Não basta amar o outro. É preciso se amar também. Colocar-se em primeiro lugar em todas as circunstâncias. Quando o amor não estiver mais sendo servido, tenha coragem e saiba levantar da mesa. Outro dia me perguntaram: “quase vinte e cinco anos de relacionamento, qual o segredo?” Não tem segredo nenhum, é ser maduro o suficiente para saber ter conversas difíceis. O respeito, a maturidade emocional, a lealdade e o comprometimento com o outro e a relação, tem que andar sempre de mãos dadas. Eu sei o que ofereço, então, eu quero receber na mesma proporção. Generosidade, empatia, amor, bondade, a gente vai aprendendo no dia a dia e com o outro. Só não aprende e não muda quem não quer mudar. Relacionamento é construção diária. E não é para pessoas egoístas, não é, porque tem que saber dialogar, conciliar, negociar, às vezes, saber ceder. E quem não sabe ceder, pedir desculpas, assumir que errou, nem deveria se relacionar com alguém. O amor duradouro não é para amadores. Ambos precisam estar presentes, conscientes e felizes. Casamento não é prisão, mas também não é bagunça, não é libertinagem, não é vida de solteiro. Não é. É coisa séria. Nesse ponto, eu também tive muita sorte. Meu marido não gosta de sair sozinho, não gosta de farra com os amigos, onde ele vai, ele sempre me chama para ir junto com ele, enfim. Fazemos muitas coisas separados, mas, na maioria das vezes, fazemos muitas coisas juntos. E tem que ser divertido e trazer paz.
Gente, uma vez eu saí com o meu marido e alguns amigos e fomos num barzinho tomar chopp e comer alguma coisa, já tem alguns anos. Chegando lá, nós encontramos um amigo meu das antigas… e ele veio falar comigo, com o meu marido também e com o pessoal que estava na mesa, e disse que estava super feliz porque os filhos dele tinham acabado de nascer há poucos dias e eram gêmeos... etc. Parabenizei-o, perguntei da esposa e ele disse que estava em casa cuidando dos recém-nascidos. Ele no bar, com os amigos, tomando chopp, e a esposa com os bebês. Eu nem comentei nada, mas as minhas amigas que ouviram aquilo, já começaram: “cadê a maturidade dessa criatura? Cadê a empatia e a responsabilidade paterna? Cadê a parceria, nessa situação difícil que é um pós-parto?” Bom, eu só respondi: “ainda bem, que isso não é o nosso problema!” Porém, não pude deixar de concordar com elas.
Nós fomos embora, e ele continuou lá no bar, sendo que saímos de lá já passavam das 2h da manhã. Eu sei, porque ainda me despedi e desejei felicidades para ele e toda a família. Então, é complicado! Eu só sei, que na situação de esposa e com bebês que acabaram de nascer, em casa… sozinha, eu não iria me sentir nem feliz, nem tão confortável assim. Acho que tudo tem sua hora e seu momento. É questão de saber discernir as coisas, as situações e ter bom senso. E se quer comemorar, chame os amigos em casa e comemore junto com a família! Anos depois, o casamento dele acabou. E para mim, não foi nenhuma surpresa.
Então, em qualquer relacionamento, se não tiver responsabilidade afetiva, maturidade, respeito, companheirismo, empatia, um olhar de atenção para o outro, zero egoísmo… fica humanamente impossível durar muito tempo. Não tem mágica e nem segredo, é vontade, disposição e comprometimento dos dois lados, para fazer dar certo. Não basta um querer e o outro estar ausente ou inacessível. É uma via de mão dupla… sempre.
Bjs, vou ficando por aqui. 😉🫶🏻😘
