Ai gente, eu amei essa imagem! 👆😅
Vamos conversar sério agora? Muita gente tem medo do amor por n motivos… insegurança, não se sentir boa o bastante, ter medo de revelar quem se é, por vaidade, orgulho, ego, ter receio de tirar as máscaras, medo de sofrer novamente… medo da rejeição, medo, medo, medo!
Será que essa postagem é para você? Muitos me escrevem falando disso e eu sinceramente quando eu era mais jovem, da idade de vocês que me escrevem, por mais que eu tivesse medo, eu ia, eu encarava, eu sempre fui e encarei. Eu tinha medo? Claro que sim, mas eu enfrentava! Eu sempre pensei, se der certo, será ótimo. E se não der certo, tenho um medo a menos para superar. O medo não me paralisava. O problema do ser humano em geral é que ele é mestre na arte de complicar a própria vida, e completamente inábil na arte de simplificar. Qual o problema de quebrar a cara? Qual é o problema de receber um não? É aquilo… o amor é para os corajosos!
Vou contar uma história para vocês que aconteceu comigo. Eu estava com o meu filho que era bem pequeno no shopping, já era casada e estava com a minha mãe passeando. Ela entrou numa loja e eu fiquei do lado de fora, andando com o meu filho pequeno (isso tem mais de vinte anos) e encontrei um grande amigo, da época do Ensino Médio. Ele era muito meu amigo, mas nunca rolou nada entre nós e isso nunca passou pela minha cabeça. E naquele dia eu encontrei ele no shopping, ele fez festa quando me viu, conversamos um pouco e do nada ele me disse: “você sabia que na época do Ensino Médio, eu era apaixonado por você?”
Eu: “claro que não, como eu iria saber? Você nunca me falou nada!”
Ele: “eu disse para a ‘fulana’ contar para você. Ela era tão nossa amiga também.
Eu: “a ‘fulana’ nunca me disse nada, a respeito disso.”
Gente do céu, eu fiquei super surpresa e disse que eu não sabia, se eu soubesse iria ficar muito feliz e perguntei porque ele nunca me falou pessoalmente? Ele disse que lá naquela época, ele não tinha coragem. Teve medo. Medo de levar um fora!
Bom, nós rimos e eu disse que pena, se eu soubesse… Eu dei um abraço nele e fui embora. Também, nunca mais o vi. Agora desabafando aqui com vocês… ele é o tipo de cara que lá naquela época do colégio, eu teria falado sim, porque eu gostava muito de ser amiga dele, gostava do jeito dele, gostava de desabafar a vida com ele… Eu lembro que uma vez a gente foi acampar com a nossa turma do colégio e eu e ele ficamos a noite inteirinha, até de madrugada conversando dentro da barraca, bebendo e dando muita risada… era uma amizade incrível, e eu nunca suspeitei de nada! Foi uma história de amor que poderia ter acontecido e nunca aconteceu… Tomem cuidado com quem vocês andam pedindo ajuda ou conselhos amorosos viu, pode ser a amiga da onça! Fiquem de olhos bem abertos… mas vamos falar o que interessa!
Fugir do amor, à primeira vista, parece um paradoxo. Como escapar de algo que, culturalmente, é tratado como destino inevitável, como força gravitacional da existência humana? Ainda assim, há quem corra. E não é por desprezo ao amor, mas, muitas vezes, por conhecê-lo bem demais.
O amor exige entrega. Não uma entrega parcial, calculada, protegida por cláusulas invisíveis, mas uma exposição quase radical: de fragilidades, de medos, de imperfeições. Para alguns, essa abertura soa menos como liberdade e mais como risco. Amar é permitir que o outro tenha acesso ao que há de mais sensível, e isso implica aceitar a possibilidade de perda, rejeição ou transformação. Nem todos estão dispostos a pagar esse preço.
Além disso, o amor rompe rotinas internas cuidadosamente construídas. Há quem tenha aprendido a viver em territórios seguros, onde emoções são administradas com precisão e vínculos não ultrapassam certos limites. O amor, nesse cenário, surge como um invasor gentil, porém desestabilizador. Ele bagunça certezas, altera prioridades e convida ao desconhecido. Fugir, então, não é necessariamente covardia, mas uma tentativa de preservar um equilíbrio já conquistado, ainda que solitário.
Também é importante considerar as marcas do passado. Experiências anteriores traumáticas, podem transformar o amor em sinônimo de dor. Quem já se feriu profundamente tende a desenvolver mecanismos de defesa sofisticados: racionaliza sentimentos, evita aprofundamentos, transforma interesse em indiferença antes que ele cresça. Não se trata de incapacidade de amar, mas de um cuidado extremo, quase instintivo, de não reviver o sofrimento.
No entanto, fugir do amor não significa escapar de si mesmo. O desejo de conexão persiste, silencioso, como uma música de fundo que nunca cessa completamente. A ausência de vínculos profundos pode trazer uma sensação de controle, mas também revela vazios difíceis de ignorar. Assim, a fuga se torna um movimento ambíguo: ao mesmo tempo proteção e privação.
Portanto, fugir do amor é, em essência, uma escolha complexa, moldada por medo, experiência e desejo de estabilidade. Não é um simples “não querer”, mas um “não saber se vale a pena tentar novamente”. E, talvez, o maior conflito esteja exatamente aí: entre o impulso de se proteger e a vontade inevitável de, algum dia, parar de correr. O amor real é imperfeito, imprevisível, e, por isso mesmo, exige uma flexibilidade emocional que nem todos desenvolveram ou desejam desenvolver. 🫶🏻
