Tem abraços que são lar, porque acolhem sem perguntas e permanecem sem prazo. Neles, a gente não precisa provar nada, nem ser forte, nem explicar os próprios silêncios. Basta chegar. O corpo reconhece antes do pensamento que ali é seguro ficar.
Esses abraços têm cheiro de pertencimento e tamanho certo para o cansaço que carregamos. São paredes invisíveis que protegem, janelas abertas onde a respiração se alarga. Dentro deles, o mundo pode esperar, e o coração aprende que descanso também é uma forma de coragem.
Um abraço-lar não prende, ampara. Não esconde a dor, mas oferece um lugar onde ela pode repousar. E quando a gente sai, leva junto essa sensação rara de casa que não é endereço, é presença. É ter um porto seguro com quem sempre contar. ❣️ E isso é sagrado.
