Olá meus amores! Boa tarde! Ontem, conversando com uma pessoa ela me disse: “Toda vez que eu encontro meu ex namorado meu coração fica acelerado. Terminamos há quatro anos, será que isso ainda é amor? Porque pra falar a verdade, eu sofri muito nessa relação… E não gostaria de voltar novamente.”
Olá minha querida, essa pergunta é tão íntima que precisaria ser investigada com exatidão. Porém, o amor geralmente não deixa dúvidas, é sempre uma certeza. E quando é amor de verdade é aquela certeza inabalável. A não ser que você esteja vivenciando um conflito interno, uma confusão, um dilema ou não se conhece tanto, quanto imaginava. Vou te deixar aqui, algumas reflexões, pois, se existe dúvida, então, nem sempre é amor, podendo ser um gatilho emocional. De ansiedade, desconforto, um trauma, dor ou até raiva… Pois é! Vem…
Gatilhos são estímulos que disparam reações emocionais automáticas. Funcionam como botões invisíveis: alguém aperta, e a emoção já pula para o palco antes mesmo do pensamento chegar.
Eles podem ser: uma palavra, um tom de voz, uma situação, uma pessoa, um cheiro, uma imagem ou uma lembrança.
O ponto central é que o gatilho ativa algo antigo, geralmente ligado a experiências passadas, aprendizados emocionais, ou feridas não cicatrizadas.
Como eles agem por dentro?O cérebro faz um atalho. Em vez de analisar o presente com calma, ele reconhece um padrão parecido com algo vivido antes e reage rápido para “proteger”. O problema é que essa proteção nem sempre é útil no agora.
Exemplo simples: Alguém faz uma crítica, você sente raiva intensa ou vontade de se fechar. A crítica em si não é o problema… O gatilho pode estar ligado a experiências anteriores de humilhação, rejeição ou cobrança excessiva.
Gatilhos não são defeitos. Eles não significam fraqueza ou falta de controle. Gatilhos são uma memória emocional em ação. O corpo lembra antes da razão.
O que acontece quando um gatilho é ativado? Emoção vem forte e rápida. Reação parece automática. O pensamento fica rígido (“sempre”, “nunca”, “de novo”) e o corpo entra em alerta.
A boa notícia… quando você entende seus gatilhos, eles deixam de ser armadilhas e viram sinais de autoconhecimento. Em vez de perguntar “por que sou assim?”, a pergunta muda para “o que isso está tentando me mostrar ou me dizer?”
Identificar gatilhos emocionais é como aprender a ler o “mapa do clima” interno. Eles não surgem do nada; deixam rastros. Eis um guia prático:
Observe reações desproporcionais. Um choro, uma tristeza, uma raiva desproporcional, uma inquietação, uma angústia… etc.
Quando a emoção vem grande demais para a situação, acenda a lanterna. Irritação súbita, coração acelerado, vontade de fugir, choro inesperado ou defensividade exagerada costumam apontar para um gatilho antigo sendo cutucado.
Faça a pergunta-chave:
Mapeie padrões: relembre ou anote situações recorrentes que provocam reações semelhantes. Pessoas específicas, críticas, sensação de rejeição, cobrança, perda de controle. Gatilhos gostam de rotina e repetição.
Escute o seu corpo: antes da mente explicar, o corpo reage. Aperto no peito, nó no estômago, tremedeira, suor nas mãos, coração acelerado, mandíbula tensa, respiração curta. Esses sinais físicos são alarmes precoces dizendo “atenção, território sensível”.
Identifique a emoção primária… por trás da raiva, muitas vezes mora medo, vergonha, dor ou tristeza. Nomear a emoção real reduz o poder do gatilho. Emoções reconhecidas ficam menos barulhentas.
Dê um tempo antes de agir. Criar um pequeno espaço entre sentir e reagir é ouro emocional. Respirar fundo, sair do ambiente, evitar pessoas que te feriram ou escrever o que está sentindo ajuda a enxergar o gatilho sem ser arrastado por ele.
Considere apoio profissional: a terapia não apaga gatilhos com uma borracha mágica, mas te dá uma clareza e te ensina a desarmá-los com cuidado e precisão.
São estímulos que ativam emoções reguladoras e nutritivas, muitas vezes ligadas a segurança, pertencimento, prazer ou sentido. Eles também vêm da memória emocional, só que vem de experiências que foram acolhedoras. Exemplos: ouvir uma música e sentir calma imediata, ver alguém específico e o corpo relaxar, um cheiro que traz sensação de lar, receber reconhecimento e sentir a energia crescer, lembrar de um lugar e respirar melhor.
O corpo responde com: respiração mais profunda, desaceleração do coração, sensação de presença, clareza mental e tranquilidade.
Identificar gatilhos não é fraqueza, é alfabetização emocional. Quanto mais você os reconhece, menos eles dirigem o volante da sua vida. O segredo é bem simples: afaste-se das pessoas que te proporcionam gatilhos ruins e esteja mais perto daquelas que estimulam seus gatilhos bons. 😉 Espero ter ajudado.
Bjs, vou ficando por aqui.
