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quarta-feira, 25 de março de 2026

“Você se lembra quem você era antes do mundo te dizer quem você deveria ser?” (Charles Bukowski)

“Entenda-me. Eu não sou como um mundo comum. Eu tenho a minha loucura, eu vivo em outra dimensão e eu não tenho tempo para coisas que não têm alma.”

Charles Bukowski

“As pessoas me cansam, estão sempre se sentido insultadas. Se você não as alimenta com o que elas querem ouvir, logo tomam tudo como uma afronta.”

Charles Bukowski

“Gosto de pessoas que carregam uma tempestade na alma. Aquelas que sofreram a vida inteira. Aquelas que têm algo para contar.”

Charles Bukowski

Ninguém precisa seguir um padrão. Ninguém precisa se comparar aos outros. As pessoas precisam ser elas mesmas, é isso que encanta e dá sabor à vida…

 


“Cristiane a minha mãe está viúva há dois anos, ficou casada mais de vinte anos com o meu pai. E agora resolveu arrumar uma namorada, quase da mesma idade que ela. Ela sempre foi lésbica? Tem cabimento isso?”

Olá… Então, minha querida, eu entendo perfeitamente a sua preocupação, e talvez a sua frustração, mas tente entender uma coisa… Eu acho tão lindo quando as pessoas assumem a própria verdade, dignidade e respeito por si mesmas, pois não é fácil num mundo tão cheio de preconceitos, tabus, julgamentos e moralidade. E é necessário muita maturidade para esses enfrentamentos, além de autoconhecimento, ter consciência dos próprios valores, sentimentos, das consequências disso e de se libertarem dos julgamentos dos outros e o próprio (que muitas vezes é bem mais cruel)… então, é um caminho árduo e nada fácil, se despir de todas as máscaras e assumir-se quem se é! Pois, é necessário muita força e coragem! Minhas palmas para a sua mãe! 👏👏🫶🏻

 Sabe, muitas vezes o ser humano pode tornar-se intolerante sem se dar conta disso. Por exemplo: Se eu defendo respeito, igualdade, dignidade e direitos… mas, quando o outro vai exercer esse papel, eu discordo dele, há uma incoerência nisso. Você não acha? Reflita sobre isso. E quer saber mais? A sua mãe não tem nenhuma obrigação de te explicar nada… nem suas escolhas, decisões, preferências, sonhos, desejos, aparência, a vida é somente dela, então, sua mãe, meu amor, não lhe deve nada…  Quer ajudá-la? Então, respeite, acolha e dê amor. Faça o seu melhor. 

Não dá para dizer x e se comportar como y. As pessoas tem o direito de ser quem são, porque se não for assim… elas adoecem. Por isso, eu repito aqui: sua mãe está vivendo em congruência com o que ela acredita, sente e faz. Quantos vivem por aí, sem essa coragem? 

Ela quebrou tabus… e isso incomoda e choca as pessoas. Talvez, para você seria menos sofrido, se ela não tivesse tirado as máscaras, ou não tivesse descoberto novas formas de viver a própria vida. Porém, a vida é dela e ela tem esse direito, de viver da forma que quiser. Se ela continua lúcida, trabalhando e vivendo a vida dela, não vejo problema nenhum nisso. O único problema aqui é o preconceito, querer controlar a vida do outro e não aceitar que o outro tenha mudado seu jeito de pensar e agir, perante o mundo. Essa diversidade precisa ser respeitada. Se você não aceitar isso, você vai sofrer e muito, pois nem tudo na vida é conforme a gente quer ou deseja. 

Situações como essa parecem, à primeira vista, uma reviravolta brusca no roteiro da vida, quase como se alguém tivesse mudado de personagem no meio da peça. Mas, quando olhamos com mais atenção, percebemos que a sexualidade humana raramente é tão fixa e previsível quanto os rótulos sugerem ou quanto acreditamos.

Uma primeira possibilidade, é que sua mãe  sempre tenha sentido atração por outras mulheres, mas nunca tenha reconhecido ou permitido que isso viesse à tona. Durante décadas, muitas pessoas viveram em contextos sociais onde a heterossexualidade era considerada o único caminho aceitável. Ou seja, muitas mulheres foram socializadas a acreditar que amar homens não era apenas uma escolha comum, mas uma obrigação cultural. Nesse cenário, casar-se com um homem, não significa necessariamente ausência de outras orientações, mas sim adaptação ao que era imposto e esperado.

Outra explicação possível é que a orientação sexual não é uma linha reta imutável, mas um campo mais flexível, capaz de mudar ao longo da vida. Não se trata de “virar” algo de repente, mas de uma reorganização de desejos e afetos que já tinham potencial para existir. Por exemplo: a sexualidade feminina pode ser mais sensível ao contexto emocional e relacional do que a masculina.

Também existe o fator da liberdade tardia. Após vinte anos de casamento, a identidade de alguém está profundamente entrelaçada com papéis sociais: esposa, mãe, parceira, cuidadora. A viuvez, apesar da dor, pode funcionar como uma ruptura estrutural nesses papéis, abrindo espaço para uma redescoberta pessoal. O sociólogo Anthony Giddens, ao falar sobre a modernidade e os relacionamentos, descreve como as pessoas, ao longo da vida, passam por processos de “reflexividade do eu”, em que reavaliam quem são, o que desejam e quais histórias querem contar sobre si mesmas. E segundo Giddens, o nosso “eu” nunca é estático, ele vai se reorganizando, moldando, conforme as experiências da vida.

Há ainda um ponto importante: orientação sexual não é apenas sobre com quem se dorme, mas sobre com quem se cria vínculo emocional profundo. Algumas mulheres relatam que, após a morte do marido, ao se aproximarem de outras mulheres em contextos de apoio emocional, amizade ou luto compartilhado, perceberam sentimentos que nunca haviam nomeado. Não porque esses sentimentos não existissem antes, mas porque nunca tiveram espaço seguro para serem percebidos.

Freud, apesar de suas limitações e críticas, já dizia que a sexualidade humana possui uma dimensão potencialmente bissexual em sua origem, e que a cultura, a educação e as experiências vão moldando como esse potencial se expressa. Hoje, muitos psicólogos não adotam essa teoria freudiana literalmente.

Então, quando alguém que foi casada por décadas com um homem, passa a se relacionar com mulheres, não há uma única explicação universal. Pode ser: uma orientação lésbica ou bissexual que sempre existiu, mas foi reprimida ou ignorada. Uma sexualidade fluida que mudou com o tempo e as experiências. Uma descoberta tardia possibilitada por novas condições de liberdade emocional, financeira e social. Ou uma combinação de tudo isso.

O mais importante é entender que isso não é necessariamente uma “mentira” vivida no passado, nem uma “confusão” no presente. Pessoas podem amar sinceramente em diferentes fases da vida e, ainda assim, descobrir outras formas de amar depois. A identidade humana não é um bloco de pedra esculpido na juventude; é mais parecida com argila que continua sendo moldada pelas mãos do tempo, das perdas, dos encontros e das perguntas que só surgem quando a vida nos obriga a recomeçar.

Esse tipo de história provoca curiosidade porque desafia a narrativa simples que aprendemos desde cedo: a de que a orientação sexual é fixa, clara e revelada ainda na juventude. Quando alguém passa décadas em um casamento heterossexual e, depois da viuvez, se envolve com mulheres, parece que houve uma virada dramática de roteiro. Mas, na realidade, pode ter sido apenas o momento em que uma história interna finalmente encontrou espaço para ser vivida.

Um conceito muito útil para aprofundar essa discussão é o de identidade narrativa, trabalhado pelo filósofo Paul Ricoeur. Ele defendia que nós construímos quem somos como quem escreve um romance sobre si mesmo, reinterpretando o passado à luz do presente. Isso significa que a pessoa não está apenas “mudando de orientação”, mas reorganizando a própria história, reinterpretando sentimentos antigos que talvez, na época, não tinham linguagem para existir. O passado não muda, mas o significado que damos a ele pode mudar profundamente.

Adrienne Rich, ao falar de heterossexualidade compulsória, destacou que muitas mulheres não apenas se relacionavam com homens por pressão social, mas também porque lhes faltavam modelos de vida alternativos. Em outras palavras, não é que essas mulheres “sabiam e esconderam”; muitas sequer tinham as ferramentas culturais para reconhecer a possibilidade de desejar outras mulheres. Sem exemplos, sem vocabulário, sem validação social, certos sentimentos passam despercebidos, como estrelas que estão no céu, mas invisíveis em uma noite cheia de luz artificial. 

A psicóloga Lisa Diamond foi ainda mais longe ao estudar mulheres que mudaram de identidade sexual ao longo da vida. Ela observou que algumas dessas mulheres não relataram ter escondido desejos por mulheres no passado. Em vez disso, elas descreviam uma sensação de descoberta genuína, como se novas formas de afeto surgissem em resposta a novas relações específicas. Diamond chamou isso de “plasticidade erótica”, uma capacidade de resposta do desejo a contextos emocionais, vínculos e experiências. Não é que a pessoa estivesse fingindo antes, mas que o desejo não é uma estátua de mármore; ele pode ser mais parecido com uma planta que cresce em direção à luz disponível. 

Há também um fator existencial profundo ligado ao luto. A morte de um parceiro de longa data provoca não apenas tristeza, mas uma desorganização da identidade. A filósofa Simone de Beauvoir escreveu, em “A Velhice”, que o envelhecimento e a perda obrigam o indivíduo a reconstruir a própria posição no mundo. A viúva deixa de ser esposa, e isso não é apenas uma mudança de estado civil, mas uma mudança de papel social, de rotina, de espelho emocional. Nesse espaço de reconstrução, muitas pessoas se permitem experimentar aspectos de si mesmas que antes estavam adormecidos.

Outro autor interessante para pensar esse fenômeno é Michel Foucault. Ele argumentava que as categorias de identidade sexual, como “heterossexual” e “homossexual”, são construções históricas relativamente recentes. Antes do século XIX, as pessoas eram julgadas mais pelos atos do que por uma identidade fixa. Foucault sugeria que, quando passamos a classificar pessoas de forma rígida, começamos a esperar que elas permaneçam coerentes com esse rótulo por toda a vida. Quando alguém muda, sentimos estranhamento, mas esse estranhamento talvez diga mais sobre nossas categorias do que sobre a pessoa em si. 

Existe ainda uma dimensão emocional delicada: algumas mulheres relatam que seus casamentos foram felizes e amorosos, mesmo que depois tenham se apaixonado por outra mulher. Isso desafia a ideia de que só se pode amar um gênero de forma “verdadeira”. O psicanalista Donald Winnicott falava da importância de um ambiente que permita ao indivíduo ser “verdadeiro consigo mesmo”. Em certos contextos, a pessoa consegue viver uma parte autêntica de si, mas não todas. Só mais tarde, em novas circunstâncias, outras partes ganham espaço para existir.

Também não se pode ignorar o papel das mudanças sociais. Nas últimas décadas, a visibilidade e a aceitação de relações entre mulheres aumentaram em muitos lugares. Isso cria um efeito de espelho social, quando vemos outras pessoas vivendo algo, percebemos que aquilo também é uma possibilidade para nós. O sociólogo Peter Berger descreveu a sociedade como um processo de construção social da realidade, onde o que é considerado possível ou impossível depende do mundo simbólico ao nosso redor.

Portanto, quando uma mulher viúva de um casamento longo passa a se relacionar com mulheres, não existe uma explicação única e definitiva. Pode ter havido desejos antigos nunca reconhecidos, pode ter ocorrido uma mudança gradual na orientação, pode ter sido uma descoberta despertada por um vínculo específico, ou simplesmente uma liberdade que só chegou depois de décadas de papéis rígidos. Em muitos casos, é uma mistura de tudo isso, uma espécie de mosaico emocional montado ao longo de uma vida inteira. 

Talvez a pergunta mais profunda não seja “ela já era antes ou virou depois?”, mas sim: por que esperamos que as pessoas permaneçam exatamente as mesmas do início ao fim da vida? 

A experiência humana é menos uma linha reta e mais um rio que muda de curso conforme encontra novas pedras, novas margens e novas chuvas. E, às vezes, só depois de uma grande perda é que alguém descobre que existiam outros caminhos possíveis para a real felicidade. Por isso, cada um sabe o que é melhor para si, como já alertava Freud. Se despir dos julgamentos, dos preconceitos e da moralidade social é o melhor caminho. A aceitação é saber lidar com isso e respeitar as pessoas na sua totalidade, diferenças e escolhas. Não queira julgar a sua mãe, queira entendê-la e abrace suas novas nuances. O relacionamento poderá ser muito melhor agora do que já foi um dia… Ame sem pudores ou recalques, esse é o verdadeiro amor… aceite o outro como ele é.  Infelizmente, num mundo machista, sexista, e cheio de ódio e homofobia, eu sei qual é a sua preocupação… mas se a sua mãe escolheu viver assim, é porque pra ela faz sentido… deixa ela ser feliz! Certas loucuras, a pessoa só tem coragem de enfrentar com muita bagagem de vida, vontade de ser feliz e maturidade.  A vida é curta meu bem, a vida é muito curta… E que cada um cuide de sua própria vida… e sem preconceitos ou julgamentos!

 O que você escolheria? Sua mãe infeliz ou feliz por estar vivendo um momento que escolheu para si? Repense sobre isso. 😘😉

Meu conselho sincero para todos: Nunca perca a sua essência, a vida é sobre quem você é, e jamais o que pensam sobre você… O segredo da saúde mental é ser você mesmo, a prisão, é querer ser quem você não é e ficar se comparando aos outros… vai viver e ser feliz! As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida! 🫶🏻

Obs.:Quanto mais polêmico for um tema, mais eu vejo a necessidade de trazer um embasamento teórico para vocês. Não pense vocês, que é fácil elaborar assim um tema tão complexo e cheio de tabus, sinto que esse é um tema inesgotável e que vai da particularidade de cada um, aqui são apenas suposições e conjecturas. Não tem como eu afirmar algo, sem conhecer a pessoa. Que fique muito claro isso. 😘

Será que você anda repetindo ciclos na sua vida? Se sim, leia esse texto… 👇

 


Às vezes a vida parece um disco arranhado: a música continua, mas o trecho que mais machuca insiste em tocar de novo. Mudam os cenários, os rostos, até as promessas que fazemos a nós mesmos, mas o enredo se repete. Relacionamentos semelhantes, erros semelhantes, frustrações com a mesma textura. Essa sensação de “já estive aqui antes” não é superstição nem destino místico. Muitas vezes é psicologia em movimento.

O ser humano não vive apenas no presente. Carrega consigo um arquivo invisível de experiências, memórias e emoções que moldam a forma como percebe e reage ao mundo. Freud chamou isso de compulsão à repetição: uma tendência inconsciente de recriar situações antigas, especialmente aquelas que não foram bem resolvidas. Segundo ele, repetimos não porque queremos sofrer, mas porque o psiquismo tenta, de forma quase teimosa, reencenar a história na esperança de finalmente controlá-la ou resolvê-la.

Imagine alguém que cresceu em um ambiente onde precisava sempre provar seu valor para receber atenção. Na vida adulta, essa pessoa pode, sem perceber, escolher parceiros frios ou chefes exigentes. Não é que ela “goste” disso. É que essa dinâmica é familiar, quase confortável em sua previsibilidade. O cérebro prefere o conhecido ao saudável. Como escreveu Carl Jung, “aquilo que você resiste, persiste”. Para Jung, os padrões que ignoramos ou negamos, acabam voltando, disfarçados em novas situações, até serem reconhecidos e integrados à consciência.

Esses ciclos não se limitam a relacionamentos. Há quem repita padrões financeiros, sempre gastando impulsivamente após períodos de economia; ou padrões profissionais, trocando de emprego com frequência por conflitos semelhantes com autoridade. É como se a vida oferecesse versões diferentes da mesma prova, esperando que a pessoa finalmente mude a resposta.

Mas por que é tão difícil quebrar esses ciclos? Porque eles operam em camadas profundas, onde razão e lógica têm pouco alcance. O cérebro humano busca coerência interna. Se alguém aprendeu, ainda criança, que não merece amor ou que precisa se sacrificar para ser aceito, qualquer situação que confirme essa crença parece estranhamente “correta”. O psicólogo Aaron Beck descreveu essas ideias como crenças centrais, estruturas mentais que funcionam como lentes através das quais interpretamos a realidade. Sem perceber, a pessoa seleciona e interpreta acontecimentos de modo a reforçar essas crenças, mantendo o ciclo em funcionamento.

Romper padrões repetitivos começa com algo simples na aparência e complexo na prática: consciência. Não basta sentir que “algo sempre dá errado”. É preciso observar os detalhes. Quais situações se repetem? Que tipo de pessoas você costuma atrair? Em que momento das histórias o problema surge? Esse tipo de reflexão transforma o que parecia azar em padrão, e padrões podem ser modificados.

Um exemplo concreto: alguém percebe que, em todos os seus relacionamentos, começa muito envolvido, idealiza o parceiro e ignora sinais de alerta. Meses depois, sente-se decepcionado e abandonado. Ao reconhecer esse roteiro, a pessoa ganha a possibilidade de agir diferente na próxima vez. Talvez desacelerar no início, talvez prestar mais atenção aos próprios limites. O ciclo começa a se romper no instante em que a reação automática é substituída por uma escolha consciente.

Outra etapa importante é tolerar o desconforto da mudança. Padrões repetitivos são familiares, e o familiar transmite segurança, mesmo quando é doloroso. Mudar significa entrar em território emocional desconhecido. Recusar um relacionamento que lembra antigos parceiros, dizer “não” a um pedido que antes seria aceito, ou permanecer em um emprego estável, em vez de fugir diante do primeiro conflito pode gerar ansiedade. Paradoxalmente, quebrar ciclos muitas vezes faz a pessoa se sentir pior no curto prazo, porque está abrindo mão do roteiro conhecido.

Há também um aspecto narrativo nisso tudo. Cada pessoa constrói, ao longo da vida, uma história sobre quem é e sobre o que pode esperar do mundo. Alguns se veem como eternas vítimas, outros como salvadores, outros como fracassados em potencial. Essas narrativas orientam escolhas quase como um roteiro invisível. O filósofo Paul Ricoeur falava da identidade como algo que contamos a nós mesmos em forma de história. Quando a história é sempre a mesma, os capítulos tendem a repetir os mesmos conflitos.

Parar de repetir ciclos, portanto, não é apenas mudar comportamentos isolados, mas revisar a própria narrativa. Em vez de “sempre me decepcionam”, talvez a pergunta passe a ser: “por que eu continuo escolhendo pessoas que não podem me oferecer o que desejo?”. Essa mudança de foco devolve à pessoa um senso de autoria sobre a própria vida.

Isso não significa que tudo está sob controle ou que basta força de vontade para reescrever padrões antigos. Muitas dessas repetições estão ligadas a feridas emocionais profundas, e por isso processos como psicoterapia são tão eficazes. Em um espaço terapêutico, o passado deixa de ser apenas lembrado e passa a ser compreendido, o que enfraquece sua capacidade de se repetir no presente.

Por fim, reconhecer ciclos repetitivos é um ato de coragem e paciência. É admitir que, às vezes, não é o mundo que muda de rosto para nos perseguir, mas nós que continuamos caminhando em círculos, atraídos por caminhos que já conhecemos. A boa notícia é que círculos podem ser interrompidos. Basta um passo em direção diferente, um gesto que nunca foi feito antes, e o que parecia destino revela-se apenas hábito.

Quebrar ciclos não transforma a vida em uma linha reta e perfeita. Ainda haverá erros, perdas e desvios. Mas, pouco a pouco, a história deixa de ser uma repetição automática e passa a se parecer mais com uma narrativa em construção, onde o protagonista finalmente percebe que pode escrever capítulos inéditos. E essa descoberta, silenciosa e poderosa, é muitas vezes o começo de uma liberdade que antes parecia impossível. Amadurecer é reconhecer os próprios padrões e, mesmo com medo, decidir não repeti-los outra vez. É adquirir coragem para iniciar um novo capítulo. 

terça-feira, 24 de março de 2026

Esse vídeo é muito inspirador! O que podemos fazer ou dizer para mudar o dia de alguém? 👇

 

https://youtu.be/S8_XO1L3on4?si=OH59nI_jfV54WGu_

Boa tarde, meus amores! Eu gosto muito das entrevistas com a Andréa Vermont, admiro muito o trabalho dela, como psicanalista. ❣️😉😘 Uma abençoada tarde para nós. 

“Esqueça essa mania de buscar a felicidade em alguém ou esperar sentí-la apenas quando estiver com uma pessoa. A felicidade não mora no outro. Ela precisa ser encontrada dentro de você.” (Pamela Magalhães)

 


 “Eu não busco mais pela felicidade. O que me move agora é a paz. A felicidade é fragmento: lampejos, pequenas fagulhas que se acendem e se apagam. A paz, não. A paz é soberana. É estado de espírito. É farol constante que ilumina e direciona. Por isso, hoje, o meu maior desejo é simples e imenso: acordar em paz, dormir em paz. Sentir contentamento no lugar onde vivo… na pessoa que me tornei.”

Wandy Luz

Bom dia! Você sabia que é no seu silêncio que você se ouve, repensa a sua vida e olha para seus próprios sentimentos, pensamentos, emoções, padrões de comportamentos e o que é necessário ser feito para mudar? O que anda se repetindo na sua vida? Quais são seus gatilhos? Não adie esse encontro consigo mesmo. Fique sozinha e aproveite sua própria companhia. Isso chama-se solitude. Esses momentos de introspecção são necessários… para orar, agradecer e refletir… 

Que seja um lindo dia para nós, com paz, saúde, bênçãos e proteção! 🫶🏻

segunda-feira, 23 de março de 2026

“Quanto mais bem tratada uma mulher é, mais ela tem vontade de servir, cuidar e ser doce. Feliz é o homem que entende isso.”



“Casem sim! Porque não tem nada melhor do que chegar em casa todos os dias e encontrar o amor da sua vida, ser amada, desejada, esperada e cuidada. Casamento só é ruim, pra quem casou errado.”

Gostei dessa afirmação acima 👏👏. Quanto mais eu converso com algumas pessoas, mais vou observando e percebendo suas crenças bem limitantes e negativas sobre os relacionamentos e principalmente sobre o casamento. E sinceramente, o casamento é bom, é gostoso e dá para ser feliz e ser divertido, e ser harmonioso, se o seu casamento não é, mude suas crenças e seus padrões de comportamentos sobre ele. Comece a observar suas crenças e atitudes a respeito do casamento. Tudo é uma questão de ter um novo olhar e outras perspectivas. Se estiver difícil, procure uma terapia. Por exemplo: se você cresceu vendo brigas e discussões entre os seus pais, traições, silêncio emocional, etc… o seu próprio cérebro já criou uma informação, que para você tornou-se uma crença, como: casamento = sofrimento inevitável. E se você, já teve alguns relacionamentos ruins, provavelmente você carrega além das crenças… bloqueios, inseguranças, medos e algum tipo de autossabotagem. Por isso, que você não está conseguindo ser feliz. Pense nisso!  E priorize sempre, relacionamentos saudáveis para a sua vida! Ok? 😉

Relacionamento é uma escolha, jamais uma necessidade. Fique apenas onde te traga paz. E não ignore esses sinais… 👇

 


https://youtu.be/1hxTEevzPQk?si=wS7rkGUKn0tAMM8Y

Esse vídeo acima 👆 é ótimo e muito esclarecedor, tanto para os homens quanto para as mulheres, pois há muitas pessoas por aí com traços narcisistas ou com o Transtorno de Personalidade Narcisista. E esses padrões, dificilmente se atenuam com a terapia, somente quem tem o traço, e não apresenta o Transtorno, que poderá ser beneficiado com a terapia. Então, não ignore esses sinais importantes, dentro de qualquer relacionamento, pois a sua saúde mental agradece. Desenvolva sua autonomia emocional e se priorize, sempre! Fuja de relacionamentos com manipulações, jogos de poder, triangulação e controle. 😉

“Ah, menina, seu brilho é único. Tenha orgulho de você. Afinal, nem todos os dias foram bons, mas mesmo assim, você continua tentando. Sua evolução é constante. Nunca deixe que nada e nem ninguém tire esse brilho que você tem.”

“Nunca subestime o poder das companhias que você escolhe manter por perto. Elas influenciam os seus pensamentos, as suas decisões, a sua autoestima e até o que você passa a achar normal na vida. Estar em boa companhia é estar em paz consigo.” (Pamela Camocardi)

Simplifique a vida e ganhe paz: se você não faria, não tolere quem faça. Se você dá prioridade, não aceite ser a última opção. Se você respeita, não permita que te desrespeitem. Se você não faria alguém sofrer, não conviva com quem faça.

Ponto.

Pamela Camocardi

E lá vamos nós para mais uma semana, que seja leve, que tenha amor, paz, saúde, boas energias e muitas bênçãos! Bom dia! ❣️

Nossa, hoje no carro, escutei essa música, fazia tempo que não ouvia, tocou na rádio… adoro! 

https://youtu.be/rr-GVmjuJmQ?si=un-V53khss6XVVHa

domingo, 22 de março de 2026

“Quando o calo aperta, uns vão embora da festa, outros, tiram os sapatos e continuam a dançar descalços… Isso, não é sobre calos…” Leia de novo. 😉

 “Tirou os chinelos. Sentiu a areia. Admirou o mar. Abriu um sorriso. E se sentiu em casa.”

@precisavaescrever

Bom dia meus amores! Um feliz e abençoado domingo para nós! ❤️ Hoje eu só quero agradecer! 🙏

O mantra do dia é: Aonde quer que eu vá eu só encontro o amor, a paz e a felicidade. Tudo o que eu preciso saber me é revelado.

sábado, 21 de março de 2026

Vocês lembram disso? Missão dada, missão cumprida… 😉

 Boa tarde, minha gente linda de luz! Eu fiz hoje no almoço o filé mignon com molho de gorgonzola, lembram, que eu comentei, na semana passada? Pois é, o pessoal aqui em casa gosta, e até que ficou gostoso… E é muito fácil de fazer. Tempere os filés com sal e pimenta do reino. Deixa a frigideira bem quente, para o filé não soltar água, coloque um pouco de azeite, o filé precisa fazer aquele barulhinho xiiiiii… vai fritando de 2 a 3 no máximo, não pode soltar água. Na mesma frigideira que você fritar a carne, eu não fritei na manteiga, mas pode se quiser, eu usei azeite… e eu faço mais ao ponto para mal passada, não deixo “sola de sapato” não… mas é o meu gosto pessoal (fica dourada por fora e suculenta por dentro), depois reserva, e na mesma panela colocar cebola, alho, azeite, se precisar e deixar dourar, colocar o gorgonzola picado e uma caixinha de creme de leite. E assim que engrossar um pouco, misturar os filés e está pronto. Um arroz e uma batata palha e não precisa de mais nada. Ou se você, não quiser exagerar, comer só o filé com o molho e uma saladinha, fica bom também. Hoje, eu dispensei a salada. Eu fiz uns drinks sem álcool também, porque mais tarde eu vou sair, e direção com álcool não combinam, né? rsrs Então, hoje eu só fiz com (maracujá, limão, gelo e usei H2OH! de limoneto). Ficou bem refrescante. 



Gente, eu descobri um truque para deixar as panelas brilhando por dentro. Aqui em casa, todas as minhas panelas são de inox. Só as minhas frigideiras que são de louça e outras, de cerâmica. Não sei se vai dar certo com todos os tipos de panelas, mas experimente… vinagre de álcool, lave primeiro com vinagre de álcool, passa a bucha e depois você passa o detergente. Elas ficam brilhando na hora que você enxágua. Descobri por acaso. Na tentativa e erro. 😉
Beijos, vou ficando por aqui, meus amores! Aproveitem o dia! ❤️

"Coisa boa olhar pra trás e sentir que pode ser mais simples. Que a gente não abre mais espaço para complicação. Que ainda tem uma criança que brinca de roda com nossa alegria. Que tem passarinho no nosso sorriso. Que no nosso olhar ainda tem flor. Coisa boa olhar pra trás e sentir ainda mais gratidão pela família da gente. Perceber que certas tempestades incrivelmente nos transformaram de um jeito bem bonito. Saber que, apesar de tanto, nosso coração ainda é bom. Saber que, apesar de tudo, o que prevalece é o amor." (Ana Jácomo)

 "Senhor, olhai por nós e por nossa família. Cuida dos nossos passos e guia nosso caminho. Ilumina nossa vida e vigia nossa saúde. Abençoa a saúde de nossos familiares. Derrama sua benção e misericórdia em nós. Perdoa nossas faltas e nos ensina a sermos melhores. Cuida das feridas da nossa alma e cicatriza as dores inevitáveis e diárias. Acalma nossos corações e faz repousar nossa pressa. Mostra-nos a importância do silêncio e do perdão. Não solte nossas mãos. Preencha nossos vazios e nos encha de bondade. Nos ensina do seu amor e da sua gratidão.”

Ana Nunes

sexta-feira, 20 de março de 2026

A Geração X tem uma reputação quase mítica de ser a turma que atravessou tempestade sem capa de chuva e ainda reclamou que o vento nem estava tão forte assim… 😅

 


https://youtu.be/nhNSNQitmX8?si=OQhSuwgNshP6g-5D

Gente do céu, eu ri demais quando eu assisti esse vídeo👆, é pura verdade! Eu também sou da geração X, e as gerações que vem depois da nossa, estão cheias de mimimi… rsrs

Olha, uma vez, eu não sei se já contei essa história aqui, mas vamos lá… no ensino fundamental eu apanhei da professora, na sala de aula, levei umas chineladas dela, eu e mais uns… vocês acham que eu ia chegar em casa e falar isso para a minha mãe? Jamais, minha mãe do jeito que era, com certeza ia dar razão para a professora… rsrs e ainda ia me colocar de castigo, fora que eu ia escutar um monte… E eu sou traumatizada por causa disso? Claro que não, eu dou é muita risada… Eu tenho que admitir, que eu era arteira, matava aula, conversava demais, escondia no banheiro… vixi, a gente aprontava. Hoje, os professores não tem voz, coitados, e sofrem nas mãos dos adolescentes e dos pais, que acham que os filhos podem tudo! 

E nós estamos aqui, vivos e felizes, com histórias para contar porque vivemos muito. E aproveitamos…  Por isso, que o filme do Ferris para mim é inesquecível, adoro aquele filme até hoje… “Curtindo a Vida Adoidado”… 😅

Geração X, alguém mais por aí? 🙋‍♀️

“Troque as suas folhas, mas não troque as suas raízes. Mude suas opiniões, mas não perca os seus princípios.” Bom dia, meus amores! Feliz outono! 🍁🍂

 


Bom dia, bom dia, bom dia! Como vocês estão? Preparados para o fim de semana? Gente acho que pela primeira vez nesse ano de 2026, eu treinei todos os dias dessa semana e se estiver sobrando ânimo até às 18h, vou de novo… 💪

Me sinto tão bem… Às vezes, o teu bom humor desagrada algumas pessoas, e quer saber? Continue sendo você! Sabe eu tenho uma vizinha tão especial e alto astral e vocês acreditam que um outro vizinho se incomodou com a música alta que ela escutava todas as manhãs? Isso é o cúmulo da chatice… qual é o problema, escutar música alta às 11h da manhã? A música dela não vai para os apartamentos não, você só escuta a música alta dela quando está no corredor, para pegar o elevador, mas mesmo assim, tem gente que se incomoda com a felicidade alheia! Quando eu fico sabendo dessas coisas, o meu mundo fica mais triste… eu estou com saudade das músicas dela, ela mora no meu andar e nós temos o mesmo gosto musical… 🎶 

Lindo isso…👇

“Se alguém por mim perguntar, avisem que fui por ai passear, bicicletar, arvorar, poemar, escrevinhar, espreguiçar, admirar, aproveitar, adocicar, catar flores, cantarolar, palavrear e amorar.”

Ita Portugal

“Meus queridos amigos, por que brigamos? Por que nos orgulhamos uns contra os outros? Por que não esquecemos as ofensas? Vamos, simplesmente, ao jardim, passear, brincar e nos divertir: amemo-nos, cumprimentemo-nos, abracemo-nos, abençoemos a vida.”

Dostoiévski

E hoje vamos de música? Essa vai em homenagem a minha vizinha… ❣️Quero que ela volte a ser feliz e volte a escutar as suas músicas preferidas… 🥰

https://youtu.be/o-0ygW-B_gI?si=NipulWcDzxBIkxG9


quinta-feira, 19 de março de 2026

Autoconhecimento, autoconsciência e autodomínio são os primeiros passos para quem quer sair de vícios comportamentais…



Olá minha gente linda, boa tarde! A diferença entre o remédio e o veneno está na dose. Então, perceba se você está saindo do seu equilíbrio… Nem 8 nem 80, entende?  Achei essa pergunta bem pertinente…👇 

“Como controlar um desejo, um impulso, um vício?” Vamos entender primeiro o que é o vício. 

Para Freud, o comportamento humano é movido por desejos inconscientes e por conflitos não resolvidos. Quando um desejo é reprimido ou não encontra satisfação simbólica, ele pode retornar de forma distorcida, aparecendo como sintoma, repetição ou excesso. Assim, aquilo que parece ser “demais” na superfície pode ser, na verdade, uma tentativa de preencher algo que falta no plano psíquico.

Por exemplo: excesso de consumo pode encobrir carência afetiva. Excesso de controle pode esconder medo e insegurança.

Todo desejo precisa ser redirecionado para você não adoecer. E jamais negado. 

Pensando nisso, gostaria que você entrasse em contato com você, arrancasse todas as máscaras e fosse sincero… o que você anda reprimindo que está transbordando? Ou seja, indo além da borda e que já estrapolou para o vício? Faça essa reflexão sincera sobre si mesmo. 

E depois disso, vamos além… Para eu responder essa pergunta, preciso que você entenda sobre neuroplasticidade. 

Eu entendi o seu vício e se ele realmente está te trazendo um sofrimento significativo, chegou a hora de ter consciência, vontade e criar caminhos para mudá-lo. E não importa qual seja esse vício, aqui meus amores, não cabe nenhum julgamento. Todo vício pode ser reelaborado ou ressignificado dessa mesma forma, qualquer vício (álcool, tabaco, alimentação, drogas, pornografia, jogos, compras, sexo, internet, trabalho, medicamentos, etc). Vamos entender esse processo. 

A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de criar, reorganizar e mudar conexões neurais, em resposta à experiência, aprendizagem ou num caso de lesão, por exemplo. Uma pessoa que teve AVC, o cérebro reorganiza algumas funções para amenizar seus danos. Talvez o cérebro não volte ao seu estado original, mas ele consegue readaptar-se.
Então, é comprovado por estudos em neurociência, que mostram alterações físicas e químicas nas sinapses, na atividade cerebral e até na expressão de genes após repetição de comportamentos ou o uso de substâncias. 

Isso significa que hábitos e vícios não são apenas psicológicos. Eles têm base biológica mensurável.

Como os vícios se formam segundo a neurociência?

Em termos simples: O cérebro aprende o vício como se fosse uma habilidade importante. Então, da mesma forma que ele aprende, ele também pode “desaprender”? Sim! Como? Substituindo um comportamento autodestrutivo por um comportamento saudável. E como fazer isso? 

Uma das formas mais eficazes para mim, seria terapia, meditação, respiração diafragmática e exercício físico. O qual você gostar mais, e se você não tiver resultados, entraria com um acompanhamento médico com o psiquiatra, para tomar medicações, como por exemplo: um ansiolítico  ou um antidepressivo, ou um que ele lhe receitar.  Os mesmos mecanismos que criam o vício podem ser usados para desfazê-lo. Mudanças comportamentais, terapia e abstinência produzem novas adaptações neurais.

Então, pensa comigo, se o nosso cérebro tem essa capacidade de criar e reorganizar novas conexões neurais, então tudo o que você focar e fizer vai crescer. E aquilo que você deixar de focar e deixar de fazer, vai enfraquecer ou desaparecer. Sabendo disso, está nas suas mãos tomar uma decisão. Focar em coisas mais saudáveis para “tirar da sua atenção” as coisas autodestrutivas. 

Técnica psicológica comprovada para controlar impulsos:

 Criar planos “se-então”

Pesquisas mostram que planos do tipo: “Se eu sentir vontade de fazer X, então farei Y” aumentam muito o autocontrole, porque você decide antes de estar emocionalmente envolvido. 

Exemplo: Se eu quiser comer por ansiedade, então vou beber água e esperar 5 minutos. Ou vou respirar fundo durante 10 minutos. 

O cérebro acostumou com os mesmos “caminhos neurais” e através de novas estratégias e soluções, você vai distanciando do vício e criando novos caminhos para novos comportamentos e fazendo isso de maneira consistente, a biologia muda e por consequência, o vício vai diminuindo com o tempo. É um processo fácil? Não, não é, mas é possível com disciplina, empenho, vontade e determinação. 

Ex: (pense no seu vício) quando ele vier com tudo, faça outra coisa… sei lá, vai passear com o cachorro, caminhar no parque, tomar um banho gelado. Fazer uma meditação. Matricular-se num curso. Matricular-se numa academia. Os antigos diziam isso: “mente desocupada, oficina do diabo”, pois é… Isso significa, que seu tempo está muito livre, para você pensar nessas questões… ocupe-se!  A vida necessita de equilíbrio. Tudo que transborda, ou seja, que vai além da borda… pode trazer um conflito e muito sofrimento para si ou para os outros. E esse conflito precisa ser ressignificado, reelaborado. Como? Criando novos hábitos, novos comportamentos, novas formas de agir e sentir a vida. Sem isso, não há mudanças. Porque todo vício não é só psicológico, é também neurobiológico, então, você precisa fazer algo para melhorar, o esporte em todos os sentidos para mim, ainda é o mais indicado. Porém , vou deixar aqui, outras opções. Vamos lá…

Treinar atenção e consciência (mindfulness). Práticas de atenção plena aumentam a capacidade de perceber impulsos antes de agir, o que fortalece o controle executivo do cérebro. É como transformar o piloto automático em modo manual por alguns segundos.

 Por que controlar instintos é difícil? Alguns fatores enfraquecem o autocontrole: estresse, cansaço, emoções intensas, recompensas imediatas (dopamina). Tudo isso reduz a eficiência do córtex pré-frontal, deixando o cérebro mais impulsivo. Ou seja, quando você está exausto ou irritado, não é falta de caráter. É neurobiologia jogando contra você.

O que a psicologia moderna conclui? Hoje, se sabe que autocontrole não é um traço fixo de personalidade. Ele é: treinável, dependente do ambiente e muito influenciado por hábitos. Isso significa que você não precisa lutar contra seus instintos o tempo todo. A estratégia mais eficaz é mudar o ambiente ao seu favor. Às vezes, procurar uma terapia, um grupo de apoio, aprender novas técnicas ou novas formas de dar sentido à vida, são fundamentais.

Tente, invente, use a sua própria imaginação. Há diversas maneiras de lidar com um problema. Foque em outras coisas. E procure ajuda especializada, se estiver difícil de superar isso sozinho. 

Meus amores, tudo nessa vida requer esforço e às vezes dedicação. Então, não espere uma mágica acontecer na sua vida, se você continuar na sua zona de conforto. Tudo depende da sua disciplina e vontade para resolver algo e criar mudanças. Então, mãos à obra! 
Foco, força e fé! 😉
Bjs, vou ficando por aqui! ❤️

“Tudo se torna um milagre se observado com extrema minúcia.” (Fabrício Carpinejar)


 “Renova-te.

Renasce em ti mesmo.

Multiplica os teus olhos, para verem mais.

Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.

Destrói os olhos que tiverem visto.

Cria outros, para as visões novas.

Destrói os braços que tiverem semeado,

Para se esquecerem de colher.

Sê sempre o mesmo.

Sempre outro. Mas sempre alto.

Sempre longe.

E dentro de tudo.”

 Cecília Meireles

Bom dia meus amores! Que o dia comece com paz e termine com bênçãos! Acordei tão bem e tão feliz, porque ontem eram 20h30 e eu estava caminhando na praia, consegui correr também, meu joelho está melhorando… e hoje à noite quero ir de novo. A praia à noite, é um outro astral… gosto mais, muita gente praticando esportes.

Que seja um dia lindo para todos nós! ❤️ 

Gratidão meu Deus! 🙏

quarta-feira, 18 de março de 2026

O segredo é colocar-se no lugar do outro. Cuidado, talvez doa…

“Olá Cristiane, tive câncer de ovário, fiquei casada 5 anos e quando ele descobriu que teria que me ajudar, ele quis separar. A minha sorte é que sou funcionária pública e pedi uma licença, pois se eu dependesse dele estaria perdida. Ainda bem que não tivemos filhos. Eu já tenho um filho adulto, do meu primeiro casamento. Eu era viúva quando o conheci e me casei novamente. Será que ele é narcisista?”

Olá minha querida, eu sinto muitíssimo por você ter passado por isso. Se já não bastasse essa situação, ter que lidar com um marido imaturo… e extremamente egoísta, não é nada fácil. Vem, vamos conversar! 

Enfrentar um câncer já é uma batalha enorme, difícil, que mexe com a autoestima, as inseguranças, as emoções internas, a autoconfiança, muitos medos… e ainda assim, lidar com abandono e rejeição nesse momento, torna tudo muito mais pesado. Dá uma sensação de o chão sumindo sob os pés… 

Sobre sua pergunta: é compreensível tentar dar um nome ao comportamento dele, mas chamar alguém de “narcisista” no sentido clínico (ligado ao Transtorno de Personalidade Narcisista) exige avaliação profissional cuidadosa. Não dá para afirmar isso com base em uma única situação, mesmo sendo algo tão marcante. O que dá para dizer com mais segurança é o seguinte: o comportamento dele mostra falta de empatia e ele não teve responsabilidade afetiva nesse momento crítico. Pode indicar imaturidade emocional, dificuldade em lidar com frustrações, medo e até egoísmo. Algumas pessoas simplesmente não suportam o papel de cuidador e fogem quando a relação exige mais responsabilidade e entrega. Isso não justifica o que ele fez, mas ajuda a entender que o problema não está em você.

Agora, um ponto importante, quase como um farol em meio à tempestade: você se protegeu. Você tinha sua autonomia, seu trabalho, tomou decisões. Isso fala de força, mesmo que você não tenha se sentido forte na época. Talvez valha mais a pena se perguntar não “qual é o diagnóstico dele?”, mas, esse tipo de atitude é compatível com o tipo de relação que eu mereço? E ainda… O que  aprendi sobre limites, amor e apoio verdadeiro?

Se você quiser, posso te ajudar a reconhecer sinais mais claros de comportamento narcisista ou abusivo, ou até pensar em formas de reconstruir sua confiança depois disso. Vamos juntas? 

Nem todo mundo que faz algo cruel e desumano é narcisista, mas alguns padrões costumam aparecer:

Falta de empatia consistente: dificuldade real de se colocar no lugar do outro. No seu caso, fugir justamente quando você mais precisava, é um sinal importante.

Amor “condicional” que é totalmente diferente do amor incondicional, enquanto está tudo bem, a pessoa está lá, presente. Quando surgem os problemas, ela se afasta ou desaparece.  

Foco exagerado em si mesmo: as necessidades dela sempre vêm em primeiro lugar. O sofrimento do outro não existe, ou vira “incômodo”.

Fugir da responsabilidade emocional: evita presença, evita cuidar, apoiar, sustentar momentos difíceis. Pode até inverter a situação, como se o problema fosse você.

Distorção da realidade: às vezes, faz a outra pessoa se sentir culpada ou exige demais dos outros, mas oferece muito pouco de si.  E sempre quer receber muito. 

Mas existe outro lado importante: O comportamento dele também pode estar ligado a: medo de doença e morte (algumas pessoas entram em modo fuga total).  Incapacidade emocional de lidar com fragilidade. Egoísmo ou imaturidade, sem necessariamente ser um transtorno. Mas não justificaria esse comportamento. Tudo poderia ser resolvido com uma conversa sincera. O pior defeito de um homem é quando ele é covarde nas suas atitudes. 

Ele pode ter traços narcisistas? Pode.
Daria para fechar o diagnóstico? Não.
Uma das características mais marcantes dos narcisistas são: controle, manipulação e poder. Além de se sentir mais do que os outros. E muitas vezes, menosprezar aqueles que não lhe trazem benefícios algum. Sentimentos de grandiosidade são constantes. Além de querer te afastar de amigos e familiares, te deixar sem uma rede de apoio, para te manipular melhor, geralmente são pessoas controladoras, ciumentas e possessivas. Muitas vezes imprevisíveis. Um dia te enche de amor, no outro dia te desrespeita. Imagine um relacionamento tipo montanha-russa? É mais ou menos assim, conviver com um narcisista, você não sabe o que te espera. Tudo tem que ser do jeito delas. É difícil conviver com pessoas que não cedem nunca e que não demonstram sensibilidade e vulnerabilidade no convívio diário. E ainda quer te manipular, controlar seus horários, suas conversas, seus amigos, e não deixa você viver. Deve ser sufocante, lidar com alguém assim…

Mas aqui vem o ponto mais valioso de todos: O que importa mais do que o rótulo, independentemente do nome, a atitude dele foi: ausente, injusta, imatura e emocionalmente negligente.

E isso já é o suficiente para dizer: não foi um parceiro à altura do que você precisava e merecia. Não foi mesmo! Se é ou não narcisista, pouco importa. Simplesmente eu tenho certeza que você não teria agido dessa mesma maneira com ele. Senão, você não estaria aqui se questionando. Você teria acolhido, cuidado, acompanhado nas quimioterapias, nas consultas médicas, zelado pelo bem-estar dele, dando um suporte nessa hora tão difícil, não precisa fazer muito, apenas não soltar a mão, nessas condições. Casamento é isso… arcar com o bônus e o ônus. Parceria é… estar presente nos melhores e nos piores momentos. Se não for assim, é melhor ficar sozinha, do que mal acompanhada! 

Tente responder para si mesma: e se fosse uma amiga passando por isso, o que você diria sobre o marido dela? E… você acha que alguém que ama de verdade faria isso?

Às vezes, a resposta vem mais clara quando olhamos de fora.

Se você quiser, posso te ajudar com o próximo passo: como identificar pessoas emocionalmente disponíveis? Ou como se proteger pra não cair em relações parecidas de novo? 

E também posso te ouvir mais. Essa história ainda tem muitas camadas, e você não precisa carregar isso sozinha. Achei que devo falar mais sobre isso… vamos continuar! 

Como identificar uma pessoa emocionalmente disponível?

Pense nisso como sinais de alguém que fica quando a vida deixa de ser leve:

Presença em momentos difíceis. Não some quando você está vulnerável. Pode não resolver tudo, mas fica com você.

Coerência entre fala e atitude. Promete pouco, cumpre muito. Não te deixa insegura sobre o lugar que você ocupa. Te prioriza em todos os aspectos.

Responsabilidade emocional. Reconhece erros, pede desculpas, tenta melhorar. Não é egoísta. Não joga tudo nas suas costas. E nem te culpa ou se vitimiza. 

Tem empatia. Não é:“coitadinha de você”. É:
 “O que você precisa nesse momento?” “Como posso te ajudar?” “Estarei sempre aqui com você.” “Pode contar comigo.” Constrói junto. Relacionamento não vira peso unilateral. Existe parceria real. 

Sinais de alerta (para não ignorar mais)…

Aqui entra o lado mais afiado do radar: some ou se afasta quando você mais precisa ou faz algo que o deixa desconfortável. Faz você se sentir “menos” por ter necessidades básicas. Só está presente quando é conveniente para ele. Evita qualquer responsabilidade mais séria. Te deixa emocionalmente insegura com frequência. E ainda você sente que ele não está por inteiro nesse relacionamento. Ou seja, ainda pode estar te traindo, sem você saber. Narcisistas tendem a trair e a mentir com certa frequência. Não conseguem ser fiéis. Nesses casos, é bem melhor ficarem sozinhos ou ter relações abertas e sinceras com o outro. Assim, não precisam mentir constantemente. Ah, então quem trai é narcisista? Não necessariamente. Por isso, que não é tão simples dar um diagnóstico.

Se você perceber um padrão assim, não é coincidência… é padrão mesmo.

Como se proteger, sem fechar o coração?

Isso aqui é ouro: Vá devagar no envolvimento. Observe comportamentos ao longo do tempo. Pessoas mostram quem são nos detalhes.

Teste leve de realidade. Compartilhe algo pequeno e veja como a pessoa reage.
Empatia não aparece só em grandes tragédias, aparece no cotidiano.

Confie no desconforto. Se algo parece estranho, geralmente é. Seu corpo percebe antes da sua razão.

Não negocie o essencial. Apoio, respeito, reciprocidade, confiança, consideração, verdade e presença não são “luxos”. São base.

E para finalizar, um ponto muito importante sobre você…

Você não ficou “fraca” naquela situação.
Você estava doente e vulnerável, e mesmo assim tomou decisões que te protegeram.

Isso não é fragilidade, é uma força silenciosa, quase como uma raiz de árvore que segura tudo, mesmo na tempestade. Tenha muito orgulho de ser quem você é, você é uma mulher incrível. Eu te admiro pra caramba! Você merece tudo de melhor! Você não perdeu nada, ele que perdeu uma mulher tão maravilhosa como você!  Amei o nosso papo! Se cuide minha linda! Eu tenho certeza que a vida te trará muitas coisas boas, porque você merece! Nunca duvide de você, você é uma guerreira!  Reconstrua a sua autoconfiança, reconstrua a sua vida, olhe para frente e se abra para o novo, sem medo… se precisar de ajuda, me chama, tá bom? Há um mundo cheio de oportunidades te esperando… não desista de ser feliz! Sinta-se abraçada por mim, minha linda! ❤️ Se ame, se ame muito e jamais aceite o raso… você merece o profundo, o que te faz sentir viva novamente! Não aceite menos do que isso. Comece a observar os pequenos detalhes, daqui para frente. 

Apesar de todas as dores, batalhas internas e tropeços, que nada te faça desistir de ser feliz! 😉

E quero finalizar com Caio Fernando Abreu, um dos meus autores favoritos: “E quando você menos espera, a vida te vira do avesso, e você percebe que o avesso, é o seu lado certo.”

Bjs, vou ficando por aqui! 🫶🏻

Vocês conhecem essa fábula de Nietzsche?



Em Assim Falou ZaratustraNietzsche apresenta uma pequena fábula filosófica que é, ao mesmo tempo, simples e reflexiva: as três metamorfoses do espírito. Não são estágios cronológicos rígidos, mas estados existenciais, como máscaras que a alma veste ao longo da sua luta por liberdade.

O espírito começa como camelo. Ele se ajoelha e pede cargas pesadas. Quer provar sua força suportando deveres, regras, tradições, responsabilidades e mandamentos. Aqui mora o “tu deves”.

O camelo é admirável, mas também trágico. Ele carrega valores que não escolheu. Vive de heranças: moral, religião, expectativas sociais. É o estudante obediente da vida, aquele que acumula pesos como quem coleciona medalhas invisíveis.

Todos começamos um pouco camelos. Aprendemos o mundo através do que nos dizem que ele é. O risco está em confundir resistência com liberdade. Suportar não é o mesmo que escolher.

Depois, no deserto, o camelo se transforma em leão. Aqui nasce a força do “eu quero”. O leão luta contra o grande dragão do “tu deves”, aquele monstro coberto de escamas brilhantes, cada uma escrita com um mandamento.

O leão ruge “não”. Ele destrói, questiona, recusa. É o rebelde que rompe com o passado, que diz: “esses valores não são meus”. “Eu posso seguir o meu próprio caminho.” “Eu posso escolher.”

Mas o leão ainda não cria. Ele liberta, abre espaço, derruba ídolos. Sua grandeza é negativa: ele conquista o direito de escolher, e também questiona suas escolhas.

Há um momento em que dizer “não” é um ato sagrado. Questionar tudo pode parecer destrutivo, mas é um incêndio necessário. Ainda assim, viver apenas negando é morar em ruínas.

Por fim, o leão se transforma em criança. Aqui está o estágio mais raro. A criança representa o “sagrado”. A criança é feliz, é verdadeira, é sincera, é autêntica. Na minha humilde concepção… é a alegria, o bem-estar, o amor e a liberdade.

Ela não carrega pesos como o camelo, nem combate como o leão. Ela cria, inova, reinventa. Brinca com o mundo. Inventa valores como quem desenha no ar. Sua inocência não é ignorância, mas potência renovada.

A criança é começo. É um “sim” que não vem da obrigação nem da oposição, mas de uma vontade genuína de afirmar a vida.

Ser criança, para Nietzsche, não é regredir, mas alcançar uma liberdade madura. É viver sem precisar de justificativas externas. É transformar a existência em obra, simplicidade, não em obediência nem em protesto.

As três metamorfoses não são apenas uma sequência; elas coexistem em nós. Às vezes somos camelos em certos aspectos da vida, leões em outros, e raramente crianças.

A jornada proposta por Nietzsche não é confortável. Ela exige perder certezas, atravessar desertos internos e aceitar o risco de criar sem garantias.

No fundo, a pergunta que ecoa é: você está vivendo sob pesos, lutando contra eles… ou criando algo próprio?

Talvez a verdadeira metamorfose não seja virar outra coisa, mas tornar-se autor de si mesmo.

Lembra da frase icônica de Nietzsche? “Torna-te quem tu és.” Uma vida bem vivida se baseia nisso.

E a pergunta que não quer calar: Quem é você? E como você anda levando a sua própria vida? Como um camelo, carregando muitos pesos nas costas, com dificuldades de impor limites e dizer não? Como um leão, que vive protestando tudo, mas tendo coragem e a necessidade de quebrar algumas correntes que o aprisionam? E questionar suas escolhas? Ou como uma criança, que diz sim para si mesmo, sem pedir permissão ao mundo, reinaugurando o novo no seu dia a dia? Se despindo de máscaras e sendo você mesma! Pense nisso!  Na vida, tudo é aprendizado e equilíbrio, só não fique fixado no camelo ou no leão por um tempo indeterminado… torne-se criança. 

A criança de Nietzsche, é claro! Construa seu próprio caminho e seja feliz! Combinado? 😉

E quero finalizar com Nietzsche: “Eu tenho o meu caminho. Você tem o seu caminho. Portanto, quanto ao caminho direito, o caminho correto, e o único caminho, isso não existe.”

Lindo, complexo e profundo, senão, não seria Nietzsche! 🥰

Um dia maravilhoso para todos nós! É o que eu desejo… Bjs❣️Vou ficando por aqui! 

Créditos

Se for compartilhar, respeite os créditos! Este blog segue a Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, que protege os direitos autorais, se for copiar, coloque o nome do autor. Muitas das imagens são minhas, outras foram coletadas na internet aparentemente sem nenhuma restrição ao uso público. Caso você saiba de alguma aqui publicada, sem identificação de autoria, ou indevidamente, peço que me informe para eu dar os devidos créditos, ou excluí-la. Obrigada!


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❝Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.❞ (Fernando Pessoa)

❝Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância eu estava no lugar correto e no momento preciso. E então, consegui relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Autoestima. Quando me amei de verdade, percebi que a minha angústia e o meu sofrimento emocional não são mais que sinais de que estou agindo contra as minhas próprias verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade. Quando me amei de verdade, deixei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a perceber que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje sei que isso se chama… Maturidade. Quando me amei de verdade, compreendi por que é ofensivo forçar uma situação ou uma pessoa só para alcançar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou que a pessoa (talvez eu mesmo) não está preparada. Hoje sei que isso se chama… Respeito. Quando me amei de verdade, me libertei de tudo que não é saudável: pessoas e situações, tudo e qualquer coisa que me empurrasse para baixo. No início a minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que isso se chama… Amor por si mesmo. Quando me amei de verdade, deixei de me preocupar por não ter tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os megaprojetos do futuro. Hoje faço o que acho correto, o que eu gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos. Assim descobri a… Humildade. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. E isso se chama… Plenitude. Quando me amei de verdade, compreendi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, é uma aliada valiosa. E isso é… Saber viver!❞ Charles Chaplin

❝A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade. A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante. A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”. A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer. A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro. A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição. A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio. A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”. A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé. A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo. A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém. A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo. A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti. A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar. A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir. A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo. A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer. A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir. A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe. A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre. A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver. A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo. A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir. A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração. A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los. A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo. A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti. ❞ Bert Hellinger

♫ ❝Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe... Só levo a certeza de que muito pouco sei ou nada sei...❞ ♫ (Almir Sater / Renato Teixeira)

Vivendo e aprendendo sempre...

❝A gente vai aprendendo que o caminho é mais importante do que o chegar, e que é necessário saber contemplar a paisagem pra escutar o que ela te comunica. A gente vai aprendendo que nem tudo que chega fica, mas que se veio, de alguma forma foi pra nos construir um pouco mais, ainda que na hora nos destrua. A gente vai percebendo, que muitas vezes, é do outro lado da rua que está algo que buscamos tanto, e que, a travessia se faz necessária, apesar de todos os riscos, de todos os prantos. A gente aprende, que um desenho vai muito além do traço e da cor, um desenho são linhas que o coração faz pra formar uma obra final. E aprendi, que o desenho da vida nunca fica igual ao longo dos anos, coisas se apagam, outras se rasuram, outras se acrescentam. Fui aprendendo que pra todo sentimento existe prazo de validade e que só a sabedoria, de mãos dadas com a idade, é capaz de esticá-los mais ou menos tempo dentro de nós. Aprendi a desaprender também, pois fui percebendo que ninguém pode chegar em mim além do que eu mesma permita. Assim, aprendi a esperar menos dos outros, pois vejo como tudo é frágil demais ou sensível de menos. Assim, aprendi a não esperar de alguém que não te alcança no coração, que te ultrapasse com atitudes, pois tudo, exatamente tudo que me proponho a me jogar, tem a altitude que eu escolhi ter. Aprendi "ComSequências" de erros, que se acerta ou se aceita diariamente quem tem como opção simplesmente SER.❞ Lilian Vereza

❝Nessa estrada quero achar gente doce, límpida, verdadeira e disposta. Quero topar com luz, desapego e paz.❞ Caio F. Abreu

O que faz você feliz?

O que faz você feliz?
❝O que faz você feliz? A lua, a praia, o mar, uma rua, passear. Um doce, uma dança, um beijo ou goiabada com queijo? Afinal, o que faz você feliz? Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde, arroz com feijão, matar a saudade. O aumento, a casa, o carro que você sempre quis. Ou são os sonhos que te fazem feliz? Dormir na rede, matar a sede, ler, ou viver um romance? O que faz você feliz? Um lápis, uma letra, uma conversa boa, um cafuné, café com leite, rir à toa. Um pássaro, um parque, um chafariz ou será um choro que te faz feliz? A pausa pra pensar… sentir o vento, esquecer o tempo. O céu, o sol, um som, a pessoa ou o lugar? Agora me diz... O que faz você feliz?❞ Arnaldo Antunes

Espero que você tenha felicidade suficiente para tornar-se doce; provas suficientes para tornar-se forte; dores suficientes para ser um humano autêntico; esperança suficiente para ser feliz, recordando que as pessoas mais felizes nem sempre são as que têm o melhor de tudo.Madre Teresa de Calcutá

❝A gente fica imaginando que a vida haverá de chegar depois da formatura, do casamento, do nascimento, da viagem, da promoção, da loteria, da eleição, da casa nova, da separação, da aposentadoria... E ela não chega, porque a alegria não mora no futuro, mas só no agora.❞ Rubem Alves

❝É um luxo poder desfrutar da nossa própria companhia, em momentos de solidão por opção. Conhecer o que nos faz bem, o que nos completa, o que nos basta. Encontrar respostas no silêncio ou recarregar as energias num banho morno, numa xícara de chá, numa leitura agradável, num filme cheio de significado. Às vezes as respostas que buscamos estão à nossa espera, mas ocupados que estamos com o burburinho do mundo, não damos chance delas virem à tona.❞ Fabíola Simões

❝Para o dia que chega eu abro as janelas da alma e do coração. É assim que a gente se inunda de vida: Deixando o sol iluminar tudo por dentro.❞ Erica Gaião

❝A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.❞ Eduardo Galeano

❝Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo.❞ Carlos Drummond de Andrade

❝Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método de lidar com a escuridão dos outros.❞ Carl Gustav Jung

❝Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos.❞ Antoine de Saint-Exupéry

❝E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.❞ Nietzsche

❝Olhe para dentro, para as suas profundezas, aprenda primeiro a se conhecer.❞ Sigmund Freud

❝Os delírios verbais me terapeutam...❞ Manoel de Barros

❝Não existe o acaso, nem a coincidência. Nós, todos os dias, caminhamos para lugares e pessoas que nos esperam desde sempre.❞ Judite Dembech

❝Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial.❞ Rubem Alves

❝Há que ter algum sonho correndo nas veias e um grão de loucura faiscando na alma...❞ Lya Luft

❝Abandone o mau hábito de querer agradar a todos. As coisas grandes, são para os grandes; as profundezas, para os profundos; as delicadezas, para os refinados; as raridades, para os raros.❞ Nietzsche

❝Existem pessoas raras, sentimentos nobres e almas puras... Ainda há sorrisos sinceros, abraços que curam, palavras que cicatrizam. Existe quem ama, sem falar em amor... Ah, existe sim!❞ Layde Lopes

❝Eu não tenho muitas respostas. O que eu tenho é fé. E uma vontade bonita, toda minha, de crescer.❞ Ana Jácomo

❝Não sei... Se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.❞ Cora Coralina

❝Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar.❞ Rubem Alves

❝Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente!❞ Machado de Assis

❝Fechei os olhos e pedi um favor ao vento... Leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas... Daqui para frente levo apenas o que couber no bolso e no coração. [...] Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros... Mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.❞ Cora Coralina

❝Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.❞ Chico Xavier

Perseverança...

Perseverança...
❝Dai-me Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo, um ponto de partida para um novo avançar.❞ Cecília Meireles

Gratidão! ♥ ♥ ♥

Gratidão! ♥ ♥ ♥
❝Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir.❞ Ana Jácomo

❝É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante.❞ Nietzsche

♪♩ ❝Segura teu filho no colo, sorria e abrace teus pais enquanto estão aqui. Que a vida é trem-bala, parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir...❞♪♩ Ana Vilela

❝Quero apenas cinco coisas... Primeiro é o amor sem fim. A segunda é ver o outono. A terceira é o grave inverno. Em quarto lugar o verão. A quinta coisa são teus olhos. Não quero dormir sem teus olhos. Não quero ser sem que me olhes. Abro mão da primavera para que continues me olhando.❞ Pablo Neruda

❝Se você não puder apreciar a sua própria companhia, quem mais vai apreciá-la?❞ Osho

❝A alma não tem segredo que o comportamento não revele.❞ Lao Tsé

❝Conhece-te. Aceita-te. Supera-te.❞ Santo Agostinho

❝Quantas vezes tentaram adivinhar o que sentíamos, e erraram. Julgaram nossas ações, e erraram. Tiveram certeza sobre nossos propósitos, erraram. O que somos de verdade e o que queremos de fato, só nós sabemos. Só nós. Sós.❞ Martha Medeiros

❝Esqueça essa história de querer entender tudo. Em vez disso, viva, em vez disso, divirta-se! Não analise, celebre!❞ Osho

❝Já sobrevivi a tantas tempestades, renasci de tantos abismos, me reencontrei tantas vezes e mesmo assim penso que não tenho tanta força, mas a verdade é que já superei tantas viagens, tenho acumulada tanta bagagem que recomeçar se tornou meu destino. E assim sigo, florescendo a cada minuto (renascendo de dentro para fora).❞ Vitor Ávila

❝Seja comum, seja simples, seja você quem for. Não há necessidade de ser importante, a única necessidade é de ser real. Ser real é existencial. Ser importante é viagem do ego.❞ Osho

❝Te ama quem: conhece tuas esquisitices. E ainda te olha com o coração.❞ Rita Maidana

❝Eu quando olho nos olhos, sei quando uma pessoa está por dentro, ou esta por fora. Quem está por fora, não segura um olhar que demora.❞ Paulo Leminski

❝E a gente faz. Refaz. Muda de ideia. Volta atrás. Recomeça. Insiste. Fica perdido. Se reencontra. Reinventa as coisas. Troca as bolas. Pede desculpa. Percebe que perdeu. Finge que aprendeu. Esquece a lição. Desacredita. Reduz sentimentos, depois acha que é tolice. Enfia a cara. Faz planos. Acorda dos sonhos. Percebe que há jeito. Se mete em encrenca. Jura nunca mais repetir a dose. Censura a experiência. Atira pedras. Promete melhorar. Alimenta esperanças. Consulta pessoas. Insulta o destino. Reprova a paciência. Lamenta as escolhas. Marca encontros. Chega atrasado. Reclama do destino. Esquece das promessas. Transpira desejos. Corre riscos. Supera traumas. Guarda vontades. A vida mal começa e a gente já fez tudo isso.❞ Ita Portugal

❝Não tenho como levar comigo todas as belezas do mundo... Mas eu presto atenção.❞ Fábio de Melo

❝Sem a música, a vida seria um erro.❞ Nietzsche

❝Sem a música, a vida seria um erro.❞ Nietzsche
❝Música é vida interior. E quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão.❞ Artur da Távola

Gratidão pela sua companhia! ♥ Volte sempre!

Gratidão pela sua companhia! ♥ Volte sempre!

Para você desejo...

Para você desejo...
❝Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade.❞ Autor desconhecido