Você pode escolher o parceiro que ama, o trabalho que deseja, a casa onde quer morar, o lugar para onde quer viajar, a roupa que gosta de vestir, o caminho que resolveu seguir… e, ainda assim, haverá alguém para dizer que você escolheu errado. E tudo bem. Nem toda escolha precisa ser compreendida pelos outros para ser certa para você. As pessoas enxergam a nossa vida a partir das próprias experiências, valores, expectativas e, muitas vezes, das próprias frustrações. O que para você representa liberdade, para alguém pode parecer irresponsabilidade. O que para você é segurança, para outro, pode parecer acomodação. O carro que você escolheu pode ser maravilhoso para você e completamente sem graça para outra pessoa. O relacionamento que te faz feliz pode não ser o relacionamento que alguém escolheria para si. E essa é uma das coisas que aprendemos com a maturidade. A nossa vida não precisa passar por uma votação. Você não precisa transformar cada decisão em uma reunião de família para descobrir se os outros aprovam. Gente, eu conheço pessoas, que reúne a família inteira para tomar uma decisão… rsrs É o ó do Borogodó!
Claro que ouvir quem nos ama pode ser importante. Eu e o meu marido sempre conversamos quando vamos tomar uma decisão ou fazer alguma coisa mais séria. Isso é normal e bom, pois conselhos podem nos fazer enxergar aquilo que não estamos vendo, mas existe uma diferença enorme entre escutar uma opinião e entregar a alguém o direito de decidir por nós. Chega um momento, em que precisamos entender que algumas pessoas não ficarão felizes porque a nossa escolha não corresponde àquilo que elas imaginaram para a nossa vida. E talvez, a grande liberdade seja justamente essa: permitir que elas não concordem. Você não precisa convencer todo mundo. Não precisa justificar cada passo. Não precisa provar que fez a escolha certa. Viva, escolha, erre, acerte, recomece. A vida é sua. Porque, no final das contas, quem terá de arcar ou conviver diariamente com as consequências das suas escolhas será você. E é muito triste passar a vida inteira tentando satisfazer expectativas alheias e, um dia, perceber que viveu uma vida que agradava a todo mundo, menos a si mesmo.
Sabe porque eu resolvi fazer esse texto? Porque eu ando vendo o burburinho que a roupa da Virginia causou lá no GP de fórmula 1, da Espanha. Uns amaram e outros odiaram. Mas a pergunta que não quer calar é: quem é que está vestindo a roupa, são vocês ou é ela? E isso, vive acontecendo com todos nós em vários aspectos da nossa vida e muitos nem se dão conta disso. Olha, eu já escutei casos e mais casos aqui durante esses anos todos de Blog. Muitas pessoas, às vezes deixam de viver, porque faz a escolha da própria família, esquecendo de si e das próprias escolhas e isso é tão triste. Escolhem uma profissão, um destino e até um relacionamento ou casamento, para satisfazer os desejos ou a vontade da família. Então, quando eu vejo alguém sendo ela mesma e fazendo o que quer, sem estar nem aí para o que os outros pensam ou falam… eu até admiro a coragem e a postura! Porque nem todos tem essa coragem e autenticidade. Ah, mas não tem mesmo! E aqui não estou defendendo ninguém, muito menos a Virginia. Não concordo com as coisas que ela faz na vida dela, só estou dizendo que acho bacana ver pessoas sendo elas mesmas. O meu estilo, por exemplo, não tem nada a ver com o estilo dela, o meu estilo é mais clássico, mas mesmo assim, eu não tenho que gostar e nem dar palpite, pois a roupa é dela!
Sabe, uma coisa eu aprendi… se nós formos ficarmos fazendo o que os outros querem de nós, não vamos viver, não vamos viajar, não vamos ser felizes e nem vamos comprar ou desfrutar daquilo que gostamos e queremos para nós, ou seja, não vamos fazer mais nada… Então, pense nisso! E você aí, está vivendo para você ou está vivendo para agradar alguém? Dessa vida, meu amor, nós não levamos nada, absolutamente nada, somente quem somos e aquilo que carregamos no nosso coração, então, desfrute dos bons momentos com quem você ama e viva seus sonhos com responsabilidade e maturidade! Tenha coragem para agradar a si mesmo. Porque quando alguém disser: “Eu não faria isso.” Você pode simplesmente pensar: “Ainda bem, mas a vida é minha.” 😉😘
