Essa frase acima é bem difícil de engolir, mas necessária. Às vezes não adianta ficar dando murro em ponta de faca. Mas vou tentar explicar com a frase do título da postagem, que carrega a estranheza silenciosa das verdades que não gritam, apenas ficam. Ela não fala de destino como sentença, mas como insistência. Não aponta o dedo para o futuro, apenas acende uma luz sobre padrões. E padrões são os rastros mais sinceros da nossa caminhada.
Mas a frase não para aí. Ela vira a chave.
A segunda vez é o aviso. A terceira é a confirmação.
Quantas vezes repetimos relações que terminam da mesma forma, com pessoas diferentes e dores semelhantes? Quantas oportunidades aparecem com o mesmo formato, mas são recusadas pelo mesmo receio? Quantos conflitos retornam disfarçados, como se perguntassem com paciência infinita: “Você aprendeu agora?”
A frase sugere que o universo não grita. Ele repete. E repete até que sejamos capazes de ouvir. Não por crueldade, mas por coerência. Aquilo que não é compreendido tende a voltar, porque ainda não encontrou lugar dentro de nós.
Há algo profundamente humano nessa lógica. Somos feitos de hábitos, crenças e narrativas internas. Se não mudamos o enredo, os capítulos seguintes podem trocar de cenário, mas a história essencial permanece a mesma. A repetição não é punição, é continuidade. É a vida seguindo a linha que nós mesmos traçamos, muitas vezes sem perceber.
E existe também um convite escondido nessa frase. Um convite à responsabilidade. Não no sentido pesado da culpa, mas no sentido libertador da consciência. Se algo se repete, talvez não seja sobre o mundo lá fora, mas sobre o que ainda não foi resolvido aqui dentro. A terceira vez não vem para nos surpreender, vem para nos confrontar.
Ao mesmo tempo, essa ideia não deve ser lida com fatalismo. Repetição não significa condenação eterna. Significa que há uma porta ali, sempre no mesmo lugar, esperando ser aberta de outra forma. Ou fechada de uma vez. Quando a escolha muda, o padrão se dissolve. E então, curiosamente, aquilo que parecia inevitável, simplesmente deixa de acontecer.
Por isso, essa frase é menos uma previsão e mais um mapa. Ela nos convida a observar com atenção aquilo que retorna, aquilo que insiste, aquilo que bate à porta novamente. Nem tudo que volta é inimigo. Às vezes, é apenas uma lição que se recusa a ir embora sem ser acolhida.
A vida fala em ciclos, não em linhas retas. E que reconhecer um ciclo é o primeiro passo para transformá-lo. A terceira vez só é certa quando permanecemos iguais. Quando mudamos, a história também muda. E então, aquilo que antes se repetia, finalmente descansa.
“Feche algumas portas. Não por orgulho ou arrogância, mas porque já não te levam a lugar nenhum.” Essa frase de Paulo Coelho, caberia aqui, nesse contexto também.
Amores do meu coração, prestem atenção no que eu vou dizer… ceder demais, ofertar demais, dar chances demais… perdoar demais, isso só cria mais problemas para vocês mesmos. Todo relacionamento precisa ter reciprocidade e equilíbrio, quando a balança pesa mais para um lado do que do outro, é ideal repensar. Quando um cede demais e o outro quase nunca, a relação vira um jogo silencioso de pesos desiguais. Um vive em modo ajuste fino, aparando arestas, engolindo palavras, reescrevendo planos para caber no espaço do outro. E o outro, permanece inteiro, imóvel, como se amar fosse apenas ser aceito, nunca se adaptar. Quem cede demais, vai desaparecendo aos poucos. Não de uma vez, mas em detalhes: um desejo adiado, uma opinião não dita, um limite atravessado com sorriso cansado. Um plano cancelado. Vai ficando leve demais, para um e exaustivo demais para o outro. O amor não deveria ser um acordo unilateral nem um contrato de resistência. É encontro, não concessão contínua. Quando só um aprende a flexibilizar, a apagar o fogo das discussões, a pacificar sempre, a perdoar sempre os deslizes do outro, o vínculo se inclina, e tudo que vive inclinado demais um dia cai. Porque, relação saudável não é sobre quem aguenta mais, e sim sobre quem caminha junto, lado a lado, ajustando o passo sem deixar ninguém para trás. Às vezes, repensar sobre a relação, é uma forma de autocuidado e amor-próprio. Não basta amar o outro, precisa se sentir amado também nas ações e é bom que o outro saiba te priorizar. Se você fica sempre em segundo plano… e a sua vontade nunca é tão relevante, talvez chegou a hora de rever algumas atitudes. Onde você se encaixa nessa história? É muito nobre ceder, mas sempre, e sem nenhum retorno, a relação tende a ficar insustentável. Conversem, resolvam e façam as mudanças necessárias para o bem-estar da relação a dois.
E quero finalizar com Paulo Coelho: “Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.” Isso também é maturidade emocional.
Bjs, meus queridos. Vou ficando por aqui! Bom dia e que seja de muitas bênçãos do início ao fim. 😉 🫶🏻
