, sinto que talvez as coisas pudessem ter se desenrolado de maneiras diferentes. Vejo de forma cristalina os meus equívocos e os equívocos do outro, mas descobri o aprendizado que mora em cada erro. Os erros machucaram, a mim, e as pessoas que se envolveram comigo, mas ensinaram bastante. É preciso uma boa dose de maturidade para perceber isso. Maturidade, também se adquire errando… No fundo, eu nunca perdi nada. Em cada pedaço de desespero, ganhei esperança, em cada vez que achei que era recíproco e não era, ganhei amor-próprio, em cada momento que parecia o fim do mundo, encontrei lindos recomeços. Sempre ganhei alguma coisa. 

Parece um discurso otimista demais, e é. Tem me feito bem jogar fora toda espécie de culpa, arrependimentos, “e se…”. Tem me feito bem olhar as coisas com gratidão. Perdoo, me perdoo, agradeço e sigo em frente.

Para todos que me fizeram mal: vocês me fizeram bem.”

Victor Fernandes, do livro: “Pra você que teve um dia ruim”

As 15 diferenças bem claras entre se relacionar com um homem maduro versus um homem imaturo…



1. Comunicação 
Maduro: conversa, explica, escuta e resolve.
Imaturo: foge, faz silêncio punitivo ou transforma tudo em briga.
Homens emocionalmente maduros conseguem falar sobre sentimentos sem usar ataques ou sarcasmo. 

2. Responsabilidade pelos erros
Maduro: admite quando erra e pede desculpas.
Imaturo: culpa você, o passado, o trabalho, o cachorro e até o clima.
Assumir responsabilidade pelas próprias emoções e ações é um dos principais sinais de maturidade emocional. 

3. Reação em conflitos
Maduro: tenta resolver o problema.
Imaturo: tenta ganhar a discussão.
O maduro quer paz; o imaturo quer vitória.

4. Estabilidade emocional
Maduro: reage de forma previsível e equilibrada.
Imaturo: explode, desaparece ou muda de humor como previsão de chuva tropical.
Pessoas imaturas costumam ter dificuldade em regular emoções e lidar com frustrações. 

5. Planejamento de futuro
Maduro: pensa em carreira, dinheiro, relacionamento e vida a longo prazo.
Imaturo: vive no “vamos ver no que dá” eterno.
A falta de visão de futuro é um dos sinais mais comuns de imaturidade em relacionamentos. 

6. Compromisso
Maduro: entende que relacionamento exige esforço contínuo.
Imaturo: acha que amor deve ser fácil o tempo todo ou desiste na primeira dificuldade.

7. Empatia
Maduro: se preocupa genuinamente como você se sente.
Imaturo: só entende o mundo do ponto de vista dele.
A empatia é uma habilidade central da maturidade emocional e fortalece vínculos afetivos. 

8. Independência emocional
Maduro: sabe ficar sozinho sem entrar em pânico ou procurar validação o tempo todo.
Imaturo: precisa de atenção constante ou age como se você fosse responsável pela felicidade dele.

9. Consistência
Maduro: o que ele diz hoje, ele mantém amanhã.
Imaturo: promessas mudam conforme o humor, como promoções de última hora. 

10. Forma de lidar com problemas da vida
Maduro: encara problemas, resolve e aprende.
Imaturo: evita, procrastina ou finge que nada aconteceu.
Maturidade envolve enfrentar frustrações e situações difíceis sem fugir delas. 


11. Como ele reage quando você diz “não”

Maduro: respeita, mesmo que não goste.
Imaturo: insiste, faz chantagem emocional ou vira a cara.

Respeito a limites é um dos termômetros mais confiáveis de maturidade.

12. O jeito que ele fala das ex

Maduro: reconhece que o relacionamento acabou por responsabilidade de ambos.
Imaturo: todas as ex são “loucas”, “tóxicas” ou “problemáticas”.

Se todas as histórias têm o mesmo vilão, talvez o roteiro seja bem suspeito.

13. Como ele lida com frustração

Perdeu um jogo, deu algo errado no trabalho, o plano mudou.

Maduro: fica chateado, mas se reorganiza.
Imaturo: explode, culpa alguém ou faz drama desproporcional.

É nos momentos pequenos que a maturidade aparece com mais clareza.

14. Coerência entre palavras e ações

Maduro: faz o que promete, mesmo em coisas pequenas.
Imaturo: fala bonito, promete muito, entrega pouco.

Faz muitas promessas, e não cumpre nenhuma. Não tem palavra.

15. Reação a críticas

Você faz uma observação simples, tipo:
“acho que você poderia ter falado comigo antes.”

Maduro: pensa, considera, responde.
Imaturo: se defende como se tivesse sido atacado em rede nacional.

Em resumo: Relacionar-se com um homem maduro é como estar num barco com alguém que sabe remar mesmo quando o mar está agitado. E relacionar-se com um homem imaturo é remar, dar direção, consertar o casco e ainda ouvir ele dizer que você não fez o suficiente e que você não está certa.

Reflitam sobre isso… 😉

Um lindo dia a todos! 🫶🏻

segunda-feira, 30 de março de 2026

🎶🎵”Todos os dias eu venho ao mesmo lugar… Às vezes fica longe, difícil de encontrar. Mas quando o neon é bom. Toda noite é noite de luar…” 🎶 (Engenheiros do Hawaii)

Eu realmente senti quando Caio Fernando Abreu disse...

“Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.”

🎶 “Toda vez que falta luz, toda vez que algo nos falta, o invisível nos salta aos olhos…🎶 

https://youtu.be/Pkp4qc9YEKw?si=ugMc4wVhg5qGDXH1

“Viver é uma caminhada e tanto, não tem essa colher de chá de selecionar onde descer. É preciso passar por tudo: pelo desânimo, pela desesperança, pela sensação de fracasso e fraqueza, até que a gente consiga chegar a uma praça arborizada onde iniciam outras dezenas de ruas, outras tantas passagens, e a gente segue caminhando, segue caminhando.” (Martha Medeiros)

Bom dia meus amores! ❤️

Existe uma diferença enorme entre olhar e realmente ver alguém. Olhar, qualquer um olha. Mas ver… ver de verdade, é quase um dom. É perceber o que não é dito, é sentir o que não foi explicado, é alcançar partes que a própria pessoa, às vezes, ainda não conseguiu nomear e tem dificuldades em revelar… Não é sobre palavras bonitas ou frases de efeito, é sobre sentir o que vai no coração do outro, o que está acontecendo no profundo… na alma, e que poucos conseguem acessar esse lugar e silenciar. Isso é a pura intuição. Olhar e apoiar alguém, e sentir o que ela sente… 

Alguém mais é assim? Escrevendo essa postagem eu lembrei de uma história, que aconteceu comigo, anos atrás…

Conversando em um grupo de apoio, uma vez, eu senti o que estava além… Nesse grupo cada um expunha um pouco da sua vida, e vinha alguém e dava um conselho. E quando chegou a minha vez de dar esse conselho para uma moça, ela olhou para mim e disse: “como você sabe tudo isso? Essa é a minha vida! É realmente isso o que eu sinto!” E eu disse: “isso é o que eu sinto também…” Sabe quando você se liga a alguém a ponto de observar tudo e diz coisas que você nem sabe da onde está vindo, mas mesmo assim você vai falando, sentindo e concluindo tudo, meio que deixando aflorar… Às vezes, o que está travando a vida é querer controlar tudo, reprimir sentimentos e a vida não gosta de controle, tudo precisa fluir naturalmente, como um rio que corre para o mar… Eu apenas disse: “o que eu estou falando é o que eu estou sentindo, eu me sinto assim também… na maior parte das vezes e agora estou deixando vir à tona.” E depois você percebe com clareza e exatidão, aquela frase de amor: “somos todos Um”, porque muitas vezes, estamos passando pelos mesmos conflitos, problemas internos, sem saída, e achamos que estamos sozinhos, mas vemos que não… Muitos desconhecidos, estão passando por aquilo também, ou ainda em situações bem mais complicadas… Por isso, que eu nunca duvidei do entendimento e da importância de uma boa terapia de grupo. Pois ouvindo o conflito dos outros, muitas vezes, você agradece e se sente bem melhor, pois geralmente, a cruz que o outro está carregando é bem maior e mais pesada que a sua. Eu participei apenas 2 vezes e quando saí de lá pensei: “meu Deus, obrigada!” Porque a minha vida está muito melhor do que muitos… se você acha que sua vida está uma bagunça, um caos, vai participar de um grupo de apoio, e você vai ter uma grande surpresa… Quando eu fui, tinha perdido a minha mãe, e quantos não perderam seus próprios filhos? Minha mãe, era idosa e morreu com 78 anos, com câncer. E aqueles pais que perderam seus filhos, cheios de vida e amor? Nossa, deve ser uma dor imensurável, que nem dá para imaginar! Então, precisamos olhar através de outras lentes, assim o nosso problema, fica tão pequeno, apesar da nossa dor, e que a dor do outro… seria insuportável para nós, e mesmo assim… o outro está conseguindo continuar aos trancos e barrancos… e você vê exemplos de pessoas que estão lá, lutando… E você percebe que diante de toda aquela dor, talvez, você não aguentaria! Esse é um dos propósitos do grupo, te tornar mais solidário e empático, te tirar daquele lugar que você estava e te dar apoio, suporte, mas também fazer você entender que não é o único e que não está sozinho, esse chacoalhão é necessário, você entender que a vida não é fácil para ninguém, mas que você pode recomeçar, sempre… quando quiser, de onde parou e continuar… Cada dia um degrau, cada degrau uma luta, e em cada luta, um aprendizado. É assim a vida. Admire-se! Você já passou por muita coisa até aqui… 

Você vai chegar onde você quer, mas antes precisará enfrentar os seus medos internos! E quais são esses medos? 😉

Que a nova semana seja carregada de paz, saúde, alegria, boas energias e bons momentos! Uma semana abençoada para todos nós! ❣️ Vamos na fé… 🫶🏻

sábado, 28 de março de 2026

Sábado…

 

Boa tarde meus amores, quem me segue por aqui já sabe, que estamos preparando o almoço. E como sempre, também preparei um gin, um de morango e um de kiwi, para nós. Hoje, o calor está de matar, ainda mais que resolvemos mexer com fritura. Logo mais vai sair uns bifes à parmegiana no capricho. 



Será que exageramos? Vai dar umas 2 assadeiras… 😂   Bom, mas o mais difícil já fizemos, que é temperar, empanar no ovo e na farinha de rosca e fritar. Depois vamos fazer o molho de tomate, jogar em cima, colocar a mussarela, levar ao forno para gratinar.  E fazer um arroz. Cairia bem umas batatinhas fritas, na air fryer… Quem gosta? Mas agora, vou relaxar e tomar o meu gin. Daqui a pouco, nós continuamos a segunda etapa. 😉

Um lindo e abençoado sábado meus queridos! Fiquem com Deus, beijos 🫶🏻

E estamos escutando as nossas músicas! 🎶

https://youtu.be/p0vM9iINl28?si=ApS85_0tbfHPc24F

Dica de série da Netflix: His&Hers…

 Olá meus amores, bom dia!

Gente, imagine uma cidade pequena, daquelas onde o silêncio das ruas esconde segredos guardados a sete chaves por décadas. Em "His & Hers" (Deles & Delas), esse silêncio é quebrado por um assassinato brutal que coloca dois protagonistas magnéticos em uma rota de colisão perigosa.

De um lado, temos uma jornalista que retorna à sua cidade natal, fugindo de seus próprios fantasmas, apenas para se ver sugada pelo caso. Do outro, um detetive obstinado que tenta manter a ordem enquanto lida com uma conexão pessoal e mal resolvida com a repórter. O que torna tudo fascinante é a dualidade: a série brinca com as perspectivas "dele" e "dela", mostrando como a mesma verdade pode ter facetas completamente diferentes dependendo de quem está contando a história.

Interpretada pelos intensos Jon Bernthal e Tessa Thompson, a trama é um jogo de gato e rato psicológico. Não é apenas sobre descobrir quem está matando as pessoas, mas sobre desenterrar as camadas de mentiras que sustentam aquela comunidade. É uma história sobre obsessão, sobre como o passado nunca fica realmente enterrado e sobre como, às vezes, a pessoa que você mais conhece é a que mais tem algo a esconder.

A atmosfera é densa e carregada de uma eletricidade ambígua, onde cada olhar trocado entre os protagonistas sugere uma história não contada. Se você gosta de suspenses que te deixa desconfortável e intrigado na mesma medida, prepare-se para uma jornada onde a única certeza é que ninguém é totalmente inocente.

Ontem, nós maratonamos essa série, à noite, assistimos todos os episódios um atrás do outro, porque simplesmente estava viciante demais, de tão vidrados que ficamos com a história, e o final foi bem surpreendente! Essa é uma série que você fica pensando a toda hora, eu pelo menos, fui analisando todos os personagens, seus comportamentos, falas, trejeitos, mesmo assim me surpreendi com o enredo. Para quem gosta de um bom suspense, eu recomendo essa série. 

Bjs, e um ótimo fim de semana, meus lindos! ❤️😉😘

sexta-feira, 27 de março de 2026

“Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.” (Manuel Bandeira)


Vocês gostam de surpresa? Eu adoro! Ele trouxe para mim hoje… Um simples gesto, que vem do coração é uma dádiva. Gratidão, coração meu! ❤️ Você vai correr comigo na praia mais tarde… não vai escapar, não! 😅

“Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar… No dia a dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar...” 

Manuel Bandeira

O amor não exige que você seja extraordinário ou perfeito, o amor exige que você apenas seja capaz de amar…

 


“Homens e Mulheres desistem do relacionamento da mesma forma?” 

“E elaboram ou ressignificam esse término igual?” Boa pergunta… vamos lá! 😉

Em relacionamentos afetivos, homens e mulheres nem sempre desistem da mesma forma. Não porque pertençam a universos opostos, mas porque foram socializados para sentir, expressar e lidar com o sofrimento de maneiras diferentes. Essas diferenças não são absolutas, mas aparecem com frequência suficiente para que a psicologia e a observação cotidiana as reconheçam como padrões.

Muitas mulheres começam a desistir silenciosamente. Antes de ir embora, elas costumam tentar, reparar, conversar, explicar, insistir em mudanças e, sobretudo, compreender e aceitar certos padrões. Algumas, perdoam muitas vezes, dão chances e tem mais paciência. É comum que passem por um longo período de desgaste interno, em que ainda estão fisicamente presentes, mas emocionalmente já iniciaram um processo de luto pela relação. Elas refletem, analisam comportamentos, revisitam conversas antigas, procuram sinais de desinteresse e tentam reorganizar o vínculo. Quando finalmente decidem partir, essa decisão geralmente não é impulsiva, mas fruto de um acúmulo de frustrações que foram sendo registradas como pequenas rachaduras, até que a estrutura afetiva não suportasse mais. Como elas são mais observadoras, elas percebem quando o outro está mais distante, mudou certas atitudes… não está tão presente assim, ou às vezes, o parceiro quer ir embora e está sem coragem de assumir isso. A mulher sabe, ela tem esse feeling, essa intuição, e pode facilitar as coisas para ele também, sem fazer alarde. Ela percebe com mais facilidade, que o relacionamento chegou num ponto insustentável para os dois. Assim, quando a mulher desiste, ela muitas vezes já chorou o suficiente, e tentou o que podia, enquanto ainda estava dentro desse relacionamento.

O homem, por sua vez, tende a desistir de maneira mais abrupta ou menos verbalizada. Muitos foram educados a reprimir emoções, a não demonstrar fragilidade ou sentimentos e vulnerabilidades, e a evitar confrontos emocionais profundos. Em vez de longas conversas sobre sentimentos, podem recorrer ao afastamento gradual, à evasão ou à substituição silenciosa do vínculo. Alguns homens não expressam claramente que estão infelizes; alguns sim, outros não; eles simplesmente param de investir, deixam de fazer planos, tornam-se menos presentes e, aos poucos, vão se desligando. Quando finalmente rompem, o gesto pode parecer repentino para a parceira, mas, internamente, também houve um processo de distanciamento, ainda que menos refletido ou verbalizado.

Existe ainda uma diferença na forma como cada um costuma processar o término. Muitas mulheres, após decidirem sair, mostram uma surpreendente firmeza, pois já passaram pelas fases de dúvida, dor e análise antes de tomar a decisão. Já alguns homens, que não elaboraram tanto durante o relacionamento, podem sentir o impacto emocional com mais força apenas depois que a separação se concretiza. É por isso que, em certos casos, parecem “seguir em frente” rapidamente no início, mas entram em um período de tristeza ou arrependimento mais tarde, quando a ausência se torna inegável e não há mais o conforto da rotina compartilhada.

Essas diferenças também estão ligadas à maneira como homens e mulheres foram ensinados a amar. Mulheres, em muitas culturas, são incentivadas a nutrir, cuidar, manter vínculos e investir na manutenção das relações. Homens, por outro lado, são frequentemente encorajados à autonomia, à independência emocional e à solução prática de problemas. Assim, enquanto a mulher tende a lutar mais tempo para salvar a relação, o homem pode interpretar o conflito como um sinal de falha irreparável ou como algo a ser evitado em vez de discutido.

Entretanto, é importante lembrar que essas características não são regras biológicas imutáveis, mas tendências moldadas por educação, experiências de vida e expectativas sociais. Há mulheres que se desligam rapidamente e homens profundamente comunicativos e persistentes. Cada indivíduo carrega sua própria história emocional, sua subjetividade, seus medos de abandono, suas formas de apego e sua capacidade de lidar com a frustração.

Desistir de um relacionamento, para ambos, raramente é um ato simples. Muitas vezes, é doloroso. Trata-se de uma ruptura de expectativas, de sonhos compartilhados e de identidades construídas a dois. A mulher que vai embora muitas vezes carrega o peso de ter tentado até o seu limite. O homem que se afasta frequentemente luta, em silêncio, com a dificuldade de reconhecer e expressar a própria dor. No fundo, ambos desistem por motivos semelhantes: falta de reciprocidade, desgaste emocional, perda ou ausência de esperança de mudança. O que muda é o caminho psicológico até esse ponto final.

Refletir sobre essas diferenças não serve para criar divisões, mas para aumentar a compreensão mútua. Quando entendemos que cada pessoa possui um ritmo emocional e uma forma particular de processar o amor e a perda, torna-se mais fácil enxergar o término, não como um fracasso pessoal, mas como o encerramento de uma história que, em algum momento, deixou de fazer sentido para pelo menos um dos envolvidos.

A pergunta sobre quem lida “melhor” com o término de um relacionamento é como tentar decidir quem sofre mais em um inverno rigoroso: quem chora no frio ou quem finge que não está sentindo nada. Ambos sentem, mas lidam com o desconforto de formas diferentes. O meu conselho sincero é: conversem, conversem sempre, tenham paciência um com o outro. Há várias formas de sair de uma relação e escolha a mais empática e madura possível… Não queira sair pisando nas pessoas ou maltratando-as. Essa, é uma das dores que dificilmente o tempo apaga, então tenham mais cuidado com o outro, na hora de irem embora. Porque há relacionamentos que podem acabar com a autoestima, a autoconfiança e trazer sentimentos de tristeza, melancolia e angústia para a pessoa. Algumas entram até em depressão. São relações tão destrutivas, às vezes, que internamente, desmorona  tudo por dentro, não restando nada de bom… e até a pessoa se recuperar e se refazer novamente, demanda tempo… muito tempo. Então, saibam terminar com responsabilidade afetiva. O coração agradece! E, lembrem-se: algumas lições foram necessárias, pois só quem passa pelo entendimento de certos processos internos, é que consegue sair de certos abismos… E entendam uma coisa: não adianta insistir, somente onde há energia boa, paz, verdade e reciprocidade, que vocês, merecem ficar. Se não for assim, deixem ir… 🫶🏻

“Ache belo tudo o que puder. A maioria das pessoas não acha belo o suficiente.” (Vincent Van Gogh)



“A capacidade de enxergar a beleza em cada amanhecer é um alimento que nos dá energia para o dia todo.”

Rosi Coelho

“Por uns minutinhos só, não puxe assunto, não pegue o celular, não abra a geladeira, não brinque com o cachorro, não quebre o silêncio, não ligue a TV, não corra pra janela, não mexa nos guardados. Por uns minutinhos só, não busque a revista, não pegue a vassoura, não faça a receita, não abra o livro, não ligue pra alguém, não tire um cochilo, não ouça a música. Por uns minutinhos só, aprecie a delícia de apenas estar com você.”

Ana Jácomo

Bom dia meus amores! Que seja uma sexta-feira leve, feliz, abençoada e cheia de amor… Um lindo dia para nós. Já agradeceram hoje?  A paz que tanto queremos e buscamos já está dentro de nós, ela precisa ser mantida e renovada diariamente. Vem… 🫶🏻

quarta-feira, 25 de março de 2026

“O tempo apagará nossas pegadas, mas não a nossa passagem. Essa ficará para sempre impressa nos corações de quem nos amam.” (Edna Frigato)


“Que a gente aprenda a falar sobre o que nos dói, o que nos sufoca, o que nos fragiliza, o que nos desrespeita, o que nos limita até que não precisemos mais falar para sermos ouvidas… Nenhuma semente de amor é infértil, o que pode ser infértil é o solo onde você a planta, a semente, jamais. Plantou e não nasceu? Não desperdice mais tempo, recolha as suas sementes e vá plantar em outro lugar… Amor-próprio é quando nos amamos ao ponto de não aceitar nenhum amor que seja menor que o que temos por nós mesmos…”

Edna Frigato

“Você se lembra quem você era antes do mundo te dizer quem você deveria ser?” (Charles Bukowski)

“Entenda-me. Eu não sou como um mundo comum. Eu tenho a minha loucura, eu vivo em outra dimensão e eu não tenho tempo para coisas que não têm alma.”

Charles Bukowski

“As pessoas me cansam, estão sempre se sentido insultadas. Se você não as alimenta com o que elas querem ouvir, logo tomam tudo como uma afronta.”

Charles Bukowski

“Gosto de pessoas que carregam uma tempestade na alma. Aquelas que sofreram a vida inteira. Aquelas que têm algo para contar.”

Charles Bukowski

Ninguém precisa seguir um padrão. Ninguém precisa se comparar aos outros. As pessoas precisam ser elas mesmas, é isso que encanta e dá sabor à vida…

 


“Cristiane a minha mãe está viúva há dois anos, ficou casada mais de vinte anos com o meu pai. E agora resolveu arrumar uma namorada, quase da mesma idade que ela. Ela sempre foi lésbica? Tem cabimento isso?”

Olá… Então, minha querida, eu entendo perfeitamente a sua preocupação, e talvez a sua frustração, mas tente entender uma coisa… Eu acho tão lindo quando as pessoas assumem a própria verdade, dignidade e respeito por si mesmas, pois não é fácil num mundo tão cheio de preconceitos, tabus, julgamentos e moralidade. E é necessário muita maturidade para esses enfrentamentos, além de autoconhecimento, ter consciência dos próprios valores, sentimentos, das consequências disso e de se libertarem dos julgamentos dos outros e o próprio (que muitas vezes é bem mais cruel)… então, é um caminho árduo e nada fácil, se despir de todas as máscaras e assumir-se quem se é! Pois, é necessário muita força e coragem! Minhas palmas para a sua mãe! 👏👏🫶🏻

 Sabe, muitas vezes o ser humano pode tornar-se intolerante sem se dar conta disso. Por exemplo: Se eu defendo respeito, igualdade, dignidade e direitos… mas, quando o outro vai exercer esse papel, eu discordo dele, há uma incoerência nisso. Você não acha? Reflita sobre isso. E quer saber mais? A sua mãe não tem nenhuma obrigação de te explicar nada… nem suas escolhas, decisões, preferências, sonhos, desejos, aparência, a vida é somente dela, então, sua mãe, meu amor, não lhe deve nada…  Quer ajudá-la? Então, respeite, acolha e dê amor. Faça o seu melhor. 

Não dá para dizer x e se comportar como y. As pessoas tem o direito de ser quem são, porque se não for assim… elas adoecem. Por isso, eu repito aqui: sua mãe está vivendo em congruência com o que ela acredita, sente e faz. Quantos vivem por aí, sem essa coragem? 

Ela quebrou tabus… e isso incomoda e choca as pessoas. Talvez, para você seria menos sofrido, se ela não tivesse tirado as máscaras, ou não tivesse descoberto novas formas de viver a própria vida. Porém, a vida é dela e ela tem esse direito, de viver da forma que quiser. Se ela continua lúcida, trabalhando e vivendo a vida dela, não vejo problema nenhum nisso. O único problema aqui é o preconceito, querer controlar a vida do outro e não aceitar que o outro tenha mudado seu jeito de pensar e agir, perante o mundo. Essa diversidade precisa ser respeitada. Se você não aceitar isso, você vai sofrer e muito, pois nem tudo na vida é conforme a gente quer ou deseja. 

Situações como essa parecem, à primeira vista, uma reviravolta brusca no roteiro da vida, quase como se alguém tivesse mudado de personagem no meio da peça. Mas, quando olhamos com mais atenção, percebemos que a sexualidade humana raramente é tão fixa e previsível quanto os rótulos sugerem ou quanto acreditamos.

Uma primeira possibilidade, é que sua mãe  sempre tenha sentido atração por outras mulheres, mas nunca tenha reconhecido ou permitido que isso viesse à tona. Durante décadas, muitas pessoas viveram em contextos sociais onde a heterossexualidade era considerada o único caminho aceitável. Ou seja, muitas mulheres foram socializadas a acreditar que amar homens não era apenas uma escolha comum, mas uma obrigação cultural. Nesse cenário, casar-se com um homem, não significa necessariamente ausência de outras orientações, mas sim adaptação ao que era imposto e esperado.

Outra explicação possível é que a orientação sexual não é uma linha reta imutável, mas um campo mais flexível, capaz de mudar ao longo da vida. Não se trata de “virar” algo de repente, mas de uma reorganização de desejos e afetos que já tinham potencial para existir. Por exemplo: a sexualidade feminina pode ser mais sensível ao contexto emocional e relacional do que a masculina.

Também existe o fator da liberdade tardia. Após vinte anos de casamento, a identidade de alguém está profundamente entrelaçada com papéis sociais: esposa, mãe, parceira, cuidadora. A viuvez, apesar da dor, pode funcionar como uma ruptura estrutural nesses papéis, abrindo espaço para uma redescoberta pessoal. O sociólogo Anthony Giddens, ao falar sobre a modernidade e os relacionamentos, descreve como as pessoas, ao longo da vida, passam por processos de “reflexividade do eu”, em que reavaliam quem são, o que desejam e quais histórias querem contar sobre si mesmas. E segundo Giddens, o nosso “eu” nunca é estático, ele vai se reorganizando, moldando, conforme as experiências da vida.

Há ainda um ponto importante: orientação sexual não é apenas sobre com quem se dorme, mas sobre com quem se cria vínculo emocional profundo. Algumas mulheres relatam que, após a morte do marido, ao se aproximarem de outras mulheres em contextos de apoio emocional, amizade ou luto compartilhado, perceberam sentimentos que nunca haviam nomeado. Não porque esses sentimentos não existissem antes, mas porque nunca tiveram espaço seguro para serem percebidos.

Freud, apesar de suas limitações e críticas, já dizia que a sexualidade humana possui uma dimensão potencialmente bissexual em sua origem, e que a cultura, a educação e as experiências vão moldando como esse potencial se expressa. Hoje, muitos psicólogos não adotam essa teoria freudiana literalmente.

Então, quando alguém que foi casada por décadas com um homem, passa a se relacionar com mulheres, não há uma única explicação universal. Pode ser: uma orientação lésbica ou bissexual que sempre existiu, mas foi reprimida ou ignorada. Uma sexualidade fluida que mudou com o tempo e as experiências. Uma descoberta tardia possibilitada por novas condições de liberdade emocional, financeira e social. Ou uma combinação de tudo isso.

O mais importante é entender que isso não é necessariamente uma “mentira” vivida no passado, nem uma “confusão” no presente. Pessoas podem amar sinceramente em diferentes fases da vida e, ainda assim, descobrir outras formas de amar depois. A identidade humana não é um bloco de pedra esculpido na juventude; é mais parecida com argila que continua sendo moldada pelas mãos do tempo, das perdas, dos encontros e das perguntas que só surgem quando a vida nos obriga a recomeçar.

Esse tipo de história provoca curiosidade porque desafia a narrativa simples que aprendemos desde cedo: a de que a orientação sexual é fixa, clara e revelada ainda na juventude. Quando alguém passa décadas em um casamento heterossexual e, depois da viuvez, se envolve com mulheres, parece que houve uma virada dramática de roteiro. Mas, na realidade, pode ter sido apenas o momento em que uma história interna finalmente encontrou espaço para ser vivida.

Um conceito muito útil para aprofundar essa discussão é o de identidade narrativa, trabalhado pelo filósofo Paul Ricoeur. Ele defendia que nós construímos quem somos como quem escreve um romance sobre si mesmo, reinterpretando o passado à luz do presente. Isso significa que a pessoa não está apenas “mudando de orientação”, mas reorganizando a própria história, reinterpretando sentimentos antigos que talvez, na época, não tinham linguagem para existir. O passado não muda, mas o significado que damos a ele pode mudar profundamente.

Adrienne Rich, ao falar de heterossexualidade compulsória, destacou que muitas mulheres não apenas se relacionavam com homens por pressão social, mas também porque lhes faltavam modelos de vida alternativos. Em outras palavras, não é que essas mulheres “sabiam e esconderam”; muitas sequer tinham as ferramentas culturais para reconhecer a possibilidade de desejar outras mulheres. Sem exemplos, sem vocabulário, sem validação social, certos sentimentos passam despercebidos, como estrelas que estão no céu, mas invisíveis em uma noite cheia de luz artificial. 

A psicóloga Lisa Diamond foi ainda mais longe ao estudar mulheres que mudaram de identidade sexual ao longo da vida. Ela observou que algumas dessas mulheres não relataram ter escondido desejos por mulheres no passado. Em vez disso, elas descreviam uma sensação de descoberta genuína, como se novas formas de afeto surgissem em resposta a novas relações específicas. Diamond chamou isso de “plasticidade erótica”, uma capacidade de resposta do desejo a contextos emocionais, vínculos e experiências. Não é que a pessoa estivesse fingindo antes, mas que o desejo não é uma estátua de mármore; ele pode ser mais parecido com uma planta que cresce em direção à luz disponível. 

Há também um fator existencial profundo ligado ao luto. A morte de um parceiro de longa data provoca não apenas tristeza, mas uma desorganização da identidade. A filósofa Simone de Beauvoir escreveu, em “A Velhice”, que o envelhecimento e a perda obrigam o indivíduo a reconstruir a própria posição no mundo. A viúva deixa de ser esposa, e isso não é apenas uma mudança de estado civil, mas uma mudança de papel social, de rotina, de espelho emocional. Nesse espaço de reconstrução, muitas pessoas se permitem experimentar aspectos de si mesmas que antes estavam adormecidos.

Outro autor interessante para pensar esse fenômeno é Michel Foucault. Ele argumentava que as categorias de identidade sexual, como “heterossexual” e “homossexual”, são construções históricas relativamente recentes. Antes do século XIX, as pessoas eram julgadas mais pelos atos do que por uma identidade fixa. Foucault sugeria que, quando passamos a classificar pessoas de forma rígida, começamos a esperar que elas permaneçam coerentes com esse rótulo por toda a vida. Quando alguém muda, sentimos estranhamento, mas esse estranhamento talvez diga mais sobre nossas categorias do que sobre a pessoa em si. 

Existe ainda uma dimensão emocional delicada: algumas mulheres relatam que seus casamentos foram felizes e amorosos, mesmo que depois tenham se apaixonado por outra mulher. Isso desafia a ideia de que só se pode amar um gênero de forma “verdadeira”. O psicanalista Donald Winnicott falava da importância de um ambiente que permita ao indivíduo ser “verdadeiro consigo mesmo”. Em certos contextos, a pessoa consegue viver uma parte autêntica de si, mas não todas. Só mais tarde, em novas circunstâncias, outras partes ganham espaço para existir.

Também não se pode ignorar o papel das mudanças sociais. Nas últimas décadas, a visibilidade e a aceitação de relações entre mulheres aumentaram em muitos lugares. Isso cria um efeito de espelho social, quando vemos outras pessoas vivendo algo, percebemos que aquilo também é uma possibilidade para nós. O sociólogo Peter Berger descreveu a sociedade como um processo de construção social da realidade, onde o que é considerado possível ou impossível depende do mundo simbólico ao nosso redor.

Portanto, quando uma mulher viúva de um casamento longo passa a se relacionar com mulheres, não existe uma explicação única e definitiva. Pode ter havido desejos antigos nunca reconhecidos, pode ter ocorrido uma mudança gradual na orientação, pode ter sido uma descoberta despertada por um vínculo específico, ou simplesmente uma liberdade que só chegou depois de décadas de papéis rígidos. Em muitos casos, é uma mistura de tudo isso, uma espécie de mosaico emocional montado ao longo de uma vida inteira. 

Talvez a pergunta mais profunda não seja “ela já era antes ou virou depois?”, mas sim: por que esperamos que as pessoas permaneçam exatamente as mesmas do início ao fim da vida? 

A experiência humana é menos uma linha reta e mais um rio que muda de curso conforme encontra novas pedras, novas margens e novas chuvas. E, às vezes, só depois de uma grande perda é que alguém descobre que existiam outros caminhos possíveis para a real felicidade. Por isso, cada um sabe o que é melhor para si, como já alertava Freud. Se despir dos julgamentos, dos preconceitos e da moralidade social é o melhor caminho. A aceitação é saber lidar com isso e respeitar as pessoas na sua totalidade, diferenças e escolhas. Não queira julgar a sua mãe, queira entendê-la e abrace suas novas nuances. O relacionamento poderá ser muito melhor agora do que já foi um dia… Ame sem pudores ou recalques, esse é o verdadeiro amor… aceite o outro como ele é.  Infelizmente, num mundo machista, sexista, e cheio de ódio e homofobia, eu sei qual é a sua preocupação… mas se a sua mãe escolheu viver assim, é porque pra ela faz sentido… deixa ela ser feliz! Certas loucuras, a pessoa só tem coragem de enfrentar com muita bagagem de vida, vontade de ser feliz e maturidade.  A vida é curta meu bem, a vida é muito curta… E que cada um cuide de sua própria vida… e sem preconceitos ou julgamentos!

 O que você escolheria? Sua mãe infeliz ou feliz por estar vivendo um momento que escolheu para si? Repense sobre isso. 😘😉

Meu conselho sincero para todos: Nunca perca a sua essência, a vida é sobre quem você é, e jamais o que pensam sobre você… O segredo da saúde mental é ser você mesmo, a prisão, é querer ser quem você não é e ficar se comparando aos outros… vai viver e ser feliz! As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida! 🫶🏻

Obs.:Quanto mais polêmico for um tema, mais eu vejo a necessidade de trazer um embasamento teórico para vocês. Não pense vocês, que é fácil elaborar assim um tema tão complexo e cheio de tabus, sinto que esse é um tema inesgotável e que vai da particularidade de cada um, aqui são apenas suposições e conjecturas. Não tem como eu afirmar algo, sem conhecer a pessoa. Que fique muito claro isso. 😘

Será que você anda repetindo ciclos na sua vida? Se sim, leia esse texto… 👇

 


Às vezes a vida parece um disco arranhado: a música continua, mas o trecho que mais machuca insiste em tocar de novo. Mudam os cenários, os rostos, até as promessas que fazemos a nós mesmos, mas o enredo se repete. Relacionamentos semelhantes, erros semelhantes, frustrações com a mesma textura. Essa sensação de “já estive aqui antes” não é superstição nem destino místico. Muitas vezes é psicologia em movimento.

O ser humano não vive apenas no presente. Carrega consigo um arquivo invisível de experiências, memórias e emoções que moldam a forma como percebe e reage ao mundo. Freud chamou isso de compulsão à repetição: uma tendência inconsciente de recriar situações antigas, especialmente aquelas que não foram bem resolvidas. Segundo ele, repetimos não porque queremos sofrer, mas porque o psiquismo tenta, de forma quase teimosa, reencenar a história na esperança de finalmente controlá-la ou resolvê-la.

Imagine alguém que cresceu em um ambiente onde precisava sempre provar seu valor para receber atenção. Na vida adulta, essa pessoa pode, sem perceber, escolher parceiros frios ou chefes exigentes. Não é que ela “goste” disso. É que essa dinâmica é familiar, quase confortável em sua previsibilidade. O cérebro prefere o conhecido ao saudável. Como escreveu Carl Jung, “aquilo que você resiste, persiste”. Para Jung, os padrões que ignoramos ou negamos, acabam voltando, disfarçados em novas situações, até serem reconhecidos e integrados à consciência.

Esses ciclos não se limitam a relacionamentos. Há quem repita padrões financeiros, sempre gastando impulsivamente após períodos de economia; ou padrões profissionais, trocando de emprego com frequência por conflitos semelhantes com autoridade. É como se a vida oferecesse versões diferentes da mesma prova, esperando que a pessoa finalmente mude a resposta.

Mas por que é tão difícil quebrar esses ciclos? Porque eles operam em camadas profundas, onde razão e lógica têm pouco alcance. O cérebro humano busca coerência interna. Se alguém aprendeu, ainda criança, que não merece amor ou que precisa se sacrificar para ser aceito, qualquer situação que confirme essa crença parece estranhamente “correta”. O psicólogo Aaron Beck descreveu essas ideias como crenças centrais, estruturas mentais que funcionam como lentes através das quais interpretamos a realidade. Sem perceber, a pessoa seleciona e interpreta acontecimentos de modo a reforçar essas crenças, mantendo o ciclo em funcionamento.

Romper padrões repetitivos começa com algo simples na aparência e complexo na prática: consciência. Não basta sentir que “algo sempre dá errado”. É preciso observar os detalhes. Quais situações se repetem? Que tipo de pessoas você costuma atrair? Em que momento das histórias o problema surge? Esse tipo de reflexão transforma o que parecia azar em padrão, e padrões podem ser modificados.

Um exemplo concreto: alguém percebe que, em todos os seus relacionamentos, começa muito envolvido, idealiza o parceiro e ignora sinais de alerta. Meses depois, sente-se decepcionado e abandonado. Ao reconhecer esse roteiro, a pessoa ganha a possibilidade de agir diferente na próxima vez. Talvez desacelerar no início, talvez prestar mais atenção aos próprios limites. O ciclo começa a se romper no instante em que a reação automática é substituída por uma escolha consciente.

Outra etapa importante é tolerar o desconforto da mudança. Padrões repetitivos são familiares, e o familiar transmite segurança, mesmo quando é doloroso. Mudar significa entrar em território emocional desconhecido. Recusar um relacionamento que lembra antigos parceiros, dizer “não” a um pedido que antes seria aceito, ou permanecer em um emprego estável, em vez de fugir diante do primeiro conflito pode gerar ansiedade. Paradoxalmente, quebrar ciclos muitas vezes faz a pessoa se sentir pior no curto prazo, porque está abrindo mão do roteiro conhecido.

Há também um aspecto narrativo nisso tudo. Cada pessoa constrói, ao longo da vida, uma história sobre quem é e sobre o que pode esperar do mundo. Alguns se veem como eternas vítimas, outros como salvadores, outros como fracassados em potencial. Essas narrativas orientam escolhas quase como um roteiro invisível. O filósofo Paul Ricoeur falava da identidade como algo que contamos a nós mesmos em forma de história. Quando a história é sempre a mesma, os capítulos tendem a repetir os mesmos conflitos.

Parar de repetir ciclos, portanto, não é apenas mudar comportamentos isolados, mas revisar a própria narrativa. Em vez de “sempre me decepcionam”, talvez a pergunta passe a ser: “por que eu continuo escolhendo pessoas que não podem me oferecer o que desejo?”. Essa mudança de foco devolve à pessoa um senso de autoria sobre a própria vida.

Isso não significa que tudo está sob controle ou que basta força de vontade para reescrever padrões antigos. Muitas dessas repetições estão ligadas a feridas emocionais profundas, e por isso processos como psicoterapia são tão eficazes. Em um espaço terapêutico, o passado deixa de ser apenas lembrado e passa a ser compreendido, o que enfraquece sua capacidade de se repetir no presente.

Por fim, reconhecer ciclos repetitivos é um ato de coragem e paciência. É admitir que, às vezes, não é o mundo que muda de rosto para nos perseguir, mas nós que continuamos caminhando em círculos, atraídos por caminhos que já conhecemos. A boa notícia é que círculos podem ser interrompidos. Basta um passo em direção diferente, um gesto que nunca foi feito antes, e o que parecia destino revela-se apenas hábito.

Quebrar ciclos não transforma a vida em uma linha reta e perfeita. Ainda haverá erros, perdas e desvios. Mas, pouco a pouco, a história deixa de ser uma repetição automática e passa a se parecer mais com uma narrativa em construção, onde o protagonista finalmente percebe que pode escrever capítulos inéditos. E essa descoberta, silenciosa e poderosa, é muitas vezes o começo de uma liberdade que antes parecia impossível. Amadurecer é reconhecer os próprios padrões e, mesmo com medo, decidir não repeti-los outra vez. É adquirir coragem para iniciar um novo capítulo.