Olá meus amores, boa noite. Hoje, lendo um e-mail, uma pessoa me relatou sobre o seu complexo de inferioridade… que não se sente bem em se relacionar com as pessoas, que com pouquíssimas pessoas se sente confortável em conversar… que não anda bem emocionalmente e algumas coisas que falei para ela, quero compartilhar com vocês.
O complexo de inferioridade não é a sensação de ser pequeno. É a certeza silenciosa de que o mundo é grande demais para você. Não nasce do fracasso em si, mas da interpretação contínua de que cada falha confirma um defeito essencial. A mente transforma eventos em identidade, episódios em sentença.
Quase ninguém acorda um dia e decide se sentir inferior. Isso é aprendido. Surge nos intervalos. No olhar que não veio, na compreensão que não chegou, na comparação disfarçada de conselho, no elogio condicionado, no afeto que parecia depender de desempenho. Aos poucos, a pessoa aprende que existir não basta. É preciso justificar a própria presença.
Esse complexo cria uma lógica interna cruel. Se você tenta e falha, prova que não é capaz. Se não tenta, preserva a ilusão de potencial. Assim, a estagnação parece mais segura do que o risco. O medo não é de errar. É de confirmar aquilo que você já suspeita sobre si.
O mais perverso é que o complexo de inferioridade não se apresenta como inimigo. Ele se disfarça de lucidez, humildade, realismo. Diz que você só está sendo prudente, que conhece seus limites, que não quer se iludir. Mas por trás dessa máscara existe uma lealdade inconsciente à dor antiga. Uma fidelidade à identidade que se construiu para sobreviver.
Lidar com esse complexo não é substituir pensamentos negativos por frases positivas. Isso seria simplista demais. O trabalho real começa quando você aprende a tratar seus pensamentos como construções, não como provas. Quando percebe que sentir-se inferior não é uma verdade sobre você, mas um estado emocional condicionado por experiências passadas.
O primeiro movimento é interromper a fusão entre valor e desempenho. Você não é o que entrega, não é o que falha, não é o que os outros reconhecem, dizem ou pensam. Essas coisas descrevem ações, não essência. Enquanto você confundir quem você é com o que acontece, ou com a opinião alheia, estará sempre à mercê das circunstâncias.
O segundo movimento é abandonar a comparação como métrica de identidade. Comparar trajetórias diferentes como se partissem do mesmo ponto é um erro lógico, mas emocionalmente sedutor. A comparação promete orientação, mas entrega paralisia. Ela não informa. Ela te priva de tentar, arriscar, confrontar… enfrentar…
O terceiro movimento é aceitar a vulnerabilidade sem transformá-la em defeito. Não saber, não estar pronto, não se sentir confiante são estados humanos, não provas de inferioridade. A maturidade não está em se sentir forte o tempo todo, mas em agir apesar da insegurança, sem usar o medo como juiz final.
Há um momento decisivo nesse processo. Ele acontece quando você percebe que não precisa se sentir capaz para começar. Capacidade não precede a ação. Ela é consequência. Esperar confiança para agir é exigir da vida uma garantia que ela não oferece a ninguém.
O complexo de inferioridade começa a perder força quando você deixa de se perguntar se é suficiente e passa a se perguntar se está disposto. Leia de novo! Disposto a aprender, disposto a errar, disposto a ser visto, disposto a não corresponder. Disposto a existir sem pedir desculpas por não ser perfeito. Entende?
No fim, lidar com esse complexo é um ato de desobediência interna. É recusar a voz que exige que você seja menor para ser aceito. É entender que humildade não é se diminuir. É não precisar se inflar nem se apagar. Ser você mesmo… sem vergonha, sem medo e sem máscaras! É fácil? Claro que não! Pois são raros os que não seguem a manada.
Empecilhos mentais são atalhos antigos que a mente criou quando não sabia outro caminho. Honrar o passado não exige obedecer a ele. Crescer, muitas vezes, é descontinuar estratégias que funcionaram quando você era menor do que é hoje.
Quando você para de perguntar “sou bom o bastante?” e começa a perguntar “o que posso experimentar agora?”, algo muda dentro de você. A vida deixa de ser um teste e vira um campo de treino. E treino pressupõe erro, repetição e progresso imperfeito.
E para finalizar algumas perguntas para você refletir… O que o sentimento de inferioridade evita que você enfrente ou faça? Que responsabilidade você adia ao acreditar que não é capaz? Quem você não precisa decepcionar enquanto se mantém pequeno? Esse mecanismo ainda protege você ou já virou uma prisão?
Vou ficando por aqui! Bjs, minha linda. Se precisar de ajuda, busque uma terapia. Mas lembre-se que você pode ultrapassar as suas limitações internas. Arrisque-se! E você verá que esse complexo de inferioridade é só o ego querendo te estagnar. Você é mais capaz do que imagina
E quando você conseguir, você perceberá que só estava adiando o seu objetivo. Você consegue! Além disso, que você encontre a paz e enfrente seus “inimigos imaginários” que só moram dentro de você. A prisão não é externa, é interna… liberte-se! Pois você já tem a chave necessária! Adorei saber um pouco da sua vida e você é incrível, pena que você ainda não sabe disso e nem se vê assim… mas depois dessa nossa conversa, espero que você possa enxergar o seu potencial. A nossa vida é muito curta para ficarmos apreciando o mar pela nossa janela… vai lá, molhe seus pés, sinta a água e dê o seu mergulho… ninguém estará lá te observando! Isso, só existe na sua mente… aproveite e seja feliz! Um dia, a onda entende que é oceano! 😉
Bjs, vou ficando por aqui! ❤️🫶🏻🥰
