Olá meus amores! Bom-dia! Vejam esse relato: “preciso de ajuda, para entender meu namorado. Um dia ele diz que me ama, na semana seguinte, some… desaparece, foge como se tivesse indeciso, confuso. Ora quer, ora não quer. Ora ama, ora não está nem aí. Desse jeito vou enlouquecer. Depois ele volta arrependido. Já estamos nessas idas e vindas há um ano e meio. Será que consigo ser feliz assim?”
Olá minha querida, seja bem-vinda! 🫶🏻 Acho que preciso te devolver essa pergunta: você consegue viver assim? E isso é felicidade para você? Você precisa repensar sobre essa questão com calma. Porque eu te garanto que isso não é uma vida feliz… a não ser que você queira viver assim, nesse caos, isso, não é um relacionamento saudável, viver na insegurança, na instabilidade emocional, na oscilação de humor e nessa montanha-russa de sentimentos, na imprevisibilidade do outro, não é todo mundo que consegue, não é todo mundo que aguenta e não é todo mundo que sustenta uma relação assim. E quer saber? Ninguém precisa tolerar isso… Meu amor, você está recebendo migalhas afetivas. Não queira ser a última opção de ninguém. Valorize-se, priorize-se! Imponha seus limites. Estabeleça uma comunicação assertiva com o outro explicando tudo o que você não vai mais aceitar daqui para frente e qual é o modelo de relacionamento que você merece e quer de hoje em diante. É muito simples, mas as pessoas não conversam, tendem a procrastinar, não querem discutir a relação. Relacionamento sério não é isso… isso pode ser um caso, um rolo, mas não estou vendo responsabilidade afetiva aqui, nem comprometimento, nem autorresponsabilidade. Vocês chamam isso de namoro, mas isso está longe de ser um namoro. Falta reciprocidade, falta consistência, falta respeito, falta verdade, falta maturidade, falta comunicação, falta empatia e sobra orgulho, soberba, vaidade, descaso e muito egoísmo. Você precisa colocar limites. Decida-se. Vamos entender o que pode estar acontecendo? Embora já quero adiantar que o ideal seria uma conversa bem séria e direta entre vocês e uma possibilidade de uma terapia para se fazer um estudo mais profundo e amplo, para ele ou para ambos, pois vocês dois não estão na mesma sintonia. Essa balança está pesando para um lado e está desproporcional por causa da falta de comprometimento. Quer a minha opinião sincera? Enquanto você permitir essa situação, de idas e vindas, ela vai se arrastar até você não aguentar mais. Quando você tolera tudo, cala o que incomoda, ou o que sente, aceitando migalhas para evitar conflitos e vai deixando passar uma coisa atrás da outra, a outra pessoa pode aprender, ainda que inconscientemente, que não precisa mudar para continuar tendo você. É um alto preço para se pagar. Isso são padrões de comportamentos e quanto mais você aceitá-lo de volta todas às vezes, você reforça mais e mais esse comportamento que está minando essa relação. À medida que você dá um basta nisso e diz: “Sabe, do jeito que está não deve continuar.” “Daqui para frente eu não vou mais aceitar certos comportamentos e nem quero mais essas idas e vindas.” Ou… “Se você for, nem precisa voltar mais.” Você pode modificar essa situação. E não adianta falar da boca para fora, é falar e agir.
Tem outra coisa aqui, vocês ainda nem chegaram na fase do amor, pois estão vivenciando a fase da paixão que dura aproximadamente uns dois anos, e já estão nesse “cabo de guerra”. Há muitas coisas que você realmente precisa repensar.
Bom, vamos tentar entender, podem ser n causas, vou falar apenas de algumas… e ainda assim, vão ficar faltando muitas outras. Vem! 😉
Uma pessoa pode dizer sinceramente “eu te amo” e ainda assim fugir quando a relação começa a exigir presença, entrega e responsabilidade emocional. Isso não significa necessariamente que o sentimento seja falso. Às vezes, significa que o sentimento existe, mas o outro não tem a capacidade de sustentá-lo. Na psicologia, isso pode aparecer de algumas maneiras, em forma de medo, imaturidade, autossabotagem, apego evitativo… a lista é grande.
Medo da intimidade: a pessoa deseja proximidade, mas quando percebe que está emocionalmente exposta, recua.
Medo de ser ferida: quanto mais importante alguém se torna, maior pode ser o medo de perdê-lo. Aí a pessoa tende a abandonar primeiro para não ser abandonada.
Padrão de apego evitativo: algumas pessoas aprenderam a proteger-se mantendo certa distância emocional. Querem vínculo, mas sentem desconforto quando o vínculo fica profundo. E quando aquele vínculo é intenso demais, podem sentir-se inseguros e fugir. “Brigam” com os próprios sentimentos… resistem, sofrem e fogem.
Conflito interno: uma parte quer ficar; outra associa relacionamento a perda de liberdade, querendo viver outras situações por aí também, e vem a indecisão e a confusão, além da oscilação de desejos.
Baixa capacidade de lidar com vulnerabilidade: amar significa permitir que alguém nos conheça de verdade. Para algumas pessoas, isso é muito assustador e perturbador. Porque na maioria das vezes, nem elas se aceitam completamente ou profundamente e na mente delas, seria impossível alguém também aceitá-las do jeito que elas são, entende? E aqui um ponto importante, eu nem vou citar baixa autoestima, porque ela já está inserida em todos esses contextos que estou abordando com você. A baixa autoestima e a falta de autoconfiança, e em alguns casos, imaturidade emocional são o cerne de toda essa questão aqui, que está bem enraizada.
Além disso, experiências anteriores traumáticas, podem contribuir… como rejeição, traição, relações abusivas ou modelos familiares, que podem ensinar, mesmo sem consciência, que amar é perigoso, que amar é sofrer, que a felicidade não existe, que o amor é uma ilusão… Quem cresce ouvindo isso da família, têm muitas crenças limitantes e pode apresentar dificuldades de se relacionar com alguém.
Mas existe uma distinção importante: entender não significa justificar. Uma pessoa pode ter medo de amar e, ainda assim, machucar alguém. Pode possuir sentimentos verdadeiros e, ao mesmo tempo, oferecer uma relação instável. E quem está do outro lado não precisa transformar-se em terapeuta, investigador ou salvador, para provar que aquele amor existe. Porque, no fim, há uma pergunta mais importante do que: “Ele me ama?” Para ser sincera aqui nessa situação a pergunta mais importante é: “Ele consegue permanecer quando amar deixa de ser apenas sentimento e passa a exigir presença, escolha, diálogo e atitude?”
Resolver essa situação começa por uma coisa difícil, mas libertadora: parar de tentar resolver sozinha o medo que pertence ao outro. Se alguém ama, mas foge do amor, a saída não é correr atrás cada vez que essa pessoa se afasta. Isso pode criar um ciclo vicioso: ela foge, você procura, ela se sente pressionada, foge novamente, você tenta recuperar, e os dois ficam presos numa dança emocional exaustiva.
O caminho mais saudável costuma ser este: conversar sobre o comportamento, não apenas sobre o sentimento. Em vez de perguntar somente “você me ama?”, é mais importante perguntar: “O que acontece dentro de você quando nossa relação fica mais próxima?”
E também: “Do que exatamente você tem medo?” Às vezes, a pessoa nem consegue nomear. Mas precisa começar a olhar para isso.
Infelizmente, alguém pode amar e não estar preparado emocionalmente para viver uma relação saudável, porque sentimento não substitui maturidade emocional. Não adianta alguém dizer “eu te amo” se, diante da intimidade, desaparece, silencia, rejeita, cria distância ou deixa o outro constantemente inseguro e em sofrimento.
O relacionamento precisa de duas coisas: sentimento e capacidade de permanecer.
Você pode dizer, de maneira tranquila: “Eu compreendo que você tenha medo. Não quero pressioná-lo, mas também não posso viver em uma relação em que você se aproxima e depois desaparece emocionalmente. Isso me causa insegurança, tristeza e angústia.” Isso muda completamente a dinâmica. Você não está dizendo: “Pare de ter medo.” Está dizendo: “Seu medo merece compreensão, mas meus sentimentos também merecem consideração.”
E o fundamental de tudo: a pessoa precisa querer enfrentar o próprio padrão. Se existe um padrão antigo de fuga, dificilmente ele desaparece apenas porque encontrou alguém que ama. É preciso consciência, disposição para conversar e, dependendo da intensidade… psicoterapia pode ajudar bastante a compreender de onde vem esse medo e como construir uma forma mais segura de se relacionar.
Mas existe uma condição essencial: a pessoa precisa querer mudar. Você pode oferecer segurança, porém não pode fazer o trabalho emocional por ela.
E nunca confundir insistência com amor. Esse talvez seja o ponto mais delicado. Quando alguém se afasta, é natural querer recuperar a proximidade. Mas, se você sempre corre atrás, pode acabar ensinando à relação que um foge e o outro sustenta tudo sozinho. O amor saudável precisa conseguir sobreviver a uma conversa difícil sem precisar desaparecer. E existe uma pergunta que eu considero decisiva: Depois que você demonstra compreensão, oferece espaço e estabelece limites, essa pessoa se movimenta na sua direção? Porque aí está a diferença entre alguém que tem medo, mas quer aprender a amar melhor, e alguém que simplesmente usa o medo como justificativa para nunca se comprometer emocionalmente.
No primeiro caso, existe caminho. No segundo, você pode passar anos tentando abrir uma porta que a outra pessoa insiste em manter fechada. E talvez a solução mais madura seja justamente essa: “Eu não preciso obrigar você a ficar. Preciso descobrir se você é capaz de escolher ficar.”
Não queira ser a salvação de ninguém. Cada um precisa aprender a amadurecer com as próprias experiências. E uma coisa eu preciso te falar, amor não deveria ser uma perseguição. Deveria ser um lugar onde duas pessoas, mesmo com seus medos, aprendem gradualmente a não fugir uma da outra. Senão minha querida, vocês vão ficar eternamente nessa “corrida” de gato e rato. A pergunta que não quer calar é: Você consegue ser feliz assim?
Talvez o maior conselho que posso te dar seja não se esquecer de você mesma enquanto tenta compreender os medos do outro. Você merece viver um amor que dialogue com a mulher que você é, com a sua maturidade emocional, com aquilo que aprendeu sobre si mesma e com a forma como deseja ser amada. Não precisa deixar de compreender o outro, mas também não precisa permanecer em uma relação que lhe oferece mais dúvidas do que segurança, mais ausências do que presença e mais espera do que reciprocidade. Você merece um relacionamento saudável, que te dê uma completude, no qual duas pessoas possam reconhecer seus medos, conversar sobre eles e, ainda assim, escolher permanecer. Um amor que não exija que você diminua suas necessidades para acomodar as inseguranças de alguém.
Talvez amar também seja saber reconhecer quando é hora de parar de esperar que o outro consiga oferecer aquilo que, hoje, ele ainda não consegue oferecer.
Escolha um amor no qual você não precise se perguntar o tempo todo se é desejada, escolhida ou suficiente.
Porque você merece ser feliz não apenas sendo amada, mas sentindo-se amada, segura, respeitada e emocionalmente sendo protegida e acolhida dentro da relação. É impossível viver nessa instabilidade emocional. Amor também é estabilidade, é coerência, é presença, é responsabilidade afetiva. É trazer paz e equilíbrio para a relação. O contrário disso, pode minar o seu amor-próprio.
Só para finalizar… Você está tão focada no outro, que está esquecendo de si. E o caminho não é esse, é olhar mais para si e começar a se questionar… “O amor que existe aqui faz bem para mim?” “Eu consigo ser eu mesma nessa relação?” “Existe reciprocidade?” “Eu me sinto escolhida?” “Há espaço para a minha vulnerabilidade?” “Essa pessoa sabe demonstrar afeto?”
Talvez esse seja o verdadeiro propósito escondido dessa relação: não aprender a viver com menos amor, mas aprender a não confundir qualquer forma de amor com aquilo que você realmente precisa. Às vezes, a vida não coloca alguém diante de você para permanecer. Coloca alguém para revelar uma necessidade sua, uma ferida, um limite, uma parte sua que estava adormecida. Algumas pessoas ensinam pelo amor. Outras, pela ausência. Algumas ensinam como queremos ser amados. Outras nos ensinam, com uma precisão quase dolorosa, como nunca mais queremos nos sentir. Talvez o propósito seja esse. Saber escolher com mais autoamor. Olhar mais para si e entender porque você se conecta com pessoas que fazem isso com você. Quais partes suas precisam de cura?
Basta que você não aceite mais ser amada de uma maneira que faça você desaparecer de si mesma.
No fim, talvez esse seja o propósito: compreender que nem todo mundo será capaz de te amar como você deseja, mas isso não significa que você deve se contentar com pouco. O amor também precisa encontrar espaço como lealdade, presença, cuidado e reciprocidade para florescer. É complexo, é profundo, mas é necessário você entender isso… o outro te trata muitas vezes, da forma que você se trata. Não adianta amar muito alguém, é fundamental se amar também. Então, chegou a hora de compreender isso e se tratar com muito mais amor, autocuidado, respeito e se colocar em primeiro lugar. Tudo na nossa vida, principalmente o que acontece, nunca é sobre o outro… tudo é sobre você. Somos espelhos uns dos outros. O outro vai te revelar muitas coisas sobre você. Tenha sempre um segundo olhar… sobre você, sobre o outro e sobre a relação de vocês. O que o outro quer te revelar, não é sobre ele meu bem, é sempre sobre você… Sempre é sobre você. Preciso repetir isso. Por exemplo: se o outro não te respeita, você se respeita? Se o outro não te escuta, você se escuta? Se outro não te ama, você se ama? Quando você entende isso, e vira essa chave… você se cura e todos os seus relacionamentos se tornam muito melhores. O outro só revela o que está dentro de você, e suas feridas internas. Isso muda tudo. O segredo meu bem, é não aceitar mais migalhas emocionais e se amar profundamente e incondicionalmente sempre.
Vou ficando por aqui minha linda e te desejo toda a felicidade do mundo! Você merece ser feliz! Se cuide! ❣️🫶🏻😘 Beijos no coração!


















