Baseada na sua experiência, vivência e maturidade, você fez o seu melhor, com o que sabia e o que podia. Então, não sofra sem necessidade. Cada um está fazendo o seu possível.
Vamos aprofundar? Vem! 😉
Saber se fizemos a escolha certa é uma pergunta que raramente se apresenta de forma direta. Ela costuma chegar disfarçada, escorrendo pelos cantos da mente em noites silenciosas, reaparecendo em momentos de pausa, ou surgindo quando comparamos o que é com aquilo que poderia ter sido.
O ser humano tem uma tendência quase automática a revisar o passado com as lentes do presente. Olhamos para trás já sabendo o resultado parcial da história e, com isso, criamos a ilusão de que havia um caminho claramente melhor. Mas, no instante da escolha, o cenário era outro. Havia limites de informação, emoções pulsando, medos, desejos e a urgência de decidir. Julgar o “eu” do passado com a lucidez adquirida depois, é uma forma sutil de injustiça interna.
A dúvida sobre ter escolhido certo geralmente não nasce do erro, mas da perda. Toda escolha implica renúncia. Ao dizer “sim” para um caminho, dizemos “não” para muitos outros, e é esse cemitério de possibilidades que costuma assombrar. O problema não é a escolha em si, mas a fantasia de que existiria uma opção sem custo emocional, sem dor e sem consequências. Essa opção não existe.
Do ponto de vista psicológico, a busca pela certeza absoluta é uma tentativa de controle. Queremos garantias de que não sofreremos, de que não nos arrependeremos, de que não falharemos. Porém, a vida não opera nesse regime de segurança total. Escolher é sempre um ato de coragem imperfeita. É decidir mesmo sem provas, confiando mais na própria capacidade de lidar com o futuro do que na promessa de um futuro ideal.
Talvez a pergunta mais honesta não seja “fiz a escolha certa?”, mas “o que estou fazendo com a escolha que fiz?”. Uma decisão não é um ponto final, é um ponto de partida. O sentido dela se constrói depois, no modo como cuidamos, ajustamos, persistimos ou, quando necessário, reescolhemos. Até uma decisão equivocada pode se tornar fértil, quando gera aprendizado, autoconhecimento e maturidade emocional.
Saber se a escolha foi certa não depende apenas do resultado externo, mas do alinhamento interno. Há escolhas difíceis que doem, mas não traem quem somos. Outras parecem confortáveis, mas silenciam algo essencial dentro de nós. A escolha certa, muitas vezes, não é a que traz paz imediata, e sim a que permite crescer sem se abandonar. Sem se anular.
No fim, talvez a resposta mais humana seja aceitar que a certeza plena é rara, e que viver é aprender a caminhar mesmo com dúvidas. Não escolhemos para acertar sempre. Escolhemos para seguir em frente. Irmos em busca do que queremos e acreditamos. E, às vezes, isso já é mais do que suficiente. Não se preocupe em entender, viva e se não foi bem aquilo que você esperava, ainda dá tempo de você mudar a sua rota… Quer um conselho? Geralmente, as decisões mais acertadas, foram muito bem pensadas… o que acaba com a vida de muitos seres humanos, é viver na impulsividade, pois a impulsividade anda de mãos dadas com a imaturidade emocional. Então, veja bem, quando for tomar uma decisão muito importante, não se acanhe de pensar muito antes… é bem mais provável fazer escolhas mais assertivas para a vida. E faça por você. Aprenda a ouvir os seus próprios anseios. Ouvir os próprios anseios é um treino, não um teste. Eles não exigem decisões imediatas, apenas reconhecimento. Quando escutados com regularidade, deixam de gritar e passam a guiar, como uma bússola discreta apontando para o que faz sentido para você. Ouvir os próprios anseios é menos como ligar um rádio e mais como aprender a reconhecer um pássaro pelo canto no meio da mata. Exige presença, paciência e um certo carinho com o silêncio. Por exemplo: a minha bússola interna sempre foi… se a minha decisão vai me trazer paz, então, isso vale a pena! Mesmo que seja difícil tomá-la, eu vou…
Primeiro, saiba realmente o que você quer e depois tome a sua decisão. Qual é a sua prioridade?
Encontre a sua bússola interna… o que você busca? Espera? Sente? Quer? Se você não sabe para onde está indo, meu bem, então… qualquer caminho serve. Pense nisso e esteja alinhado com a sua vontade.
Decida-se antes e realize depois. Jamais faça o inverso para não se machucar ou se arrepender.
Vou ficando por aqui! Bjs a todos, uma ótima semana e o meu desejo de escolhas sábias hoje e sempre! 🫶🏻
