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sexta-feira, 16 de julho de 2021

Alzheimer - Muitos doentes não sabem o próprio nome, mas reconhecem as canções que os emocionaram...

 

A área do cérebro que abriga as memórias musicais é menos danificada pela doença. Sem saber bem por que, a música é uma das poucas armas que os terapeutas têm para fazer frente à progressão da doença de Alzheimer. Apesar da devastação provocada por essa doença no cérebro e, especialmente, na memória, uma grande parte dos doentes conservam suas memórias musicais, mesmo nas fases mais tardias. Um estudo mostrou as possíveis causas desse fenômeno: a música é armazenada em áreas do cérebro diferentes daquelas do resto das memórias.

O lobo temporal, porção do cérebro que vai da têmpora à parte de trás da orelha é, entre outras coisas, a discoteca dos humanos. Ali é gerida nossa memória auditiva, inclusive as canções. Estudos com portadores de lesão cerebral respaldam a ideia de que guardamos a música em uma rede centrada nessa área. No entanto, o lobo temporal também é a primeira parte do cérebro a sofrer os estragos do mal de Alzheimer. Como se explica então que muitos doentes não saibam o próprio nome ou como voltar para casa, mas reconhecem aquela canção que os emocionou décadas atrás? Como alguns doentes são incapazes de pronunciar uma palavra, mas, entretanto, conseguem cantarolar melodias que fizeram sucesso quando ainda podiam se lembrar?

Para tentar responder a essas perguntas, pesquisadores de vários países europeus liderados por neurocientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig (Alemanha) realizaram um experimento duplo. Por um lado, procuraram as áreas do cérebro que são ativadas quando ouvimos música. Por outro lado, uma vez localizadas essas áreas, analisaram se, em pacientes de Alzheimer, tais áreas do cérebro apresentavam algum sinal de atrofia ou, ao contrário, resistiam melhor à doença.

Para localizar onde o cérebro guarda a música, os pesquisadores fizeram trinta indivíduos saudáveis ouvirem 40 trios de canções. Cada trio consistia em um tema muito conhecido tirado das paradas de sucessos desde 1977, canções de ninar e música tradicional alemã. As outras duas canções eram, pelo estilo, tom, ritmo ou estado de ânimo, semelhantes à primeira, mas foram selecionadas do grupo dos fracassos musicais para que não fossem conhecidas. Tal como explicado na revista Brain, o desenho do experimento foi baseado na hipótese de que a experiência de ouvir música é, para o cérebro, diferente daquela de lembrá-la e nos dois processos atuam diferentes redes cerebrais. Durante as sessões, a atividade cerebral dos voluntários foi registrada mediante a técnica da ressonância magnética funcional (fMRI). Eles descobriram que a música está alojada em áreas do cérebro diferentes das áreas onde outras memórias são armazenadas. "Ao menos os aspectos-chave da memória musical são processados em áreas do cérebro que não são normalmente associadas com a memória episódica, semântica ou autobiográfica", diz Jörn-Henrik Jacobsen, neurocientista do Max Planck e coautor do estudo. "Mas temos de ser muito cautelosos quando dizemos algo tão absoluto como isso", acrescenta com prudência. As áreas que apresentaram maior ativação ao rememorar as canções foram o giro cingulado anterior, localizado na região média do cérebro, e a área motora pré-suplementar, localizada no lobo frontal.

Parte dessa prudência pode vir da metodologia adotada para a segunda parte da pesquisa. O ideal teria sido poder estudar a localização das memórias musicais diretamente em pacientes com Alzheimer e não em pessoas saudáveis. Mas, como salienta Jacobsen, não é fácil conseguir que um número significativo de pacientes participe de um trabalho como esse. Além disso, existe também o problema de que muitos dos afetados conseguiam se lembrar da canção, mas não conseguiam verbalizar essa recordação. Por isso, foi realizarado um segundo experimento para ver se as áreas onde a música é armazenada são igualmente ou menos afetadas pela doença do esquecimento. Para isso, foram estudados 20 pacientes com a doença de Alzheimer e seus resultados foram comparados com os de outros trinta indivíduos saudáveis, ambos os grupos com média de idade de 68 anos. O objetivo era saber em que estado se encontravam as áreas musicais em relação ao resto do cérebro. No diagnóstico e no acompanhamento da doença são utilizados principalmente três biomarcadores, um deles é o grau de deposição do peptídeo β-amiloide, uma molécula que tende a se acumular formando placas nas fases iniciais da doença. Outra pista é a alteração do metabolismo da glicose no cérebro. E, finalmente, a atrofia cortical, um processo natural à medida que se envelhece, mas que na doença de Alzheimer é mais pronunciado.

As medições mostraram que os níveis de deposição de beta-amiloide não apresentaram diferenças significativas. Nas áreas musicais dos doentes o metabolismo da glicose estava em níveis normais e a atrofia cortical era até 50 vezes menor do que em outras áreas do cérebro. Para Jacobsen, "mostrar um hipometabolismo inferior e uma atrofia cortical em comparação com as outras áreas do cérebro significa que não são tão afetadas no curso da doença". E acrescenta. "Mas isso só pode ser observado, acredito que ninguém possa explicar por que isso é assim. No entanto, o giro cingulado anterior mostra uma conectividade aumentada nos pacientes de Alzheimer, o que poderia significar até mesmo que funciona como uma região que compensa a perda de funcionalidade das outras".

“As recordações mais duradouras são aquelas ligadas a uma experiência emocional intensa e a música tem uma relação estreita com as emoções; a emoção é uma porta de entrada para lembrar”, diz a musicoterapeuta da Fundação Alzheimer Espanha, Fátima Pérez-Robledo. Os resultados do estudo confirmam isso. “Muitos doentes não lembram o nome de algum parente, mas lembram da letra de uma canção”, diz ela.

Em seu trabalho diário, Pérez-Robledo atua muitas vezes como DJ. Se o paciente está em um estágio inicial, ele mesmo sugere as canções que o marcaram. “Procuramos em sua história musical as canções de sua infância, da adolescência, para evocar memórias. Os pacientes as escutam, dançam ou cantam”, diz a terapeuta. Quando o paciente já não pode dizer de que canções gostava, ela experimenta as músicas mais ouvidas quando era criança ou, como em muitos casos, é o cônjuge quem escolhe aquela canção que ouviam quando se conheceram.

Música ligada à emoção

“Os pacientes com Alzheimer que receberam uma intervenção de música familiar mostraram uma estabilização ou melhoria nos aspectos de autoconsciência”. Portanto, “a estimulação musical familiar pode ser considerada como um intensificador deste fator nestes pacientes”.

O documentário “Alive Inside…”

No documentário “Alive Inside” – a música para os doentes de Alzheimer uma das histórias abordadas é a de Henry que quando jovem era muito ligado à música.

Ele vive em uma instituição para idosos e tem dificuldades para reconhecer os familiares. Henry se transforma quando ouve sua música preferida. E mesmo depois que os fones são retirados, os efeitos benéficos permanecem. Ele fica mais ativo, atento e responde a perguntas com desenvoltura.

Fonte: El País

Como a ciência explica que nunca esquecemos de algumas músicas? "A primeira coisa que ocorre no cérebro quando ouvimos música é que nosso centro de prazer é ativado e libera dopamina, que é basicamente um neurotransmissor que nos deixa felizes", explica Robert Zatorre, que é músico, psicólogo e fundador do Centro de Pesquisa do Cérebro, Música e Som, no Canadá. As canções nos levam a um lugar e a um momento.

Mas como a música tem esse efeito na memória? Por que nunca esquecemos de nossas músicas favoritas?

"A música tem a capacidade dupla de criar e recuperar memórias dentro do cérebro humano", diz a psicóloga Lucía Amoruso, pesquisadora da Universidade de Buenos Aires na Argentina, que investiga aspectos do comportamento e da música.

"Quando as pessoas sofrem de demência senil ou Alzheimer, em muitos casos, a música é a única chave que lhes resta para desbloquear essas memórias." Normalmente, as músicas que memorizamos ficam no lobo frontal, onde está localizada nossa "discoteca" mental.

"No entanto, embora pareça que a música simplesmente nos dá prazer e o guardamos na memória, a verdade é que muito mais coisas acontecem em nossas cabeças", diz Zatorre.

Na ciência, essa correlação também é explicada pela conexão das melodias com a memória.

"Existem vários sistemas de memória: episódica, temporal, semântica, de curto prazo, de longo prazo", enumera Amoruso.

Assim como uma música pode fazer parte de um momento específico, como uma viagem inesquecível, o momento em que nos apaixonamos por alguém, uma conquista importante, o artista que interpreta a música ou a letra da música também desempenha um papel importante.

"Uma viagem, um momento, fazem parte da memória episódica, mas acontece que a música é interpretada por um artista que conhecemos bem, suas características, história... Aí também se ativa a memória semântica", afirma o especialista.

"Para ser armazenada em nosso cérebro, a música depende de todos esses sistemas de memória", acrescenta.

Para Zatorre, além desse processo, com a música, também existe um fenômeno associado à repetição.

"O que acontece quando gostamos muito de uma música? Nós a repetimos", diz ele.

"E não apenas por um breve período. Por exemplo, uma música que nos marcou quando tínhamos 15 anos, podemos ouvi-la muitas vezes pelo resto de nossas vidas. Ela acaba gravada na nossa memória de forma excepcional", explica Zatorre.

 Viralizou, anos atrás esse vídeo de uma idosa sentada em uma cadeira, que depois que alguém a fez ouvir a famosa peça de balé O Lago dos Cisnes, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, parece começar a dançar. Em sua cadeira de rodas,  realiza movimentos de balé com as mãos, quase como se estivesse diante de um auditório lotado. Mas a verdade é que ela estava em uma casa de repouso. Seu nome era Marta González, e ela sofria de Alzheimer (faleceu em 2019, logo após a gravação do vídeo). Mas ela havia estudado balé em Cuba e não havia esquecido aqueles belos movimentos do Lago dos Cisnes, apesar do avanço da doença. E eles foram ativados ao ouvir a música.

No entanto, nem qualquer música pode ser usada para tratar pessoas afetadas por demência senil ou Alzheimer.

"Não se pode dizer com certeza que a música é a última coisa que esquecemos. Muitos pacientes com Alzheimer não reagem aos tratamentos com música", diz Zatorre.

Mas o especialista aponta uma diferença: quando a música para o tratamento é escolhida pelo paciente é quando há os melhores resultados.

Fonte: BBC

domingo, 17 de janeiro de 2016

ALZHEIMER: UMA MOLÉSTIA ESPIRITUAL...



Dr. Américo Marques Canhoto, médico especialista, casado, pai de quatro filhos, nasceu em Castelo de Mação, Santarém, Portugal. Médico de família desde 1978. 

Atualmente, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto – Estado de São Paulo – Brasil. 

Recebia pacientes que se diziam indicados por um médico: Dr. Eduardo Monteiro. 

Procurando por este colega de profissão, descobriu que esse “médico” era um espírito, que lhe informou: “Alzheimer acima de tudo é uma moléstia que reflete o isolamento.” 
Queremos dividir com os leitores um pouco de algumas das observações pessoais a respeito dessa moléstia, fundamentadas em casos de consultório e na vida familiar – dois casos na família. 
Além de trazer à discussão o problema da precocidade com que as coisas acontecem no momento atual. 
Será que as projeções estatísticas de alguns anos atrás valem para hoje? 
Serão confiáveis como sempre foram? 
Se tudo está mais precoce, o que impede de doenças com possibilidade de surgirem lá pelos 65 anos de idade apareçam lá pela casa dos 50 ou até menos? 
Alerta 
É incalculável o número de pessoas de todas as idades (até crianças) que já apresentam alterações de memória recente e de déficit de atenção (primeira fase da doença de Alzheimer). Lógico que os motivos são o estilo de vida atual, estresse crônico, distúrbios do sono, medicamentos, estimulantes como a cafeína e outros etc. 
Mas, quem garante que nosso estilo de vida vai mudar? 
Então, quanto tempo o organismo suportará antes de começar a degenerar? 
É possível que em breve tenhamos jovens com Alzheimer? 
Alguns traços de personalidade das pessoas portadoras de Alzheimer, que em nossa experiência temos observado, algumas características se repetem: 
– Costumam ser muito focadas em si mesmas; 
– Vivem em função das suas necessidades e das pessoas com as quais criam um processo de co-dependência e até de simbiose. A partir do momento que a outra pessoa passa a não querer mais essa dependência ou simbiose, o portador da doença (que ainda pode não ter se manifestado), passa a não ter mais em quem se apoiar e, ao longo do tempo, desenvolve processos de dificuldade com orientação espacial e 
temporal; 
– Seus objetivos de vida são limitados (em se tratando de evolução); 
– São de poucos amigos; gostam de viver isoladas; 
– Não ousam mudar; conservadoras até o limite; 
– Sua dieta é sempre a mesma. (os alimentos que fogem às suas preferências, fazem-lhes mal; portanto, os alimentos são muito restritos); 
– Criam para si uma rotina de ratinho de laboratório; 
– São muito metódicas (sempre os mesmos horários e sempre as mesmas coisas, mesmos alimentos, mesmas roupas); 
– Costumam apresentar pensamentos circulares e ideias repetitivas bem antes da doença se caracterizar; 
– Cultivam manias e desenvolvem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo); 
– Teimosas, desconfiadas, não gostam de pensar; 
– Leitura os enfastia; 
– Não são chegadas em ajudar o próximo; 
– Avessas à prática de atividades físicas; 
– Facilmente entram em depressão; 
- Agressividade contida; 
– Lidam mal com as frustrações que sempre tentam camuflar; 
– Não se engajam em nada, sempre dando desculpas para não participar; 
– Apresentam distúrbios da sexualidade como impotência precoce e frigidez; 
– Bloqueadas na afetividade e na sexualidade, algumas têm dificuldades em manifestar carinho. 
Para elas um abraço, um beijo, um afago requer um esforço sobre-humano; 
Gatilhos que costumam desencadear o processo 
Na atualidade, a parcela da população que corre mais risco, são os que se aposentam – especialmente os que se aposentam cedo e não criam objetivos de vida de troca interativa em sequência. Isolam-se. 
Adoram TV porque não os obriga a raciocinar, pois não gostam de pensar para não precisar fazer escolhas ou mudanças. 
Avarentos de afeto e carentes de trocas afetivas, quando não podem vampirizar os familiares ou parentes, deprimem-se escancarando as portas para a degeneração fisiológica e principalmente para os processos obsessivos. 
Nessa situação degeneram com incrível rapidez, de uma hora para outra. 
O que é possível aprender como cuidador? 
Paciência, tolerância, aceitação, dedicação incondicional ao próximo, desprendimento, humildade, inteligência, capacidade de decidir por si e pelo outro. 
A dieta influencia 
Os portadores da doença costumam ter hábitos de alimentação sem muita variação, centrada em carboidratos e alimentos industrializados. 
Descuidam-se no uso de frutas, verduras e legumes frescos, além de alimentos ricos em ômega 3 e ômega 6. 
Devem consumir mais peixe e gorduras de origem vegetal (castanha do Pará, nozes, coco, azeite de oliva extra virgem, óleo de semente de gergelim). 
Estudos recentes mostram que até os processos depressivos podem ser atenuados ou evitados pela mudança de dieta. 
Doença silenciosa? 
Nem tanto, pois avisos é que não faltam, desde a infância. 
Analisando e estudando as características da criança, é possível diagnosticar boa parte dos problemas que se apresentarão para serem resolvidos durante a atual existência, até o problema da doença de Alzheimer. 
Dia após dia, fase após fase o quadro do que nos espera no futuro vai ficando claro. 
O mal de Alzheimer é hereditário? Pode ser transmitido? 
Sim pode, mas não de forma passiva, inscrito no DNA, e sim, pelo aprendizado e pela cópia de modelos de comportamento. 
Remédios resolvem? 
Ajudar até que ajudam, mas resolver é impossível, ilógico e cruel, se possível fosse; pois, nem todos têm acesso a todos os recursos ao mesmo tempo. 
Remédios usados sem a contrapartida da reforma no pensar, sentir e agir podem causar terríveis problemas de atraso evolutivo individual e coletivo, pois apenas abrandam os efeitos sem mexer nas causas. 
Remédios previnem? 
Claro que não; apenas adiam o inexorável. 
Quanto a isso, até os cientistas mais agnósticos concordam. 
Um dos mais eficazes remédios já inventados foram os grupos de apoio à terceira idade. 
A convivência saudável e as atividades que possam ser feitas em grupo geram um fluxo de energia curativa. 
A doença de Alzheimer, acima de tudo, é uma moléstia que reflete o isolamento do espírito que se torna solitário por opção. O interesse pelos amigos é um bom remédio. 
O ato de nos vacinarmos contra a doença de Alzheimer é o de estudar as características de personalidade, caráter e comportamento dos que a vivenciam, para que não as repitamos. A melhor e mais eficiente delas é o estudo, o desenvolvimento da inteligência, da criatividade e a prática da caridade. 
Quer evitar tornar-se um Alzheimer? 
Torne sua vida produtiva, pratique sem cessar o perdão e a caridade com muito esforço e inteligência. 
Muito mais há para ser analisado e discutido sobre este problema evolutivo que promete nos visitar cada dia mais precocemente. 
Além das dúvidas que levantamos, esperamos que os interessados não se furtem ao saudável debate. 
“O desapego é necessário para o crescimento espiritual.” 
E aqui fica a célebre frase de todo doente de Alzheimer: 
“Quero voltar para minha casa” 
Que casa seria esta? 
“Talvez você esqueça amanhã as palavras gentis que disse hoje, mas a pessoa que recebeu lembrará por toda a vida”. (Dale Carnegie)

Fonte: Alternativa Espírita

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Filme: Para Sempre Alice... Eu recomendo esse filme...


Minha família está convivendo com o Alzheimer aproximadamente 7 anos. Minha avó tem Alzheimer, e semanas atrás assisti ''Para Sempre Alice''... li o livro também e para falar a verdade, indico mais o livro do que o filme, pois o livro sempre é melhor. O filme é muito resumido, superficial em comparação ao livro, no entanto, quem não tiver tempo de ler o livro, que assista ao filme. Indico também aos profissionais de saúde, cuidadores, amigos e familiares dos portadores de Alzheimer.

Alice sempre foi uma mulher de certezas. Professora e pesquisadora bem sucedida, ela sempre se destacou em sua área de atuação e sempre participou de debates e conferências. Não havia referências bibliográficas que não guardasse de cor. Alice sempre foi antes de tudo uma mulher racional. Sempre gostou de planejar a vida no seus mínimos detalhes. Sempre acreditou que poderia estar no controle. Mas nada é para sempre. Mas como? Perto de completar cinquenta anos, Alice começa a esquecer, no início coisas sem importância, ela achava que era o estresse ou a chegada da menopausa. Até que um dia, ela se perde a caminho de casa. Ironicamente, a professora de memória mais afiada de Harvard é diagnosticada precocemente com mal de Alzheimer. Daqui para frente haverá poucas certezas para Alice. Ela terá que reinventar, a cada dia, a própria vida, terá que abandonar o controle de tudo, terá que aprender a se deixar cuidar, terá que conviver com a única certeza que parece lhe restar: a de que ela não será a mesma daqui um mês.

''A realidade é que não sei, não me lembro do ontem nem do ontem antes dele. Temo com frequência o amanhã. E se eu acordar e não souber quem é o meu marido? E se não souber onde estou nem me reconhecer no espelho? Quando deixarei de ser eu mesma?

''Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade.''

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Alzheimer de Allie...


Não podíamos prever o futuro, mas, pensando bem, quem é que pode? Agora não vivo como esperava. E o que eu esperava? A aposentadoria, visitas dos netos, talvez viajar mais. Ela sempre adorou viajar. Eu achava que pudesse iniciar um passatempo novo... mas não sou uma pessoa amarga.
A nossa vida não pode ser medida pelos nossos anos finais, disso eu estou certo, e acho que já devia ter antevisto o que nos aguardava... Às vezes ela escrevia o ano errado quando preenchia um cheque, mas eu descartava esse tipo de equívoco como um simples erro que uma pessoa comete quando está pensando em outra coisa. Foi só quando os eventos mais óbvios começaram a ocorrer que passei a suspeitar do pior.
Um ferro de passar guardado dentro da geladeira, livros no forno. Outras coisas também. Mas no dia que a encontrei no carro, a três quarteirões da nossa rua, chorando sobre o volante, porque não conseguia encontrar o caminho de casa, foi quando fiquei realmente assustado. Ela também estava apavorada, porque, quando bati na janela do carro ela se virou para mim e disse,  ''Meu Deus, o que está acontecendo comigo? Por favor, me ajude". Senti um nó no estômago, mas não ousei pensar o pior. Seis dias depois fomos ver o médico, que deu início a uma série de exames...

_ Lamento muito ter de dizer isto a vocês, começou o Dr. Barnwell _, mas aparentemente você está nos primeiros estágios do mal de Alzheimer...

Meu mundo rodava em círculos, e eu senti que o braço dela agora apertava com mais força o meu. Ela sussurrou, quase para si mesma: ''Oh, Noah... Noah''.

É uma doença estéril, vazia e sem vida como um deserto. É um ladrão de corações, almas e lembranças... É uma desordem degenerativa do cérebro que afeta a memória e a personalidade... não existe cura nem há tratamento... Não há como saber a que velocidade ela evolui... Varia de pessoa para pessoa... Eu gostaria de saber mais... Alguns dias serão melhores que outros... Piora com a passagem do tempo...

Já faz quatro anos agora, dos nossos cinco filhos, quatro estão vivos, e, embora para eles seja difícil e trabalhoso virem nos visitar, aparecem aqui muitas vezes e eu sou grato por isso...

_ Eu não quero ferir seus sentimentos, porque você tem sido tão bom para mim, mas...

Eu espero. As palavras dela me machucam. Vão arrancar um pedaço do meu coração e deixar uma cicatriz.

_  Quem é você?

Do livro: Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks

sábado, 13 de abril de 2013

Livro: Diário de uma Paixão...


Terminei de ler o livro Diário de uma Paixão, best seller de Nicholas Sparks, que relata uma verdadeira história de amor entre dois jovens, Noah Calhoun e Allison Nelson (Allie).  
Tudo parece perfeito, até que a família de Allie a impede de continuar a vê-lo, devido à enorme diferença de classe social entre eles.  Não posso falar muito sobre esse livro, senão estragarei toda a beleza dessa história.

Só posso dizer que o livro fala sobre a paixão, o amor, a doença de Alzheimer, a velhice, os planos e as escolhas de cada um.

Uma história que vai fazer você lembrar dela por toda a vida. Peguei o livro e em três dias terminei de lê-lo. Não conseguia mais parar, de tão lindo que é esse livro.

Eu recomendo esse livro para aqueles que gostam de um bom romance!

"Quando vejo você de manhã, minha querida, antes de você tomar banho ou em seu estúdio, coberta de tinta, os cabelos embaraçados e os olhos cansados, sei que você é a mulher mais bonita do mundo''.  

''Estou aqui porque é aqui que tenho de estar. Não é assim tão complicado. Você e eu estamos nos divertindo. Não faça pouco-caso do tempo que passo com você. Não é um tempo perdido. É o que quero. Sento-me aqui, conversamos e penso comigo mesmo, ''O que poderia ser melhor do que isto que estou fazendo agora''?

"Nas horas de luto e sofrimento eu vou abraçar e embalar você, e farei da sua tristeza a minha tristeza. Quando você chorar, eu vou chorar; quando você sofrer, eu vou sofrer. Juntos tentaremos estancar a maré de lágrimas de desespero; juntos vamos superar os obstáculos das esburacadas ruas da vida''.

Com certeza irei ler os outros livros de Nicholas Sparks que escreve brilhantemente.

sábado, 6 de outubro de 2012

Visitas à velha senhora... Lindo texto!



Alguma dura experiência me ensinou que nem sempre a vida é o bem supremo: o bem supremo seria uma vida em que, em qualquer idade, houvesse espaço para afetos e projetos. 
Mesmo na avançada velhice, havendo exercício de ternura e algum desejo – ainda que admirar a paisagem pela janela –, a vida valeria a pena. 
Para que não pensem que meu olhar otimista ignora o lado da sombra, relato aqui um pouco das minhas inúteis e profundamente tristes visitas a uma velha dama, para quem há vários anos me tornei apenas isso: uma desconhecida que está de passagem. 

Primeiro eu a encontrava em seu apartamento com os móveis pessoais e objetos de antigamente. Depois passei a vê-la no quarto da clínica onde recebe cuidados que em casa já era impossível dar. Seu universo reduzira-se ao mundo interior: ali comemorava quinze anos, ali era noiva ou tinha um bebê.

Geralmente ostentava um sereno ar de devaneio; em certas horas dialogava enfaticamente com quem só ela podia ver. 
Mais bem-humorada na alienação do que nos últimos anos de lucidez ameaçada, que eventualmente a assustava muito:  
– Você acha que eu estou ficando doida? 
– Claro que não, mas que bobagem. Todo mundo às vezes se esquece, ou faz qualquer coisa que depois parece esquisita. 
Mesmo na clínica, em certos momentos parecia a elegante anfitriã que um dia fora: “Você quer um chá?”, perguntava duas, cinco, dez vezes, não por insistência mas porque ao indagar já o esquecia. Era um lampejo da que outrora recebia amigos na sua sala entre velhos tapetes persas e vasos de cristal onde floresciam como requintadas esculturas as inesquecíveis rosas do seu jardim, de nomes hieráticos e belos.

No começo me reconhecia, para logo me confundir com outras pessoas; depois nunca mais percebeu quem eu era. O discreto quarto de agora e a casa de outros tempos fundiram-se, primeiro numa paisagem esfumada, e nos últimos anos em praticamente nada. Limbo.
O que sonha, na redoma da sua desmemória? Quando inventa palavras, o que realmente quer dizer... ou não quer dizer mais nada?
Embora dominada pela enfermidade que lhe trava cérebro e corpo, ela resiste ao tempo e ao meu desejo de ao menos mais algum contato – resiste até mesmo à morte.
Às vezes eu a pressinto, a Senhora Morte, à espreita  num canto do aposento. Preguiçosa ou cruel, lixa as longas unhas roxas e cobre a cara com seus cabelos brancos de melancólica Rapunzel. Tem tempo, sabe esperar – espera demais.
Aconchegada na sua cápsula do tempo, da última vez que estive com a velha dama, ela, que há muito não falava, entreabriu os olhos e disse baixinho para si mesma, para alguém – para ninguém:
– Que bom estar assim, tão leve e tão jovem.
E voltou a enrolar-se no xale do seu enigma.
Um dia finalmente a Senhora Morte há de se compadecer: sem dor nem alarde soprará a chamazinha tênue, fechando a última porta desse corredor demasiado, e levará consigo essa que apenas perdura.
Mas o riso alegre, o passo enérgico, o perfume, a voz – e aquelas rosas – permanecerão comigo: imagens inapagáveis de quem na verdade já partiu, mesmo que ainda não tenham baixado todas as cortinas.

Lya Luft, do livro Pensar é Transgredir

domingo, 10 de abril de 2011

Estresse pode desencadear Alzheimer



O estresse psicológico na meia-idade pode levar ao desenvolvimento da demência na velhice, especialmente a doença de Alzheimer, diz um estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. O estudo foi feito a partir de dados coletados por um estudo longitudinal – de ampla amostragem e duração – que acompanhou mais de 1.400 mulheres durante 35 anos. Os dados iniciais da pesquisa, publicada no periódico Brain, foram colhidos pela primeira vez em 1968, com mulheres entre 38 e 60 anos. “O estresse, para esse estudo, foi definido como uma sensação de irritação, tensão, nervosismo, ansiedade, medo ou relacionado a problemas para dormir por mais de um mês, envolvendo assuntos relacionados ao trabalho, família, saúde e outros problemas”, detalha Lena Johansson, pesquisadora e principal autora do estudo.
Durante os 35 anos de duração do acompanhamento, 161 indivíduos desenvolveram demência, principalmente na forma da doença de Alzheimer. O risco para a demência era 65% maior nas mulheres que indicavam repetidos períodos de estresse na meia-idade em comparação àquelas que não haviam enfrentado tais problemas. As mulheres que haviam sofrido com o estresse por mais de três décadas consecutivas (independentemente da idade) também tinham o dobro de chance de desenvolver demência. “Esse é um dos primeiros estudos que mostram os efeitos do estresse na meia-idade e sua relação com o desenvolvimento da demência com o avanço da idade. Os resultados confirmam pesquisas anteriores feitas com modelos animais. O estresse já mostrou, anteriormente, estar relacionado ao aumento de problemas cardiovasculares, maior incidência de acidentes vasculares cerebrais (AVC), ataques cardíacos e hipertensão”, aponta a pesquisadora, que trabalhou em outro estudo que também ligou a má saúde cardiovascular ao desenvolvimento do Alzheimer. “Nosso estudo pode resultar em um melhor entendimento dos fatores de risco que levam à demência, mas ainda é um estudo inicial. São necessários outros estudos similares para que comprovemos os resultados”, finaliza. Evitar o estresse, entretanto, já se mostrou benéfico para a saúde de uma forma em geral, e mesmo sem estudos comparativos é possível recomendar que as pessoas se engajem em rotinas mais saudáveis para contrabalancear esse fator de risco.
Fonte: University of Gothenburg

sábado, 6 de novembro de 2010

Testamento de um Idoso com Alzheimer




Junto com meu testamento, no qual lego a meus filhos e amigos a minha vontade de viver e meu amor a Deus e a toda a criação, faço um pedido: se, por ventura, no meu cérebro a senilidade penetrar sorrateiramente, a demência se infiltrar inesperadamente e o esquecimento, a falta de lucidez e a confusão se intalarem, por favor, lembrem que:

. eventualmente, ainda tenho uma vaga ideia de minha identidade;
. gosto de ser chamada pelo meu nome, aquele que meus pais me deram;
. posso ainda saber onde estou e com quem estou;
. posso estar gostando ou não de onde estou e com quem estou;
. faço ainda questão de usar aquele tipo de sapato que toda a minha vida usei;
. gosto ainda de usar a roupa ao estilo que sempre preferi;
. a roupa dos outros colocada em mim me entristece;
. a falta de atenção em me ajudar na higiene pessoal me traz ansiedade;
. a comida de um estilo que não conheço não me apetece;
. as fraldas de vez em quando me incomodam e me deixam envergonhada;
. gostaria, às vezes, de caminhar para espairecer e ver a natureza;
. receber uma palavrinha me faz lembrar que sou gente;
. receber visitas me faz lembrar que ainda sou importante;
. receber um abraço e um beijo me diz que alguém ainda tem afeto por mim;
. a falta de sono não é proposital, nem intencional;
. a falta de interesse está além do meu controle;
. minha falta de jeito é inexplicável para mim mesma;
. o esquecimento me deixa traumatizada;
. tenho dores que às vezes não posso contar;
. nem sempre o que me fazem fazer é o que eu gostaria de estar fazendo;
. meu olhar vago não reflete o que sinto;
. e se não dou um abraço é porque os meus braços não me obedecem mais;
. se não dou um beijo é porque meus lábios não sabem mais o que fazer;
. se não te digo que valorizo sua dedicação e seu amor é porque a ponte se partiu e perdi o caminho que me levaria a compartilhar meus sentimentos com você."

ASS: UM SER HUMANO QUE ENVELHECE…

Extraído do livro: Doença de Alzheimer - Vivências e Cuidados, de Lilian Alicke (gerontóloga e ex-presidente da Associação Brasileira de Alzheimer).

sábado, 28 de agosto de 2010

Livro: Para Sempre Alice


Ontem à noite, terminei de ler o livro Para Sempre Alice, de Lisa Genova e recomendo para todos. Principalmente para os profissionais da área de saúde, para os cuidadores, amigos e familiares dos portadores de Alzheimer. É um livro revelador e fascinante, que mostra como o portador de Alzheimer sente, se comporta e enfrenta a sua doença.
Alice sempre foi uma mulher de certezas. Professora e pesquisadora bem sucedida, ela sempre se destacou em sua área de atuação e sempre participou com distinção de debates e conferências. Não havia referência bibliográfica que não guardasse de cor. Alice sempre acreditou na formação acadêmica como o melhor caminho para o sucesso profissional, e tentou convencer sua filha caçula, Lydia a seguir o exemplo de seus irmãos e abandonar o sonho de ser atriz. Alice sempre foi antes de tudo uma mulher racional. Sempre gostou de planejar a vida no seus mínimos detalhes. Sempre acreditou que poderia estar no controle. Mas nada é para sempre. Talvez só Alice seja para sempre. Mas como? Perto de completar cinquenta anos, Alice começa a esquecer, no início coisas sem importância, ela achava que era o estresse ou a chegada da menopausa. Até que um dia, ela se perde a caminho de casa. Ironicamente, a professora de memória mais afiada de Harvard é diagnosticada, precocemente com o mal de Alzheimer, uma doença degenerativa incurável. Daqui para frente haverá poucas certezas para Alice. Ela terá que reinventar, a cada dia, a própria vida, terá que abandonar o controle de tudo, terá que aprender a se deixar cuidar, terá que conviver com a única certeza que parece lhe restar: a de que ela não será a mesma pessoa daqui um mês.


'' Eu luto para encontrar as palavras que quero dizer e muitas vezes me ouço dizer as palavras erradas. "


" Às vezes derrubo coisas, levo muitos tombos e sou capaz de me perder a dois quarteirões de casa. E minha memória de curto prazo está por um fio, um fio esgarçado."


''Estou perdendo os meus ontens. Se vocês me perguntassem o que fiz ontem, o que aconteceu, o que vi, senti e ouvi, eu teria muita dificuldade para fornecer detalhes. A realidade é que não sei, não me lembro do ontem nem do ontem antes dele."


'' Temo com frequência o amanhã. E se eu acordar e não souber quem é o meu marido? E se não souber onde estou nem me reconhecer no espelho? Quando deixarei de ser eu mesma?"


" Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente. Num amanhã próximo esquecerei que estive aqui diante de vocês e que fiz este discurso. Mas o simples fato de eu vir a esquecê-lo num amanhã qualquer não significa que hoje eu não tenha vivido cada segundo dele. Esquecerei o hoje, mas isso não significa que o hoje não tem importância."


'' Ainda tenho uma esperança de cura para mim, para meus amigos com demência, para minha filha que tem o mesmo gene mutado. Talvez eu jamais consiga recuperar o que perdi, mas possa conservar o que tenho. E ainda tenho muito."
"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade."

Leia, é um livro muito interessante!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fitness Mental ou Cerebral


A preocupação com a saúde cresce a cada dia. Afinal, a prática diária de exercícios é capaz de garantir a boa qualidade de vida. Mas o que muita gente não sabe é que o cérebro também precisa de exercícios constantes para se manter saudável.

“Se os músculos se fortalecem com exercícios físicos, o cérebro é fortalecido a partir do exercício mental. O importante é sair do “automático”. É preciso fazer coisas que exijam atenção e concentração”, ensina Carla Correia, psicóloga especializada em programação neurolinguística e consultora de recursos humanos.

A ginástica pode fazer parte da rotina diária, de maneira prática e muito funcional. A ideia é exercitar o cérebro com algumas atitudes simples. Tente mudar trajeto habitual para o trabalho ou usar o relógio de pulso no outro braço. Existem exercícios mais complexos, como se vestir de olhos vendados, tomar banho com a luz do banheiro apagada, andar pela casa de trás para frente, ver as horas num espelho ou até mesmo ouvir uma música diferente do repertório de costume, buscando identificar um determinado instrumento musical, escovar os dentes e escrever com a outra mão, andar pela casa de olhos fechados, o que vale é usar a criatividade, o fundamental é não fazer nada automático, pois quando estamos fazendo algo automático o nosso cérebro não trabalha suficientemente, por isso precisamos sair da rotina.

É comum que cada pessoa exercite determinadas partes do cérebro mais do que as outras, por conta das atividades profissionais ou preferências pessoais, deixando outras áreas cerebrais sem estímulos. Por isso, o ideal é exercitar pontos menos exigidos no dia-a-dia. “Uma pessoa que lê muito, por exemplo, deve procurar atividades que exercitem outras áreas do cérebro, como fazer cálculos matemáticos, jogos de raciocínio ou de visão espacial”, diz.

Para manter o cérebro saudável, o ideal é praticar no mínimo três exercícios diferentes por dia. Vale lembrar que o cérebro tem capacidade ilimitada de aprendizagem. Com exercícios, ele pode aumentar sua eficiência e se manter ágil durante toda a vida.

Um exemplo de Fitness Mental ou Cerebral:
Encontre a sequência dos números de 1 a 60 no quadro.

1 21 4
29 11 58 26
19 7 12 50
15 41 34 18
53 3 42 56
45 5 28 22
17 51 44
55 9 8 20
35 13 40 14
49 31 52 60
3 43 21 38 46
49 17 32 24 28
27 59 19 6 10
23 47 58
15 22 32 48
57 33 39 16
37 51 2 36
25 30 54

Fonte:Globo.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Filme: Momentos Esquecidos


Um belo filme para refletir... sobre o Alzheimer. A luta da paciente (seus lapsos de memória, sua desorientação, seu sofrimento, seus sonhos e sua angústia).
Baseado em uma história real, o filme mostra a luta de Diane Friel McGowin (Mia Farrow), uma bem sucedida mãe de família e assistente jurídica de 40 anos. Ela está no auge da carreira quando é diagnosticada com mal de Alzheimer. Com receio de se tornar um peso para o marido (Martin Sheen) e os filhos, Diana esconde o início de sua doença. Ela vai `a procura de outros portadores de Alzheimer para saber o que eles sentem, pensam e como cada um está enfrentando a doença. Nessa sua jornada, ela encontra um professor de história, ou melhor dizendo, um ex-professor universitário, também portador do Alzheimer, que torna seu amigo. Diane, aprende a lidar com os problemas e sente que precisa do amor e do apoio de sua família.


Além do filme baseado em sua vida, Diane escreveu o livro Vivendo No Labirinto: O Mal de Alzheimer na Visão do Paciente.


O livro aborda a história de luta da própria paciente, acometida pela doença ainda aos 40 anos de idade, na busca de reconquistar o controle de sua vida. É um relato que nos leva, passo a passo, dos primeiros sintomas inócuos de confusão até as etapas progressivas de invalidade. Eu ainda não li, mas quero lê-lo.



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Alzheimer e a luz da alma




Texto de Lya Luft para refletirmos...

“Atenção aos que criticam quando retomo assuntos: é intencional, eu faço isso, seja aqui, seja na ficção ou na poesia. Todos temos dentro de nós temas que retornam, ressurgem, transfigurados, com diversas máscaras e roupagens, e insistem em aparecer: são os fantasmas de cada um. Em geral, manifestam-se na forma de sonhos, inexplicados medos, breves euforias. O assunto que hoje retomo é a doença de Alzheimer, abordado frequentemente em reportagens, artigos médicos, palestras de psiquiatras, e experiências dramáticas da vida real. Terrível doença que acompanhei intimamente por mais de uma década, quando foi ocupando, em minha velha mãe, tudo aquilo que antes tinha sido ela — que passou a não ser ninguém, ou a ser um enigma.

Aos poucos, de filha, fui me tornando a cuidadora, a visita e, por fim, a estranha. Seu universo fora reduzido ao próprio mundo interior: ali comemorava 15 anos, ali era noiva ou tinha um bebê, ali me tratava de “senhora”, ou me entregava algum pequeno objeto invisível que para ela devia ser muito precioso. “Cuidado!”, me recomendava, “cuidado com isso!”, e eu o recebia com as duas mãos em concha, para que ela não se afligisse. Foi ficando mais bem-humorada na alienação do que nos últimos anos de lucidez ameaçada, nos quais eventualmente perguntava:

“Será que estou ficando louca?”. E a gente respondia, tentando parecer natural: “Que bobagem, eu estou muito mais esquecida do que você!”.

Um dos dramas de quem convive com isso é aprender a entrar nesse mundo, e não tentar algemar a pessoa doente ao que para nós é a “realidade”, pois isso provoca angústia inútil. De alguma forma, aprendemos a acompanhar a pessoa amada para dentro dos limites de seu novo registro, procurando amenizar, não atormentar mais, até que isso se torna impossível. Quem amamos não sabe mais de nós. É dramático assistir ao abandono dos bons modos, ao isolamento social, ao desconhecimento dos familiares e amigos e, por fim, à reclusão total num aparente nada.

Eventualmente minha mãe parecia a mulher elegante de outros tempos: “Você quer uma bebida?”, perguntava dez vezes, porque ao indagar já o tinha esquecido, naquele território onde eu não era ninguém. O que se passaria naquela paisagem para mim vazia? Certamente havia consciência: pois minha mãe falava, ria, cantava baixinho para alguém que ninguém mais via, cada vez mais fechada ao meu desejo de algum contato. De mulher grande e saudável passou a uma velhinha minúscula, mas resistia à morte: essa tem lá a sua medida de tempo, que nunca entendemos. Quando é a sua hora, chega como uma faminta ave de rapina, ou aguarda como um lento animal que hiberna. Chega muito cedo, ou espera demais, às vezes.

Aconchegada na sua cápsula de fantasias, da última vez que vi minha mãe doente, ela, que havia muito não falava, entreabriu os olhos e disse nitidamente para si mesma, para alguém — para ninguém: “Que bom estar assim, tão leve e tão jovem”. Nem mais uma palavra, nem um brilho de reconhecimento no olhar quando me inclinei para ela. Logo se enrolou de novo nos lençóis e na ausência. Poucos dias depois, simplesmente não acordou mais. Fechava-se a última porta desse tão longo corredor pelo qual minha mãe tinha se perdido. A Senhora Morte chegou, com grande atraso, e num gesto casual recolheu a lamparina em que já não havia luz. Levou consigo a velha dama que na verdade fazia muitos anos deixara o palco da sua vida, cortinas ainda abertas e, nos bastidores, algumas vezes, o que parecia ser a sua voz, seu passo enérgico, e seu riso alegre — tudo que mais recordo dela agora.

Por que de repente resolvi voltar ao triste assunto? Talvez porque essa grande peste do século, sobre a qual pouco se sabe, seja um tão duro aprendizado para quem observa do lado de cá desse mistério. Não é preciso, aliás, haver motivo para uma crônica, pois muitas vezes elas se manifestam sozinhas: querem ser escritas, e eu assisto enquanto, neste computador, elas mesmas se escrevem.”

Fonte: Revista Veja

sábado, 10 de abril de 2010

Filme: Diário de Uma Paixão





Baseado no romance best-seller The Notebook de Nicholas Sparks, o filme Diário de Uma Paixão é uma história sobre oportunidades perdidas, amadurecimento e a força de um amor duradouro. Quando a adolescente Allie Hamilton (RACHEL McADAMS) vai passar o verão com a família na cidade litorânea de Seabrook, na Carolina do Norte, nos anos 40, conhece o garoto Noah Calhoun (RYAN GOSLING), que mora na cidade. Noah sente que é amor à primeira vista. Embora a menina seja de uma família rica e ele seja um operário, os dois se apaixonam profundamente durante um verão repleto de emoção e liberdade. Eles são separados pelas circunstâncias - e pela súbita eclosão da Segunda Guerrra Mundial, mas ambos permanecem assombrados pelas lembranças um do outro. Quando Noah volta para casa após a guerra, Allie se foi para sempre de sua vida, mas não do seu coração. Embora Noah ainda não saiba, Allie voltou a Seabrook, onde eles se apaixonaram. Ocorre que agora Allie está noiva de Lon (JAMES MARSDEN), um soldado abastado que conheceu quando foi voluntária num hospital. Décadas mais tarde, um homem (JAMES GARNER) lê um caderno antigo para uma mulher (GENA ROWLANDS) que visita regularmente no asilo. Embora a memória dela esteja prejudicada, ela se deixa envolver pela emocionante história de Allie e Noah - e por alguns breves momentos consegue reviver uma época de paixão e turbulência, em que eles juraram que ficariam juntos para sempre.

"Ela já não sabe quem eu sou, mas eu sei quem ela é. Ela não se lembra mais das coisas, mas eu jamais me esquecerei dela."
"O melhor amor é aquele que acorda a alma e faz com que avancemos. Aquele que planta um fogo em nosso coração e traz paz a nossa mente."

Um filme imperdível, com uma linda história de amor...eu recomendo!

Créditos

Se for compartilhar, respeite os créditos! Este blog segue a Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, que protege os direitos autorais, se for copiar, coloque o nome do autor. Muitas das imagens são minhas, outras foram coletadas na internet aparentemente sem nenhuma restrição ao uso público. Caso você saiba de alguma aqui publicada, sem identificação de autoria, ou indevidamente, peço que me informe para eu dar os devidos créditos, ou excluí-la. Obrigada!


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❝Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.❞ (Fernando Pessoa)

❝Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância eu estava no lugar correto e no momento preciso. E então, consegui relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Autoestima. Quando me amei de verdade, percebi que a minha angústia e o meu sofrimento emocional não são mais que sinais de que estou agindo contra as minhas próprias verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade. Quando me amei de verdade, deixei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a perceber que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje sei que isso se chama… Maturidade. Quando me amei de verdade, compreendi por que é ofensivo forçar uma situação ou uma pessoa só para alcançar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou que a pessoa (talvez eu mesmo) não está preparada. Hoje sei que isso se chama… Respeito. Quando me amei de verdade, me libertei de tudo que não é saudável: pessoas e situações, tudo e qualquer coisa que me empurrasse para baixo. No início a minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que isso se chama… Amor por si mesmo. Quando me amei de verdade, deixei de me preocupar por não ter tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os megaprojetos do futuro. Hoje faço o que acho correto, o que eu gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos. Assim descobri a… Humildade. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. E isso se chama… Plenitude. Quando me amei de verdade, compreendi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, é uma aliada valiosa. E isso é… Saber viver!❞ Charles Chaplin

❝A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade. A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante. A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”. A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer. A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro. A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição. A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio. A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”. A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé. A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo. A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém. A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo. A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti. A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar. A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir. A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo. A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer. A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir. A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe. A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre. A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver. A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo. A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir. A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração. A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los. A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo. A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti. ❞ Bert Hellinger

♫ ❝Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe... Só levo a certeza de que muito pouco sei ou nada sei...❞ ♫ (Almir Sater / Renato Teixeira)

Vivendo e aprendendo sempre...

❝A gente vai aprendendo que o caminho é mais importante do que o chegar, e que é necessário saber contemplar a paisagem pra escutar o que ela te comunica. A gente vai aprendendo que nem tudo que chega fica, mas que se veio, de alguma forma foi pra nos construir um pouco mais, ainda que na hora nos destrua. A gente vai percebendo, que muitas vezes, é do outro lado da rua que está algo que buscamos tanto, e que, a travessia se faz necessária, apesar de todos os riscos, de todos os prantos. A gente aprende, que um desenho vai muito além do traço e da cor, um desenho são linhas que o coração faz pra formar uma obra final. E aprendi, que o desenho da vida nunca fica igual ao longo dos anos, coisas se apagam, outras se rasuram, outras se acrescentam. Fui aprendendo que pra todo sentimento existe prazo de validade e que só a sabedoria, de mãos dadas com a idade, é capaz de esticá-los mais ou menos tempo dentro de nós. Aprendi a desaprender também, pois fui percebendo que ninguém pode chegar em mim além do que eu mesma permita. Assim, aprendi a esperar menos dos outros, pois vejo como tudo é frágil demais ou sensível de menos. Assim, aprendi a não esperar de alguém que não te alcança no coração, que te ultrapasse com atitudes, pois tudo, exatamente tudo que me proponho a me jogar, tem a altitude que eu escolhi ter. Aprendi "ComSequências" de erros, que se acerta ou se aceita diariamente quem tem como opção simplesmente SER.❞ Lilian Vereza

❝Nessa estrada quero achar gente doce, límpida, verdadeira e disposta. Quero topar com luz, desapego e paz.❞ Caio F. Abreu

O que faz você feliz?

O que faz você feliz?
❝O que faz você feliz? A lua, a praia, o mar, uma rua, passear. Um doce, uma dança, um beijo ou goiabada com queijo? Afinal, o que faz você feliz? Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde, arroz com feijão, matar a saudade. O aumento, a casa, o carro que você sempre quis. Ou são os sonhos que te fazem feliz? Dormir na rede, matar a sede, ler, ou viver um romance? O que faz você feliz? Um lápis, uma letra, uma conversa boa, um cafuné, café com leite, rir à toa. Um pássaro, um parque, um chafariz ou será um choro que te faz feliz? A pausa pra pensar… sentir o vento, esquecer o tempo. O céu, o sol, um som, a pessoa ou o lugar? Agora me diz... O que faz você feliz?❞ Arnaldo Antunes

Espero que você tenha felicidade suficiente para tornar-se doce; provas suficientes para tornar-se forte; dores suficientes para ser um humano autêntico; esperança suficiente para ser feliz, recordando que as pessoas mais felizes nem sempre são as que têm o melhor de tudo.Madre Teresa de Calcutá

❝A gente fica imaginando que a vida haverá de chegar depois da formatura, do casamento, do nascimento, da viagem, da promoção, da loteria, da eleição, da casa nova, da separação, da aposentadoria... E ela não chega, porque a alegria não mora no futuro, mas só no agora.❞ Rubem Alves

❝É um luxo poder desfrutar da nossa própria companhia, em momentos de solidão por opção. Conhecer o que nos faz bem, o que nos completa, o que nos basta. Encontrar respostas no silêncio ou recarregar as energias num banho morno, numa xícara de chá, numa leitura agradável, num filme cheio de significado. Às vezes as respostas que buscamos estão à nossa espera, mas ocupados que estamos com o burburinho do mundo, não damos chance delas virem à tona.❞ Fabíola Simões

❝Para o dia que chega eu abro as janelas da alma e do coração. É assim que a gente se inunda de vida: Deixando o sol iluminar tudo por dentro.❞ Erica Gaião

❝A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.❞ Eduardo Galeano

❝Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo.❞ Carlos Drummond de Andrade

❝Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método de lidar com a escuridão dos outros.❞ Carl Gustav Jung

❝Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos.❞ Antoine de Saint-Exupéry

❝E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.❞ Nietzsche

❝Olhe para dentro, para as suas profundezas, aprenda primeiro a se conhecer.❞ Sigmund Freud

❝Os delírios verbais me terapeutam...❞ Manoel de Barros

❝Não existe o acaso, nem a coincidência. Nós, todos os dias, caminhamos para lugares e pessoas que nos esperam desde sempre.❞ Judite Dembech

❝Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial.❞ Rubem Alves

❝Há que ter algum sonho correndo nas veias e um grão de loucura faiscando na alma...❞ Lya Luft

❝Abandone o mau hábito de querer agradar a todos. As coisas grandes, são para os grandes; as profundezas, para os profundos; as delicadezas, para os refinados; as raridades, para os raros.❞ Nietzsche

❝Existem pessoas raras, sentimentos nobres e almas puras... Ainda há sorrisos sinceros, abraços que curam, palavras que cicatrizam. Existe quem ama, sem falar em amor... Ah, existe sim!❞ Layde Lopes

❝Eu não tenho muitas respostas. O que eu tenho é fé. E uma vontade bonita, toda minha, de crescer.❞ Ana Jácomo

❝Não sei... Se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.❞ Cora Coralina

❝Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar.❞ Rubem Alves

❝Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente!❞ Machado de Assis

❝Fechei os olhos e pedi um favor ao vento... Leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas... Daqui para frente levo apenas o que couber no bolso e no coração. [...] Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros... Mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.❞ Cora Coralina

❝Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.❞ Chico Xavier

Perseverança...

Perseverança...
❝Dai-me Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo, um ponto de partida para um novo avançar.❞ Cecília Meireles

Gratidão! ♥ ♥ ♥

Gratidão! ♥ ♥ ♥
❝Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir.❞ Ana Jácomo

❝É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante.❞ Nietzsche

♪♩ ❝Segura teu filho no colo, sorria e abrace teus pais enquanto estão aqui. Que a vida é trem-bala, parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir...❞♪♩ Ana Vilela

❝Quero apenas cinco coisas... Primeiro é o amor sem fim. A segunda é ver o outono. A terceira é o grave inverno. Em quarto lugar o verão. A quinta coisa são teus olhos. Não quero dormir sem teus olhos. Não quero ser sem que me olhes. Abro mão da primavera para que continues me olhando.❞ Pablo Neruda

❝Se você não puder apreciar a sua própria companhia, quem mais vai apreciá-la?❞ Osho

❝A alma não tem segredo que o comportamento não revele.❞ Lao Tsé

❝Conhece-te. Aceita-te. Supera-te.❞ Santo Agostinho

❝Quantas vezes tentaram adivinhar o que sentíamos, e erraram. Julgaram nossas ações, e erraram. Tiveram certeza sobre nossos propósitos, erraram. O que somos de verdade e o que queremos de fato, só nós sabemos. Só nós. Sós.❞ Martha Medeiros

❝Esqueça essa história de querer entender tudo. Em vez disso, viva, em vez disso, divirta-se! Não analise, celebre!❞ Osho

❝Já sobrevivi a tantas tempestades, renasci de tantos abismos, me reencontrei tantas vezes e mesmo assim penso que não tenho tanta força, mas a verdade é que já superei tantas viagens, tenho acumulada tanta bagagem que recomeçar se tornou meu destino. E assim sigo, florescendo a cada minuto (renascendo de dentro para fora).❞ Vitor Ávila

❝Seja comum, seja simples, seja você quem for. Não há necessidade de ser importante, a única necessidade é de ser real. Ser real é existencial. Ser importante é viagem do ego.❞ Osho

❝Te ama quem: conhece tuas esquisitices. E ainda te olha com o coração.❞ Rita Maidana

❝Eu quando olho nos olhos, sei quando uma pessoa está por dentro, ou esta por fora. Quem está por fora, não segura um olhar que demora.❞ Paulo Leminski

❝E a gente faz. Refaz. Muda de ideia. Volta atrás. Recomeça. Insiste. Fica perdido. Se reencontra. Reinventa as coisas. Troca as bolas. Pede desculpa. Percebe que perdeu. Finge que aprendeu. Esquece a lição. Desacredita. Reduz sentimentos, depois acha que é tolice. Enfia a cara. Faz planos. Acorda dos sonhos. Percebe que há jeito. Se mete em encrenca. Jura nunca mais repetir a dose. Censura a experiência. Atira pedras. Promete melhorar. Alimenta esperanças. Consulta pessoas. Insulta o destino. Reprova a paciência. Lamenta as escolhas. Marca encontros. Chega atrasado. Reclama do destino. Esquece das promessas. Transpira desejos. Corre riscos. Supera traumas. Guarda vontades. A vida mal começa e a gente já fez tudo isso.❞ Ita Portugal

❝Não tenho como levar comigo todas as belezas do mundo... Mas eu presto atenção.❞ Fábio de Melo

❝Sem a música, a vida seria um erro.❞ Nietzsche

❝Sem a música, a vida seria um erro.❞ Nietzsche
❝Música é vida interior. E quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão.❞ Artur da Távola

Gratidão pela sua companhia! ♥ Volte sempre!

Gratidão pela sua companhia! ♥ Volte sempre!

Para você desejo...

Para você desejo...
❝Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade.❞ Autor desconhecido